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"Estou escrevendo essa carta, meio aos prantos..."

quarta-feira, 25 de abril de 2018 2 comentários

Música "A carta", composição: Claudio Matta / Alvaro Socci

Acima, apresento a mais tolerável das gravações (se está lendo no celular, avance para o minuto 3:16, mas as duas primeiras músicas valem seu tempo), porém não menos virulenta. Digo que na voz de outros, por exemplo, Eduardo Costa, é mais irritante, mas acredito que essa é minha posição enquanto individuo. Tratando-se do sujeito, em todas as vozes é igualmente problemática.

O intento não é vigiar e punir o sertanejo - aqui não se marginaliza mais, gênero algum.

Recentemente concluí as duas temporadas de "Doctor Foster", pertencente à BBC, disponível na Netflix.
Em busca de resenhas, ao que parece, todos que a assistiram, aplaudem Bartlett pelo drama. Mike Bartlett, o criador, se diverte fazendo de Gemma (Suranne Jones), uma mulher com um estado psicológico perturbado e programado à destruição das faces do marido Simon, após desconfiar de uma possível traição.

Gemma e Simon, ao fundo / via: Cine Pop 

Nos fatos seguintes, Gemma se dedica inteiramente ao processo investigativo, ficando ineficiente no trabalho e reduzindo a quase nada de sua atenção dedicada ao filho Tom, 12 anos.

Contudo, Gemma se propõe perdoar Simon se ele for leal e revelar a infidelidade.

É notável a justificativa universal: "Devemos ficar juntos, pelos nossos filhos". Mas, a atribuição da responsabilidade majoritária numa família com filhotes, é para o sujeito materno. O número de mães sem cônjuges têm crescido e esse é o fato qual comprova que a natalidade não fortalece as relações - entre os pais. Quem assim faz, neste intento, é procriador egoísta.

Gemma ainda ouve de Tom que, se o papai buscou uma relação extraconjugal, é por não ter recebido a atenção necessária da mamãe.

Infelizmente, existem inúmeras Gemma's.
Não é natural perdoar sem implodir as consequências. Se fossemos analisar este tal perdão, talvez descobríssemos que de fato, não é perdão. O perdão está banalizado.

Sucessivamente, Simon atribui a culpa à Gemma pela não regeneração da família: "Podemos esquecer tudo e vivermos como nada houvesse nos fragmentado!"

Bartlett, cria uma personagem à beira da loucura: porque essa é a visão masculina calculada sobre a traída, como quem diz que as mulheres não são estáveis o suficiente para sobreviver ao indesejável.

Quando numa relação afetiva, dois indivíduos consentem em absolutamente tudo, um dos dois está com dificuldade de 'ser individuo'. É necessário buscar ajuda.

"E por isso decidi
Que eu vou ficar com ela
(...)
Ao enxugar minhas lágrimas com beijos
Revelou que já sabia
Mas iria perdoar"

Temo a bondade de muitas mulheres. Estão se alimentando de sobras. Sobras estrategistas e hegemônicas, em nome do amor.

Violência moral e psicológica é agressão.

"Se você manter silêncio sobre as suas dores, eles vão te matar e dizer que você gostou."
(Zora Neale Hurston)
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Leia:
🚩 "Perdão é reconquista"
🚩"A lealdade é um dos sentimentos mais puros"

Um compilado chamado: "Renuncia à empatia"

segunda-feira, 20 de novembro de 2017 Nenhum comentário

O racismo estrutural

"O cabelo de Lele", é um livro, escrito por Valéria Belém, que é: jornalista, escritora, branca e seu sonho é "tocar o coração daqueles que leem seus livros, assim como ela já foi tocada por vários autores". O problema de alguns brancos - sem generalização - escreverem sobre racismo é a forma como enxergam e sentem. Para estes, tudo se resolve com conversa e conhecimento - tudo que os racistas tem ao dispor: fala e conhecimento, fosse assim, não mais existiria racismo. 

Lele é uma menina que não gosta do cabelo ao se olhar no espelho. Seu cabelo, aparentemente - após ver a ilustração - é do tipo 4b e 4c, crespo/crespíssimo. Ao conhecer a história de seus ancestrais, reconhecer a origem de seu cabelo, Lele naturalmente começa a gostar do que vê no espelho.

Toda vez que alguém conclui um conto de racismo com final feliz, minha saliva parece ficar mais espessa e com dificuldade para passar onde sempre coube. 
Não tem como, quem não sofre racismo, escrever como é a vivencia de quem sofre. Nem quem sofre racismo consegue escrever em plenitude, como é sofrer.

Onde começa o racismo? 

"Karina, 15, se matou com medo do vazamento de fotos íntimas". Karina não sofria bullying, sofria racismo - como disse o pai da adolescente. O racismo foi praticado pelos que compartilharam o espaço social e escolar. Nesse caso, o cabelo - a raiz alta, quando o cabelo começa a crescer e a química a descer - era o alvo. A pele. Karina era o alvo. E isso - infelizmente, Valéria Belém - não acabou com final feliz.
A violência contra Karina não foi uma só. A presença do silêncio protagonizando a vida de Karina dizia muito.

Porque Lele, Karina e outras milhares de meninas pretas não gostam do cabelo? Porque não conheceram ainda sua ancestralidade? Depois que conhecerem, passarão a gostar?
Quem diz isso, nunca ouviu contar a História do Brasil.

Num outro livro infantil, "Tudo Colorido - Preconceito racial", categoria bullying - quando é que racismo virou bullying? -, escrito por Suelen Katerine A. Santos, não tive o desprazer de encontrar algo se quer, sobre a mesma. No livro, Suelen narra que a menina Tainá, de pele preta, se recusa a fazer tranças com uma cabeleireira  branca. A menina é mal educada. Depois, Tainá vê a vizinha com tranças muito bonitas e a tal disse que fez com a cabeleireira branca que Tainá havia recusado - POR SER BRANCA -. Sendo assim, Tainá voltou ao salão, pediu perdão e fez as tranças com a cabeleireira.
Suelen Katerine A. Santos, covardemente, criou um conto onde uma menina preta vulnerável é racista reversa. 
Existe inúmeras Suelen.

É assim que ensina crianças pretas, se amar, amar o próximo e como combater racismo?

Como tem gente que ainda tem coragem de 'sustentar' o pensamento meritocrático? 
"O Brasil tinha 13 milhões de pessoas sem ocupação no terceiro trimestre de 2017. Desse total, 8,3 milhões, ou 63,7% se declaram pretos ou pardos."
Conversando com um professor de História - que já foi docente no Ensino Público -, abordamos a 'ausência de interesse' da classe baixa, quanto à Educação; como os docentes tratam esses 'alunos problemáticos'; como 'ninguém' se interessa em cutucar de onde vem o 'não interesse'. 
Os docentes - sem generalização -  sofrem tanto descaso pelas instituições que representam o Estado que não têm estimulo para se interessar pelo 'não interesse alheio'. Os discentes sofrem descaso múltiplas vezes. As instituições que representam o Estado omite direitos. A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é impecável, mas a ineficácia e carência de Politicas Públicas é gigantesca. Como no slogan da Reforma da Previdência: "Contra os privilégios. A favor da igualdade", as instituições que representam o Estado 'sustentam' e promovem o pensamento meritocrático.

O Brasil é rico em ausência de real igualdade de oportunidades, raciais, sociais, culturais, sexuais e de genero. Mais perigoso que lutar por igualdade é mencionar a introdução de equidade. Perigosíssimo.

Desigualdade, sexualidade, identidade e desigualdade de genero

"Lafond integrava o lado feminino da disputa e foi retirado do palco após um pedido do padre Marcelo Rossi". Quando há mais de um fator que consequentemente 'define' a vida de alguém, a onda de violência é muito mais destruidora. O patriarcado e a 'soberania' são experientes em ser hereges. Promovem a Vida e o Amor em nome de tudo que é Santo e faz tudo como não deve ser. Autores da perseguição que mata muitos.

Está disponível na Netflix, o documentário "A morte e vida de Marsha P. Johnson". Retrata a vida e morte de Marsha, ativista dos direitos trans. Enfrenta a violência que a leva a morte. Filme indicadíssimo, para conhecimento - mais conhecimento - de como é sobreviver, sendo não heterossexual e branco. 

O processo de higienização está presente. Na ausência de oportunidade, na punição por ser rebelar, no embranquecimento forçado - como no caso da peça que retrata a vida de Carolina de Jesus - e em muitos outros fatos que compõe as estatísticas.

Coleguismo asqueroso

Com William Waack, perante prova o perito audiovisual, Maurício de Cunto, concluiu dizendo que aparentemente, William, diz preto, mas que não pode afirmar que é esta palavra
O coleguismo, este sim, é coisa de violentos em potenciais. Como no caso, "Marcelo Freixo é acusado de machismo pela ex-esposa".
Marcelo Freixo, que é deputado estadual pelo estado do Rio de Janeiro, filiado ao PSOL, que 'vestiu a camisa' do feminismo diversas vezes. Também recebeu solidariedade dos parceiros.

Oportunistas em potencial

A ex-presidente Dilma Vana Rousseff, filiada ao Partido dos Trabalhadores, eleita democraticamente por 54.501.118 milhões de votos em 2014; ao se posicionar contra William Waack - enquanto nas redes, se movimentava a hashtag #coisadepreto - em seu Twitter, disse: "(...) O PT é coisa de preto. O Lula é coisa de preto. Nós somos coisa de preto. Eu sou uma coisa de preto.".
É desleal se apropriar da 'causa alheia' para promover a si. Ser empático é esquecer os próprios interesses.

Os problemas são muitos e a manutenção no sistema 'está sendo feita' - está? existe interesse  'de cima para baixo'? - erroneamente. Não há ingenuidade em nenhum momento. A falha é estrutural - naturalizada, patrimônio imaterial -, está nos livros educativos circulando nas escolas - inclusive, aprovados pelo MEC -, na apropriação de fala exercida pelos que tem privilégio em ser ouvidos, na falácia meritocrática, na omissão dos direitos, na negação de oportunidades, na reprodução de desigualdades, na ausência de empatia, ao atribuir responsabilidade e culpa à vítima, ao reproduzir que o racismo só existirá enquanto falar dele...

A Justiça não é cega. É seletiva, asquerosa, renuncia a empatia e age cientemente. Não será tirando o chapéu e dizendo: "- Com licença, senhor!", que a liberdade será conquistada.

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Todos os links foram acessados em 19/11/2017 entre 08:09PM e 10:57PM.

A definição de masculinidade foi atualizada com sucesso!

domingo, 13 de agosto de 2017 Nenhum comentário
(via)
THE MASK YOU LIVE IN (a mascara em que vive)
Disponibilidade: Netflix

2015 • 14 anos • 1h 32min 

Este documentário sobre a "crise dos meninos" nos EUA, explica como criar uma geração de homens mais saudáveis e apresenta entrevistas com especialistas e acadêmicos.

Direção: Jennifer Sieber Newson
Classificação:


- - - - - 
O documentário que venho vos indicar, é de extrema importância social, pauta que deveria ser considerada política ao nível do conhecimento de todas as mães, pais, educadores e todos os outros. Reflexão para além de necessária.

Trata-se da cultura da masculinidade e o molde não saudável de criação de homens nos EUA - mas, válido para todo o território terrestre.

O modo como se cria homens é problemático. Quando ainda meninos e adolescentes, são ensinados que não se pode chorar, que por serem fortes não podem deixar o sentimento aflorar (sentimento é coisa de fraco)... genericamente, estas afirmações são reproduzidas pela figura paterna, os quais eles acabam acreditando - por serem seus heróis - e se espelham.

A ausência da figura paterna, ao contrario do que se pensa, não é problema somente da família mas também é problema social (quando se trata de abandono paterno, não digo sobre a diversidade de famílias que não contemplam homens em sua formação).

No desenrolar do documentário, é possível enxergar 'de forma ilustrada' como isso ocorre.
Quando o menino cresce sem o pai, de certa forma, ele não encontra em quem se inspirar dentro de casa. Consequentemente, ele busca a tal representatividade, nos homens da TV: heróis imbatíveis, dominantes de todas as situações, com sucesso financeiro, durões/vilões, seletivos entre si ("quem é menos homem não anda comigo!"); nos homens dos videogames: perversos e violentos, intolerantes a provocações, não resolvem os problemas por meio de comunicação verbal; nos  homens da Lei: admirados por exercerem soberania aos 'moleques', donos da lei... e outros.

Parte desses meninos buscam  masculinidade nos jogos, principalmente no futebol. Não querem ser diferentes: "todos jogam, preciso ser como eles!". E é então, quando a figura do técnico passa a ter suma importância em suas vidas.
Alguns que não tem pai presente, como já foi dito, busca a figura do mesmo,  em outros. Parte deles, encontram essa tal figura em seus técnicos. A partir disso, esse cara é o maior responsável - ainda que subconscientemente - por parte da formação de caráter desse jogador.
Seu sucesso passa a depender das diretrizes do técnico, e se este, prioriza vitoria sobre ética (ensina-os a vencerem a qualquer custo, seja eticamente correto ou não), pode-se imaginar o futuro desses jogadores. Ainda que sem pretensão, o futebol também cria homens (e não depende só do técnico, mas também, da associação esportiva na qual fazem parte).
O futebol possui um papel decisivo para muitos, podendo ser educativo/construtivo ou destrutivo. É necessário se manter atento, e isto também compete a sociedade.

Outros - adolescentes - ainda, buscam referencia nos materiais pornográficos. Por lá, aprendem como as mulheres gostam de serem tratadas, constroem sua noção de sexualidade. Segundo pesquisas (neste documentário), a busca por videos de estupro também é grande.
E a cultura do estupro continua se reproduzindo, o feminicídio continua ceifando vidas. Os homens se sentem superiores e quando algo lhes são negados, foram ensinados que não devem abrir mão do controle, que devem estar exercendo soberania sempre.

foto da cena do filme

Meninos magoados se tornam homens magoados. É necessário desconstruir para reconstruir, reumanizar o desumanizado. Ensiná-los que o coração é mais importante que a cabeça.

Não é sobre transformá-los em meninas, mas, sobre ajudá-los a serem meninos empáticos; enxergar humanidade nas meninas.
Se chamares um menino de menina, certamente ele não gostará. Então, o que está sendo ensinado a eles sobre as meninas? A cultura de criação de homens, esta ensinando a rejeitar tudo que é feminino, exceto quando se trata de sexo.

É preciso ensinar que não se deve apoiar o amigo quando ele faz algo errado, só porque é homem. A camaradagem neste nível não é saudável.
É preciso - o quanto antes - permitir que os meninos sintam, partilhem afetos e sensações.
É preciso ouvi-los, entende-los, ajudá-los. A cada 9 segundos (segundo pesquisas neste documentário), morre 1 menino por suicídio. Suicídio, é a 3ª maior causa de mortes em meninos. Meninos também sofrem violências sexuais e psicológicas. Crianças negligenciadas (pelos pais ou um dos pais), estão 9x mais propensas a se envolver em crimes, a recorrerem a comportamentos desesperados, usarem drogas para fugir dos próprios pensamentos.

É um problema de todos. A masculinidade deve ser reumanizada.

Aos meninos abandonados pelos pais, desejo que sejam sensíveis a ponto de serem gratos por  serem quem são. Peço que não sintam vergonha em solicitar apoio, a culpa não é sua por tudo que sofreu. Não seja forte o tempo todo, perdoe quem foi que disse que para ser homem, tem que ser assim.

Observação: 1 - Ao dizer que o menino sem figura paterna presente, busca representatividade fora, a intenção não é generalizar. Incontáveis mães criam meninos sozinhas, proporcionam proximidade saudável, permitem que sejam sensíveis... e fazem isso com excelência. 2 - Nem sempre, pai presente, participa da vida do filho. 

Se assistir ao filme, conte-me como foi a experiencia! 

Cada branco que conheço, sente medo da cultura negra...

domingo, 18 de dezembro de 2016 Nenhum comentário
(mãe de Jordan Davis - via)

Minha classificação:  (3/3)
Nome: 3½ Minutes, Ten Bullets.
Direção: Marc Silver.
Gênero: Documentário, policial.
Sinopse: Em novembro de 2012, retornando de compras da Black Friday, quatro amigos se envolvem em uma discussão normal com um casal em um posto de gasolina. 3 minutos e meio depois, um dos meninos está morto, após ser alvejado com 10 balas.
Disponibilidade: Netflix.

Para você que ainda não sabe, permita-me dizer que sou fascinada por filme do gênero documentário. Gosto de um filme ou outro (o meu preferido da vida, é New year's eve lançado em 2011, do gênero comédia romântica, haha), mas normalmente quando assisto é por indicação direta ou indireta de alguém. Até aqui, curiosidade informativa, vamos ao assunto!

O documentário "3 minutos e meio, 10 balas", trata-se da história da morte de Jordan Davis, jovem de pele preta, 17 anos.
Não uma morte natural. Um assassinato com a autoria de Michael Dunn, senhor de pele branca, 47 anos. Separados por 30 anos e por um sistema brutalmente racista. O motivo mais plausivel, sem novidade, o racismo, embora Dunn negue até o fim.

Em 3 minutos e meio, um corpo preto escorreu abaixo após receber 10 balas. Outra mãe e outro pai para fazer companhia aos que já sofrem pelo mesmo motivo.

Ambos se encontravam no posto de abastecimento de combustivel, quando Dunn decide pedir que Davis e seus amigos abaixem o som de favelado (hip-hop) que tocava alto no carro. Um dos amigos abaixou mas Davis não contente com o feito, alterou o volume novamente e reclamou com Dunn. Em seguida, Dunn alcançou sua arma e disparou contra Davis.

(Jordan Davis -  via)

No julgamento, disse ter visto Davis lhe apontando um cano, mas para a namorada (que estava dentro da conveniencia do posto comprando bebida, no momento do ocorrido) não disse sobre ter visto cano algum. A namorada, conscientemente não cometeu perjúrio e contou que Dunn não lhe disse que havia visto um cano.

Dito isto, pode-se concluir que o motivo do assasinato, outra vez, foi o racismo. No decorrer do filme, Dunn completa:
- [...] não quero ofender pessoas brancas, mas é que cada pessoa que conheço sente medo da cultura negra! [...]
A família e outros pretos, foram às ruas clamar por resolução do caso com dignidade e respeito à vida de Davis. Coube ao júri chegar ao veredicto. (Não lhe contarei o final para não perder a graça, embora não tenha graça alguma.)

O genocídio racial ainda está presente em nossos dias. Enquanto eu escrevo e você lê, mais um preto morre pelo descaso social. A sede pela hegemonia racial ainda prevalece. Infelizmente.

VIDAS NEGRAS IMPORTAM. VIDAS NEGRAS TAMBÉM POSSUEM O DIREITO DE SEREM VISTAS COM OLHAR DE DIGNIDADE E RESPEITO. VIDAS NEGRAS NÃO MERECEM TER SEU CURSO INTERROMPIDO POR MOTIVOS DESUMANOS.

(Sem-ti)mento clandestino

segunda-feira, 28 de novembro de 2016 Nenhum comentário
(Tassia Reis, foto ilustrativa ao post)

É domingo, 11:00pm, 27 de novembro de uma noite de verão. Amanhã começa a semana de provas e eu ainda não estudei. Tenho alguns trabalhos de final de bimestre à fazer, mas eu não os fiz. Ontem comecei a assistir a nova série brasileira lançada pela Netflix, a 3%, mas não a terminei.

Escrevi uma poesia pequenina e decidi que publicarei amanhã, é sobre a admiração e afeição que sinto por um moço, ele é incrível.

Estava pensando no que fazer quando  cheguei da igreja às 8:00pm e até agora nada fiz. Conferi o perfil dele minutos atrás. Está tudo certo, não há nada novo.

Tenho problemas com o tal apego (afeição constante e excessiva) que nem sei se posso chamá-lo, pois não se deve existir apego quando dois indivíduos  não se conhecem. Mas eu o conheço, ele não me conhece o quanto eu o conheço, eu acho.

Sabe aquele poema que disse? É sobre isso, sobre eu conhecê-lo mas do que o necessário (?). Sei tanto, mas não conheço os desejos de seu coração e invento um turbilhão de possibilidades, inclusive desconfio que ele esteja gostando de alguém. Me confortará se eu souber que o tal alguém gosta dele reciprocamente. 

Ainda não identifiquei o que sinto. Dei um jeito de fazer meu coração acreditar que ele é  intocável, inatingível (será auto-mutilação?) e que nunca seremos nós. Será ele e alguém. Serão eles.

Eu tratarei de desconhecê-lo. Talvez seja só um sentimento  "clandestino" que não deveria estar onde está (mas se está onde está é porque deva estar). E se não for? Ainda não pensei na minha reação diante a surpresa esperada.

Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade

sexta-feira, 11 de novembro de 2016 2 comentários
A provedora global de filmes e séries de televisão Netflix, tem conquistado aproximadamente 70 milhões de corações pelo mundo (haha, corações?).
Não é por acaso que vem ganhando bastante visibilidade, pois oferece conteúdos para todos os gostos: documentários, filmes, animações e series de todos os gêneros.

O que mais prende a minha atenção, são os documentários (algumas séries e jogos de futebol americano também). Aproximadamente 70% dos minutos que vejo, são documentários. Gosto, porque penso que enriquece o conhecimento e a visão social sobre que acontece pelo mundo e pela mente alheia.

Decidi que indicarei um filme/doc. por semana pra você. E hoje, venho vos indicar um, dos que já assisti e claramente, gostei.

Cowspiracy: O Segredo da Sustentabilidade

 clique na foto e vá ao site oficial!

Este filme é resultado do trabalho significativo do cineasta Kip Andersen após perceber que as ONGs ambientalistas não se importam realmente com a dolorosa destruição do planeta.

Embora não pareça (pois isso não chega, ou chega com uma informação deficiente até o consumidor final), a pecuária causa impactos violentos sobre a natureza. A agropecuária, na verdade, é o maior problema ambiental e é o que está acabando com o nosso planeta.

Parte desse documentário se passa no Brasil. e cita também alguns percursores do assunto que foram mortos por empresários da agropecuária, por saírem por ai, dizendo que esse ramo de negocio era o que estava deteriorando o meio ambiente.

Kip, também reforça a importância da dieta vegana hoje, em relação ao assunto (mas lembre, você é livre pra fazer o que tua alma sente paz) e como isso contribuiria para a restauração da Terra.

Não deixe de assistir se você é protetor da vida ambiental. Ah, não te esqueça de voltar e me dizer o que pensa sobre o filme!

Apartamento com 200m² contemporâneo e aconchegante

quarta-feira, 6 de julho de 2016 Nenhum comentário
Esse apartamento conta com 200m² muito bem aproveitados se localiza no distrito Moema, na capital de São paulo. As cores que prevalecem são as neutras: branco, cinza e bege. São três dormitórios sendo: um para o casal, um para adolescente e outro para as crianças.





Conta com um lavabo social pequeno e funcional, para atender as visitas. Em suas paredes, um papel de parede inovador e que dificulta a presença de sujeiras, um espelho longitudinal (mas que poderia ser maior pra aumentar o espaço), uma cuba estreita pra não atrapalhar na movimentação da porta, uma cuba simples com válvula de descarga, um piso aparentemente confortável de vinil com um rodapé sobreposto que acaba dando acabamento ao papel de parede e ao recorte do piso nas extremidades.


A sala para descanso é bastante ampla. Os móveis e decoração são na ""maioria"" minimalistas e não enjoativos.




É integrada com a sala de jantar e o espaço acaba sendo um todo e visualmente muito grande.


 A sala de jantar comporta uma mesa com oito cadeiras composta por varias texturas. As cadeiras são bem confortáveis, mas não digo o mesmo da mesa. ""Particularmente"" não acho atraente, as mesas de vidro.



A sala de tv é uma das partes mais gostosa da casa. Quem é que não gosta de conforto pra passar horas na Netflix?


O escritório é bem pessoal. Sem muito ""mi-mi-mi"" mas funcional e apropriado para o trabalho.


A sacada é bem equipada e com muita proteção, já que a casa conta com crianças.


Ideal para sentar e relaxar após um dia cansativo de correria e muito trabalho...


A cozinha não impressiona muito. É no formato de um retângulo bastante estreito, com as cores: amarelo, vermelho, preto e branco. É grande já que tem uma sala de jantar que comporta oito pessoas. Mas ainda assim tem uma bancada para café/ almoço expresso pra no máximo duas pessoas.



Projeto elaborado pela Arq. Daniela Momoi

Ilustrinha "Netflix" pra você usar como quiser

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016 6 comentários
Gennnnte, pra quem não sabe há alguns meses (desde quando fiquei sem emprego, tipo assim, em 2015), comecei a fazer umas ilustrinhas super amadoras. Tenho gostado de algumas e aos poucos vou disponibilizando pra vocês.
Não trabalho profissionalmente com isso ""ainda"", mas pretendo aprimorar mais a qualidade, pra que isso se realize.
Então essa é a de hoje, espero que gostem.

É só clicar com o lado direito do mouse e salvar como imagem. Ela está no formato .png (com fundo transparente).
Se você gostou e pegou, me avise aqui pra eu ficar sabendo...

Um beijo com muita luz pra vocês...

 
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