vítima

quinta-feira, 12 de abril de 2018 Nenhum comentário
ora,  não sinta! não sinta responsabilidade pela frustração alheia, oriunda de uma expectativa nunca jurada pela sua boca. 
não sinta nada além do que realmente precisa sentir: seus sentimentos, intrínsecos e que não devem explicações à outro indivíduo.

não há julgo meu sobre sua cabeça. não há preço à ser pago para habituar meu eu. não sou recruta-refém.
pelos seus antecedentes, me basta sua tranquilidade; pelo presente, me basta sua paz.
não, não sinta por mim nada do que - ainda - não sente por ti.

Se tens bons ouvidos...

quarta-feira, 11 de abril de 2018 Nenhum comentário
Do amor que eu não disse
Se ainda não disse,
não é porque não há
tampouco, 
posso enclausurá-lo na literatura
Que tão vasta se faz pequena

Do amor que eu não disse,
Dos tempos que parecem perdidos,
engolidos pela ausência de minha fala
São tais tempos, quais ando encontrando com o adocicado da vida

Quando aproximares ao meu peito,
escute meu coração,
É minha voz
[que pensas que não digo].

Entre remissões e retomadas

domingo, 1 de abril de 2018 Nenhum comentário
Foram/são imensuráveis as bençãos e nos primeiros episódios fora de plano, renuncia-se toda a benevolência do Cristo?

Jó. Ao pó. Fé incorruptível.

Filhos-amigos do amor, amados na mesma proporção - que Jó. 

Ainda que, de noite, o mundo se acabe. Pela manhã, haverá renovo. Em vida. E a carga, continua, exatamente no peso e tamanho que se pode carregar.

(permaneçam: a fé, a lealdade, a humildade e a coragem)

Lembrem-se, não só de mim

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2.

Mas não, só de mim.
Lembrem-se
Do silêncio dos inocentes,
Dos afogados sem ter quem os lamente.
Lembrem-se, também
Dos nadantes que alcançaram terra firme.
Que hajam dádivas para que não se lembrem de mim com desgraça.
Lembrem-se, sim, de todas minhas blasfêmias e descrenças,
mas, também, das minhas remissões
e retomada de posse da consciência.
Lembrem-se da minha vitória,
tardia, mas não menos valiosa.


Lembrem-se de mim

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1.

Quando eu deixar de caber no seu colo
e sentires em sua mão estagnar meu coração
Com o orgulho não deitarei,
esse, será herança à minha mãe e meus amores.
Lembrem-se de mim.


 
Desenvolvido por Michelly Melo | Ilustração por Gabriela Sakata