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Eu, vitimismo: Capítulo III - Enésimas ressuscitações [continua...]

quarta-feira, 28 de junho de 2017

(ph: Tainan Silva)


De vez em quando sonho que sou caucasoide, kit padrãozinho de beleza aceito pela sociedade.

Acordo assustada e mais uma vez atrasada para o trabalho. Lembro que preciso estar preparada para o que vier durante o dia. Devo ser forte. Dizem que mulheres pretas são fortes.

Calculo meus passos, por um deles que sair torto, serei punida. Sou tão bem recebida nas casas de vendas que ganho um individuo segurança para me acompanhar pelos corredores.

Direciono meu olhar somente ao necessário. Não são todos que gostam de recebê-lo.

Pelas ruas, os objetos que recebem meus toques táteis, são apenas as barras de apoio e o cartão do transporte coletivo.

Faço quase tudo como é pedido. Não é mais que meu dever, não incomodar. A cautela é tamanha, jamais recíproca. Eles não se importam.

Deito assustada e mais uma vez, insone. Todo dia morro e depois volto a sobreviver. Enésimas ressuscitações. Vidas que me permitirão continuar vencendo os males e o cansaço.

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✅ Leia a segunda parte aqui.

Virtualidade: máquina de alimentar egoísmo?

terça-feira, 27 de junho de 2017

(imagem ilustrativa ao texto)

Especificamente sobre as famigeradas redes sociáveis: Instagram e Facebook onde o poder de propagação virtual é gigantesco. Dependente do conteúdo que você partilha, essa tal propagação pode ser progressiva ou não.

Recentemente acompanhei uma troca de ideias online, onde influenciadores digitais falaram a respeito de suas produções de conteúdo: inspirações e circunstancias para tal. E de forma problemática, um dos fatos me tocou, onde uma moça relatou que uma vez fora a academia e capturou diversas fotografias com peças de vestuário diferentes e ao longo da semana, partilhou como se tivesse ido todos os dias. Outros relataram que se tivessem a oportunidade, locariam um dia no hotel X para usarem a piscina e outras áreas comuns como cenário de seu cotidiano. Falsa realidade.

Estes acontecimentos não são isolados e o desejo de conquistar "boa imagem" nas mídias, é constante. A ambição por autopromoção e reconhecimento é cada vez mais alimentada. São os padrões conduzindo suas marionetes.

Em contraposição, a maioria daqueles que virtualmente partilham suas realidades, são descartados pela massa, por não exibirem a beleza requisitada.
Nem todos têm a sensibilidade para encontrar o belo no que é considerado feio. O senso comum cega, sucumbe o olhar profundo.

Conteúdos legais e/ou contribuintes para a expansão do conhecimento estão sendo censurados e privados de se espalharem pela ausência de interesse (ou por alcançarem os indivíduos errados). 
Acompanho pessoas incríveis, produtoras de conteúdos prazerosos que gostaria que o mundo todo pudesse ter acesso. Mas nem tudo pode ser universal, tem coisa que é  para mim ou para o outro. Particularidades.

Ninguém "estabeleceu regra" de como usar as redes, cada indivíduo a usa segundo suas vontades. O essencial é primeiro pensar no próximo, depois em você: gostaria de ver/receber o que você mesm@ partilha?

Aos receptores, filtrai as intenções, se mal entendidas/recebidas são perturbadoras; te fazem querer ser ou ter aquilo que o outro mostra ser ou ter. Máscaras sufocam.

Nem toda virtualidade é real.

Machismo nas "melhores" convivências

sábado, 3 de junho de 2017

(rainha, no teu reino, reina tu. / via)

Como se pode perceber, o adjetivo "melhores" está entre aspas. Neste contexto, significa que o objeto está sendo herege, professa o que não pratica. 

Em lugares como templos de adoração e instituições de ensino (e outros...) a falta de respeito e reconhecimento com mulheres tem feito forte presença. Não generalizarei e falo-vos pelos acontecimentos que venho percebendo nos ambientes que frequento sempre.

Eu, e penso que você também, não vamos à igreja (seja qual templo for) para ouvir discurso machista de homem também pecador, de matéria feito a nossa, impondo regras segundo sua visão de santidade... O intuito é outro. 
Não vamos à curso algum (onde a diversidade deveria ser respeitada) para ouvir discurso (de ódio) machista de homem que pensa estar degrau acima das mulheres (por ter inúmeros mestrados) e por ser o patriarca e provedor da casa (dele).
Anos e anos de luta por equidade e ainda não obtivemos total vitória, e justamente por isto devemos seguir junt@s, repreendendo, ouvindo e debatendo, não só este mas toda e qualquer ideologia de ódio.

Os julgados "melhores" centros de convivências, estão alimentando almas e conhecimentos (...) juntamente com aquilo que não é bom, a essência está escorrendo por entre os dedos.

Atente-se para que não te sirvam joio como trigo. Não permita que o teu desenvolvimento material e/ou imaterial seja 'conduzido' por pés de caminhos tortuosos.


Caridade é salvação!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

(foto ilustrativa - via)

Pós trocas de algumas palavras com pessoas que acreditam que "objetos de brechó, vêm com espíritos maus", fui até um amigo para compartilharmos pensamentos, e, chegamos a um desfecho.

O Deus que tenho a honra de abrigar, com toda sua benevolência, jamais permitiria que fruto algum, da caridade, chegasse aos teus com 'corpos estrangeiros indesejáveis'. Acredito que o teu, também não.

Se alguma vez você já doou algo que não te cabia mais, foi graças a caridade e ao teu Deus. Sendo assim, da mesma forma que doa, porque não receberia? Seria você, superior aos que consomem deste departamento? Hipocrisia, não?
O universo está em constante vibração. Tudo vai e vem, hoje com você, amanhã com o outro, é natural.

Dos giros de capitais, este é um dos mais bonitos: consumo consciente, progressivo e majoritariamente includente. A caridade está presente em quem desapega e em quem adquire. Não é uma das dádivas mais bonitas? Então não há o que temer, as hostes maléficas não te atingirão!

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade."
(Coríntios I 13:1,2,4,5-7 e 13)