Senhores dos sentimentos

(via)

Os senhores ditadores do amor, vivem a impor as possíveis fórmulas para alcançar o sentimento ideal, perfeito ou quase: "Faças isto e aquilo e serás perfeitamente feliz!".
Ao invés do que os tais ditadores e seus seguidores compartilham, o amor não aceita normas. Tudo deve ser não calculado, natural em seu livre curso.

O ato de amar é democrático, numa relação os indivíduos votam pela soberania do sentimento bom, ao aceitarem um ao outro.
Quando essa aceitação por ambos não acontece, é provável que o sentimento siga deficiente e não existe a opção de obrigar que o outro seja recíproco, é preciso aprender a aceitar. Essa não obrigação é componente da democracia, onde os que prevaleceram foram os pensamentos de ambos, partindo para o melhor veredicto possível.

A ditadura dos senhores do amor é opressão ao sentimento bom, apologia ao não amor.
O amor é humano e biológico. Desperta os mais profundos e múltiplos sentimentos transpassando-os à matéria. Se ele é exato? Não, absolutamente! As fórmulas são malquistas!

Liberte o amor, amando da forma mais pura e não calculada, possível. Isto também é ato revolucionário. 

Compartilhe teu pensamento, deixando um comentário. Mas se queres ficar aqui para sempre, é só seguir o blog! 💖

Competitividade afetiva

A competitividade afetiva, termo desagradável de dizer, tem marcado forte presença entre os gêneros e em sua maioria a competição é travada pela busca da proteção de um relacionamento afetivo.

Fui vitima (#alouca) de distanciamento por oferecer risco ou parecer ameaça à uma relação alheia precoce, durante o ensino médio. Fui vitima também por outras poucas vezes.

Referenciando a postagem penúltima, complemento aqui, dizendo que o motivo do tal distanciamento pode ter sido minha inconveniência indesejada, e se foi isto a vitima não era eu. Talvez, tenha estado muito presente e uma das partes sentiu-se invadida. Me afastei, pois este era o desejo alheio.

Embora suspeita para dizer, nunca fui ameaça alguma. Era a garota menos provida de beleza e tinha ciência disto. A única coisa que me permitia não ser tão invisível, era meu boletim de notas. Meu desempenho acadêmico era dos melhores e era considerada somente por este mérito (exceto pelas pessoas que foram capazes e humildes e se deram a oportunidade me conhecer integralmente).
Diante de minha classe, gênero e etnia, a sociedade sempre me viu/verá como ameaça e inconveniente, independente do que eu faça.

Você não sabe o que acontece dentro do outro, talvez haja interesse pelo que está em companhia alheia, talvez não. Não se deve ignorar/afastar/evitar esse outro porque "fulan@ acha que o mesmo tem interesse no seu parceiro".
Relacionamentos não deveriam ser eternas competições e barreiras. É heresia, uma vez que o intuito de amor não é isto, não? Qual o conceito de amor para você? E a prática, é outra?

Se as pessoas que te veem como importante são definitivamente ameaças à tua relação, desejo puramente e profundamente que esta nunca se rompa. Se assim não for, quem lhe restará depois?

Extermínio não é a solução! E a evasão, nem tampouco, traz proteção.

Tua provocação é manifesto covarde

Já fiz questão do coração saber que agora não é o momento adequado para te desejar. Te quis antes, e, por vezes te quero para agora e depois.

Mostrei-te todos os sinais possíveis, mas o que podia oferecer não era o suficiente para satisfazer-te. Minha mente quando sã, compreende isto. Meu coração pouco saudável, louco por perder o que nunca teve, não aceita tua partida.

Em processo de reconstrução, sigo em busca pelo sucesso do exercício em curso. O transtorno pós traumático é árduo, mas superável.

Mais do que petição, rogo-te, que deixe-me recuperar pacificamente, só. Não venha mais, com diálogos que me fazem submeter à recaídas. Não diz que sou incrível, eu não acredito. Não faça qualquer coisa que sabe que me ferirá. Para o coração, a covarde fui eu, e talvez tenha sido. Me ajude, só ficando em silêncio.

Se não está pronto, então não me provoque mais, este ato é para covardes. E à mim, você é um dos corações guerreiros  que a Terra tem a honra de doar abrigo.

Inconveniência indesejada



Poderá você, ter se sentido inconveniente em algum momento de tua vida, ou talvez, sempre teve a prudência para evitá-la, isto é bom.
Volta e meia, pego-me sentindo inconveniente, é quando sei que devo me policiar e analisar a situação.

Tornar-se importante para alguém que você sente carinho, é uma das melhores e mais importantes realizações da vida. Mas a inconveniência é um dos inimigos que te impede de alcançar tal mérito e absolutamente ninguém quer estar próximo de pessoas insensatas. É desagradável.

É certo que quando você sente afeição por alguém, o desejo de estar sempre próximo, acompanhado, tomando conhecimento de como anda o curso vital, é ininterruptível. E por estar afoito e sedento, não percebe que talvez este alguém não esteja sentindo-se confortável em partilhar algo contigo. E quando partilha, é por educação (obrigação), isto não é bom.

Penso que já fui inconveniente por diversas vezes, alguns foram gentis e me acionaram, outros sentiram receio em me magoar. Não é porque alguns me são importantes que devo ser à eles também. Hoje, quanto mais imperceptível eu for à quem não me deseja, melhor.

Invista teus sentimentos progressivos em quem está pronto para recebê-los sem restrições.