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reverberação

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

engarrafo sua fala atropelada 
pra ouvir compassada 
quando o eco soar.


(parte I - desaprendendo a definir se as coisas são boas ou más e encontrando consequências benevolentes.)

cada escolha uma renúncia

sexta-feira, 10 de novembro de 2017



esperar. verbo com etimologia bonita. se relaciona muito bem com a expectativa. essa que vem com fala mansa e te dá o direito de esperar pelo bom, mas quando decide gritar sai frustrando a ex-futura felicidade.

mas quem é que espera desprevenido?

prevenção. é esperar com subversivos, se acontecer aquilo que não deseja.

escolhas são renúncias. noite passada, com um assopro no cangote - como alguém que, com muita dificuldade sussurra "socorro!" -, acordei decidida em ser subversão pras frustrações. pras suas frustrações - eu gostaria de ser pra todos, mas no meu abraço só cabe tu e os teus problemas.

permaneço dobrada numa posição nunca explorada antes. e que a poeira me consuma! - do pó vim e voltarei.

porque, se algum dia tu naufragar, quero ser a primeira a inflar e proteger a qualquer custo esse teu peito frágil e jurar que ainda não chegou sua hora de recomeçar pra eternidade.

em solo sereno, a minha dor será indiferente - sentida com gosto. tão pequenina, se aproximada a dor de nada poder ter feito.

"muito prazer, ao seu dispor, por amor às causas perdidas..."

sistema operacional

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

de todas as vezes que sobre minhas costelas, da lama poupei seus pés, nem ao menos - ainda que com desprezo - expressou gratidão.

sob o sol, couro esticado, desfibrando cada centímetro quadrado.

vida de gado!

da lama lavo os pés e tiro fora meu corpo minado.

imprestável, murmurarei pelo resto dos dias. pseudo liberdade tardia.

saudoso sabiá laranjeira

sábado, 4 de novembro de 2017

precoce à primavera floresci
por onde voas que ainda não te ouvi?

se pousou pra outra abençoar
de tristeza, meu sabiá
sou eu que vou cantar.

quase!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

🍀

me bagunça numa escala que estremece e transcende tudo de sagrado que me há. me sonda, libertando - porque permito - todas as vísceras que enjaulei por anos e sem querer, escrevo quase tudo o que tinha calculado guardar. não tem meu não. é involuntário como me esforço para aprender os seus caprichos. nada pesa, tudo pulsa.

quase ao seu dispor: tudo de bom que sinto e tudo que ouso chamar de meu. quase juro majestosamente. muso, muso, muso!
ao seu dispor: quase tudo que, escrevendo, me escapa dos dedos. minúsculas demais - eu, as frases, as palavras e as letras - para grafar a plenitude.

quase!

atrevidamente me avessa, põe quase tudo para fora, mas não se retira.

deve ser...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017


deve ser de amar, sentir o calor dos vasos que vibram e agitam o líquido fervente e espesso que impulsiona a vida permitida. deve ser de amar, cada estrutura microscópica justaposta, que respira e inspira a querer ficar ali, para sempre - e fazer dos corpos uma unidade só. deve ser de amar, os movimentos do conjunto de vértebras no ápice da saudabilidade, que flexionam em compasso repetitivo e acolhedor dizendo que ali o abrigo é seguro. 

deve ser. 

a gente aprende a aprender de corpo longe, sem prender. 

o tempo que voa não volta para devolver o tempo perdido. haja vida para recuperar se eu for esperar.

escorrendo pelos vãos dos dedos dos que estão em prontidão para me segurar e esquivando dos olhares observadores que prometeram me decifrar até quando eu não souber como e quem sou, sigo avançando. negando para os que não sabem enxergar. em silêncio - é quando mais falo.

resposta negativa

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

eu que dispus aos teus desejos, renunciei ao primeiro:

"- leve-me ao fim do mundo!"

seria um desbarato, pular ao fim vida e ter que te amar depressa.

quando eu flor Bela...

domingo, 10 de setembro de 2017



quero ser tão bela
que não mais cederei as curvas dos meus ouvidos
para que os padrões as rendam.

quero ser tão bela
que pensamento auto punitivo algum,
me perturbará.

quero ser tão bela
que repousarei em meu colchão gasto,
- tão mole quanto uma gelatina que se derrete -
e ressuscitarei com os ossos espetando a carne e ainda assim, radiantemente.
porque serei bela.

quero ser tão bela
que nem mesmo a ausência de representatividade quando no Google buscar por "linda",
alterará minha certeza.
porque serei bela.

quero ser tão bela
que promoverei a beleza em todas as mulheres que não se sentem belas.
ainda mais.

quero ser bela,
não nessa matéria que apodrece.
no que me é mais intimo,
que só quem for belo, terá a honra de me tocar.
bendito será!

quero ser tão bela,
que nenhum espelho sustentará tamanha beleza.
nenhum terrestre.

quero ser tão bela,
que nem na câmera de melhor performance
existirá função para me capturar.

que nenhum dicionário me definirá.

e só aí,
então,
serei imune.

(mas)
quando eu for Bela,
tão Bela,
talvez,
estarei longe da existência humana.

e se assim for,
aos que contribuem com o movimento de minha sobrevivência,
de alguma forma,
lhes mandarei cartas
para relatar,
o quanto serei Bela.

ou,

brotarei em flor
como as raízes das veias em seus corações.
manisfestarei em odor para lembrar-vos:
como são Belos!

Amar dói

segunda-feira, 13 de março de 2017

Estamos acostumados a ouvir os outros dizerem que o amor dói, que de alguma forma o mesmo deixa resquícios e traumas ou que toda relação leva consigo dor e prazer, tratam isso como normal/consequência inevitável. Os poetas pioneiros dizem isto, palavras estas que não somos capazes de apagá-las, a matéria corporal se foi mas a grafia impressa na celulose não se apaga de nossas mentes. Os cantores do inicio dos tempos declamam isto, melodias que impregnam em nossas mentes mortais.

Hoje, o status quo de minha alma é de intenso aprendizado e conhecimento, o que me permite refletir sobre parte da influencia do amor em nossas vidas. Tenho visto pessoas dizendo que "o amor não dói e que se está doendo não é amor". Isto tem uma amplitude gigantesca e tratando-se de agressões físicas e psicológicas contra uma das partes num relacionamento, estou em pleno acordo à afirmação anterior.

O que venho dizer talvez você já saiba: O ATO DE AMAR DÓI.

Amar dói e não deveria ser assim. Jesus nos ensinou o amor da forma mais sincera e pura, e é assim que deveria ser: puro, leve, sincero e santo (não estou falando da santidade do âmbito religioso). 

A vida entre nossos iguais tem sido um funil com gargalo que se afunila cada vez mais. A vida tem sido intolerante com o coração. Inventaram pré-requisitos até para o amor: classe, etnia e gênero. Quem permitiu isto se não fora Jesus (o criador da existência do amor)?

O amor que dói, é este que não funciona perfeitamente, que não se doa por inteiro, que anda deficiente por medo de ataque exterminador estrangeiro e não foi este que Ele nos ensinou. Não deveria ser assim, mas amar dói. Quando Jesus voltar, encontrará incontáveis feridas para curar mas não haverá tempo para cicatrização, o que resultará em almas doentes demais. E os responsáveis (nós), já mediram o quão triste o deixaremos?

Nós, por nós? Sororidade?

quarta-feira, 8 de março de 2017

(via: desconhecido)

A foto acima já foi capa do meu perfil social no Facebook. Eu não sei de tudo, ninguém sabe e por ingenuidade e ausência de conhecimento a mantive durante algum tempo e a removi recentemente por motivos que descobrirá ao discorrer deste texto.

Hoje, 08 de Março de 2017 é mais um dia internacional da mulher. Assim como eu, você mulher, provavelmente recebeu diversas mensagens, inclusive aquela clichês prontas de internet. Não respondi alguma sequer, devem ter pensado que não tenho educação, aliás, é o que a sociedade pensa sobre mim o tempo todo.

Diz a história que este dia fora escolhido para celebrar, lembrar e fortalecer a conquista dos direitos pela luta feminista que vem se movimentando desde o final do século XIX. 
Entre 1960-1970 quando aconteceu o feminismo pioneiro, a mulher branca ia às ruas lutar pelos direitos, cobrar igualdade de gênero, participação política social, emancipação da submissão ao patriarca...
A mulher branca sempre mostrou relutância em reconhecer a estrutura histórica da negra. Ia à luta, mas em sua casa mantinha serviçais domésticas (nem precisa dizer que eram negras), com longa jornada de trabalho, exploradas. A branquitude sempre esteve no topo.
(cena de Histórias Cruzadas, 2011 - aliás, está indicadíssimo)

Mulher branca vive dizendo por aí que somos nós, por nós mas sempre tivera um jeito de inferiorizar a outra. A mulher negra, todos os dias é vitima de ataque racista e misógino e ninguém se espanta  ou faz algo para o extermínio deste preconceito.
Ainda ontem, presenciei uma moça negra sendo exposta (por mulher branca) em grupo racista por ter platinado o cabelo, e tenho visto isto acontecer com intensidade (digo, exposição, opressão em seu todo) .
Quando mulher negra debate sobre algo, principalmente na internet, lhe é questionada a referência bibliográfica, embasamento ou lhe é roubado o protagonismo da fala. É 'diagnosticada' com insanidade por se defender, considerada louca... 

Quem teu "feliz dia das mulheres" contempla? A mulher trans e cis de todas as etnias? Ou só a heteronormatividade branca? Não adianta dizer nós, por nós e na primeira oportunidade ferir a outra ou permitir que a firam sem fazer nada a respeito. Não diga que é dia de todas, porque aí dentro você sabe que não é.
Acredito que em algumas situações, a mulher branca não inferioriza a negra, por maldade. É uma questão de perpetuar os hábitos sem sequer reparar no que está fazendo ou se está ferindo a outra. É talvez, preferir o cômodo, o senso comum à conhecer a luta histórica alheia.

Quanto ao homem branco vir desejar "feliz dia das mulheres, pois sem vocês não teria graça", até o momento não conheci algum que tivesse a honra de receber minha total confiança, quanto ao homem negro: leia aqui, uma partícula do que penso. É uma confusão só!

Vós homens: não parabenize mulher alguma por criar seus filhos sozinha, não anule a responsabilidade do pai (pai?) ausente. Não parabenize todas as mulheres se em todos os outros dias do ano vocês as apedrejam por não se depilarem, por gritarem feminismo, por desejarem o aborto, por terem escolhas subjetivas, por serem rebeldes, por se relacionarem com o mesmo gênero; dizem que são culpadas por sua violência nojenta; cospem na luta árdua diária ...

Feliz dia da mulher? Meça seus "elogios" (aliás, os quais me recuso a chamar de elogio)!

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*Leia também: Teu feminismo me abraça?
*E se você realmente deseja saber sobre o feminismo negro, sugiro que conheça Angela Davis: grande mulher com grandes obras, ela te explicará certinho.
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Respeito, proteção e garantia à vida das crianças e dos adolescentes

sexta-feira, 3 de março de 2017

(autoria: Sérgio Silva / via)
"O adolescente João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos, morreu na madrugada da última segunda-feira (27/02), ao sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de ser perseguido por seguranças da rede de fast-food Habib’s na Vila Nova Cachoeirinha, bairro da Zona Norte da capital paulista. De acordo com as investigações, o jovem pedia dinheiro e alimentos para os clientes do estabelecimento."
Este foi o assunto de alguns jornais nacionais desde a semana anterior (27/02). Trata-se da morte de um adolescente onde uma testemunha ocular disse ter visto o segurança agredindo o mesmo (edição em 04/03/2017: João realmente fora agredido e arrastado do local, por 'seguranças'), sendo este o ato covarde que tomou posse da vida de João. João pedia R$1,00 para o alimento.

O Brasil possui um sistema politico e econômico relacionado fortemente ao capitalismo. Num país em subdesenvolvimento, a vulnerabilidade social possui presença notória, pois como é de conhecimento, a  economia não é distribuída igualmente entre a massa (a burguesia corrupta neo-liberalista não permite).

Os meninos de rua podem ser vistos em qualquer espaço geográfico, principalmente no perímetro urbano e os motivos, são os de sempre: a podridão do recorte social e/ou racial que os devoram, a falácia da meritocracia, a desigualdade socioeconômica, o descaso desumano (e existe descaso humano?)...

Diante destas situações corriqueiras, é fácil lembrar-se da Lei Nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e outras providências. Dos direitos fundamentais, são eles: Direito à Vida e à Saúde; Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade; Direito à Convivência Familiar e Comunitária; Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer; Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho; Prevenção (prevenir a violação dos direitos)...

​Mas a sociedade é estruturalmente podre: a mulher sem condição física-financeira engravida e não lhe é permitido a escolha entre aborto saudável ou continuar com o ciclo da gestação. Obrigatoriamente o filho nasce, mais um para ficar à mercê do descaso social. ​A​ ​​criança cresce e percebe que o sistema lhe obriga a buscar por algo (suprimentos vitais, infração à Lei, refúgio no mercado e consumo de entorpecentes...) e quando ela faz isto, a sociedade diz que bandido bom é bandido morto, que a maioridade penal deve ser reduzida... Quando na idade, não tem a oportunidade de acesso à educação, menos ainda ao ingresso no ensino superior, ou seja, permanecerá sendo o descarte social.
E esta sociedade quem dita isso, é a pró-nascimento que amaldiçoa o aborto legal porque a vida é dom divino mas invisibiliza o menino/adolescente na rua. (Assunto abordado numa postagem antecedente)

"Meu filho era humilde igual eu, catador de lixo. Foi espancado por pedir um real para comer um lanche", diz pai do adolescente.

E o Estado está a cruzar os braços, desonrando os princípios fundamentais da Constituição Federativa do Brasil. Reproduzindo a não dignidade da pessoa humana; negando o direito à cidadania e aos valores sociais; submetendo pessoas à tortura (física e psicológica) e tratamento desumano;  não promovendo a solidariedade; não repudiando o racismo; não solucionando pacificamente os conflitos... (se e ainda não conhece alguns dos princípios fundamentais, leia aqui).

Se o ECA está em vigor, por que não contempla toda e qualquer criança e adolescente? 
Por que só lhe compete respeitar, proteger e garantir a vida dos filhos burgueses e dos filhos dos governantes corruptos e ilegítimos (usurpadores que exalam mau cheiro)?
Quando se encarrará o extermínio do povo? Quando terão paz e liberdade?

Finalizo com uma poema de Sérgio Vaz, (o qual admiro em excesso o trabalho do mesmo) para a reflexão:

Quantos Jorginhos temos/teremos mais?

Modo sobrevivência, abismo social e a emancipação utópica

domingo, 26 de fevereiro de 2017

(via)

Sobreviver, é a continuação da existência pós algum acontecimento. 

É do conhecimento de todos que grande parcela da humanidade vive à mercê dos ataques danosos psicológicos e/ou físicos. Mas sempre existem os que de alguma forma são atingidos com mais frequência, por exemplo: o individuo que sofre genocídio étnico subentendido (subentendido = o institucionalizado que finge que não é), o desfavorecido socioeconomicamente (que sofre exploração trabalhista diária), o alvo do preconceito lgbt+, entre outros inúmeros.

Elaborei uma parábola (não sei se posso chamar assim) para facilitar o entendimento. A vida em sociedade te presenteia (cavalo de Tróia) com uma corda, ao nascer. Com o seu crescimento e desenvolvimento de capacidade cerebral, perceberá que nem todas as cordas são iguais, que alguns receberam um cabo de aço com bitola de alta resistência juntamente à  equipamentos de proteção individual, outros receberam barbante fio n. 04, cordas de náilon, canudo de plástico... Concluirá então que a não igualdade te abraça no berçário (se bobear, antes de tua mãe). 

Pós presentear, coloca sob os teus pés uma cratera gigantesca e você passa a usar o material recebido para o auto sustento
O tal abismo social (a cratera), te puxará constantemente a fim de ceifar teu oxigênio, ou te cansar a ponto de você pedir desistência e ser declarado derrotado.
Quando você é o individuo que recebe ataques danosos frequentemente, consequentemente entra em modo sobrevivência, e o teu maior desejo passa a ser que ao término do dia ainda esteja em vida (você passa a viver pela luta contra a não interrupção da vida e não viver a vida - usufruindo dos prazeres).

Por medo da ação-reação social, muitos omitem a verdade sobre si e continua a esconder o que gostaria que todos soubessem. Talvez se revelasse a verdade, o abismo agiria com força maior e poria fim em tua existência com mais rapidez, como tem feito com muitos. 

A vida socialmente injusta, não permite que todos sejam realmente livres, na verdade o que ela  tem oferecido até agora é a pseudo-liberdade. Ela diz que você pode ser o que/como quiser, mas te limita a isto, induzindo-o ao padrão socionormativo. Padrão este que não se importa se você tem condições de se submeter ao mesmo ou não, ela só quer que você seja.

(via)

Há os que tocaram/tocam a superfície, por meio dos dos ombros alheios cansados, mesmo tendo em mãos os cabos de aço de alta resistência (explorar o outro é mais saboroso?), o verdadeiro significado de "subir na vida". 
Aos demais, a real emancipação parece ser utópica, pois está para além do horizonte. Como atingi-la  se ainda não lhes foi possível nem a saída do abismo sub-superficial?


Nóia, gay e periférico

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

(autoria: lidyane ponciano / via)

Recentemente tive a oportunidade de assistir um vídeo no Facebook onde um menino (aproximadamente 17 anos) agradecia a importância de seu namorado em sua vida e também pelos meses de namoro. Dessas declarações que pelo menos 70% dos casais sentem necessidade insaciável de compartilhar as respectivas relações, publicamente.

Arriscaria dizer que é desnecessário, o amor sentido/vivido não deve ficar exposto à qualquer intempérie evitável. Mas não compete-me ditar o que é melhor para cada casal, existem diversas maneiras de expressão pelo sentimento de um ao outro, e talvez esta possa ser uma delas.

Chamam de nóia, a pessoa dependente de entorpecentes. De periférico, a pessoa que habita nas comunidades em estado de vulnerabilidade social. De gay, a pessoa que se relaciona amorosamente com outra de gênero igual. 
Problematicamente, se você for apenas um destes três, significa que é automaticamente rejeitado pela massa.

Os meninos do vídeo, aparecem com tatuagens espalhadas pelo tronco corporal, usam alguns acessórios (óculos Juliet (ao mais íntimos, Juju), boné aba curva, bermudas praianas...).
Diante disto, surgiram os integrantes do Poder Judiciário virtual que nomearam-os de chavosos, nóia, vida loka...  Você não diz que alguém é vida loka se não você não sabe qual é o conceito deste termo para ela (uma pessoa vida loka, segundo a internet e algumas pessoas, é individuo infrator que corre diariamente em busca de algo para ser teu (seja alimentos, objetos, utilitários, moeda nacional...) se aventuram e não respeitam o limite. Mas, pode ser ainda, uma vida difícil, com muitos obstáculos desvinculados ao crime, a serem solucionados.). E você não diz que alguém é nóia, partindo de suas vestes e/ou características físicas.

Sem novidade alguma, o ódio foi destilado no campo para comentários...


(extraído do facebook)

Sem empatia, o Poder Judiciário virtual e anti-ético digita/elabora textos medonhos. Na maioria das vezes, estes valentões, são integralmente diferentes no âmbito familiar. São filh@s, marido/esposa, amig@s incríveis quando estão em companhia dos teus. Virtualmente agem com diferença. Ética? Só na presença de quem desejam cativar.

Amor seletivo não é amor. Ou você é capaz de amar ao próximo independente das diferenças, ou você não ama a ninguém. Ou ainda, você não ama a ti mesmo (uma vez que seu 'dever' enquanto em vida, é amar ao próximo como a ti).
Amar ao teu próximo, este é o segundo dos maiores mandamentos. Já refletiu se tuas ações deixam teu Deus orgulhoso d@ filh@/amig@ que és? Não é o amor, o núcleo de tudo que possui vida?

E se você não crê em Deus algum, nem no amor, ao menos respeite. Não doe o ódio que você não quer receber. Não deixe de doar ódio, só porque pensas que poderia ser alguém da tua família. Deixe de doar o ódio, pelo outro ser uma pessoa humana, feito você.

Aos pais, ensinai aos vossos filhos a não odiar o outro. O preconceito ceifou/ceifa milhares de vidas (por meio de violência física e psicológica), não seja tu, participante deste extermínio...

#empatiapresente #resistirsempre

Ela é como se fosse da família!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017


(via: arquivo pessoal - mão que me segura desde 27 de janeiro de 96)

Este é uma exposição do pensamento e sentimento íntimo da uma filha de uma empregada doméstica.

Dona Jane, minha mãe, começou sua relação com o serviço doméstico remunerado aos 14 anos. Família pobre, com 6 filhos e os pais. Imigraram para o perímetro urbano e expostos à um estado de vulnerabilidade, tiveram que se dispor a qualquer trabalho para que fosse possível a sustentação da casa.
Como é sabido, quem começa trabalhar aos 14, consequentemente perde o direito à educação. À época, a mão de obra infantil era institucionalizada (ainda é em alguns lugares, pois a atividade pecuária é responsável por 40% da mão de obra escrava no Brasil, distribuída entre crianças e adultos).

Mais tarde foi sancionado a Lei Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990, que se dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente no Brasil. Neste período, a jovem Jane, completava duas décadas e três anos.

A atividade doméstica remunerada, em 2016, empregava 6,9M de mulheres, em sua maioria analfabetas.
Embora,  uma profissão oficial (digo, reconhecida pelo MT), a imagem da empregada doméstica está amplamente relacionada ainda ao período escravista.
Me aventurei buscando algumas vagas para exemplificar para você e me surpreendi além do esperado. A intenção era de relacionar os requisitos e distribuição de atividades vs. remuneração ofertada, mas o que me fez querer tecer este pensamento aqui, foi o difícil e o restrito acesso às vagas.

Pelo menos 70% das vagas estão ocultas em plataformas pagas: Provavelmente quem procura emprego, precisa do dinheiro. É impossível aplicar o que não tem. 90% só recebem currículos via e-mail: A grande maioria possui somente o ensino fundamental (ou nem isto) e não se consideram aptas para elaborar um currículo, ou não possuem um e-mail por não ter domínio na informática.
Entre outros pontos que quase impossibilita a materialização da participação no processo seletivo. As vezes acaba ficando só no desejo.
As atividades impostas são inúmeras, como já dito, muito parecidas com mão de obra escrava (não digo todos), pois se cobra muito por uma remuneração que mal paga o feijão dos filhos.

As que são mães, passam mais tempos com os filhos de seus senhores que com os filhos de seu próprio sangue. Estas são tratadas como: braço direito, mãe preta, 2º mãe, tia, quase da família...


(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Muitos 'romantizam' e classificam estes dizeres como amorosos, mas não são. Acima uma foto publicamente compartilhada por Luciana Fialho (a qual desconheço). Estes 20 anos que a Tereza passou servindo a família, ela poderia infelizmente ter perdido o acompanhamento do desenvolver de seus filhos. E com certeza, deixou de viver suas expectativas pra viver a vida alheia.
(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Problematicamente a atividade doméstica remunerada é 'liderada' por mulheres pretas (ou descendentes com fortes traços - a preta de pele clara -, mas isto não quer dizer que só elas ocupam esta posição). Genericamente, racistas (ou qualquer preconceituoso que seja) se apoia no Fulano preto que eles conhecem, o que não cicatriza ferida alguma.

A imagem da empregada doméstica, está relacionada ao ser não pensante, que faz somente o que lhe mandam, sem debater, sem denunciar a infração. E quanto à valorização da empregada doméstica, poucos a reconhecem socialmente (a minoria). Algumas ainda se submetem à negação de seus direitos trabalhistas e pois precisam do emprego e temem as consequências da denúncia.

O fato é que a cultura racista/misógina que sustenta a ideologia meritocrata/capitalista neoliberal, deseja todos os dias que estas mulheres se perpetuem, que passem de mãe para filha, neta e sucessivamente, para que eles sempre tenham a quem explorar.

Enganaram-se, as filhas das empregadas, a negritude vulnerável, estão sendo 2x melhores (é o que pede a injustiça). Conquistando altas pontuações em vestibulares cobiçados, a vitória da irmandade é a vitória de todos. "Tentaram nos enterrar mas não sabiam que eramos sementes."

Efeito do condomínio privado sobre a cidade

sábado, 11 de fevereiro de 2017


(via)

O conceito de cidade, não é um só. Existe uma amplitude de fatores que provam isto, existem também diversos estudiosos, jornalistas, escritores e urbanistas que já contribuíram com os seus pensamentos quanto à isto.

Raquel Rolnik, urbanista e  professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), autora de "O que é cidade", livro este que ela discorreu sobre seus múltiplos olhares sobre a cidade, enquanto: produto para atrair indivíduos externos, livro de histórias culturais e de seus habitantes e outros.

O processo de urbanização da cidade, não é simples. O planejamento urbano é essencial para que o resultado seja uma cidade que atenda às necessidades de todos.
A cidade é um livro aberto onde a escrita é a história de seu povo, desde seu nascimento.  É também um cenário de vivencias sociais, culturais e outros, ou seja, possui função. Necessita de uma infra-estrutura que valorize sua respectiva densidade humana.

Jane Jacobs afirma que mesmo que o poder público/privado tenha capital excedente para investir no planejamento urbano, ainda assim isto não se auto sustenta. Nem só de capital vive o planejamento urbano, embora o mesmo dependa bastante da economia. Pois se assim fosse, não teria tantos bairros em condições de vulnerabilidade de lazer, moradia e mobilidade urbana.
O fato é que o investimento socieconômico publico/privado não soluciona problema algum, se o mesmo for aplicado de forma incorreta.

A idealização do condomínio residencial privado, desde o principio, foi pensando em assegurar plenitude  de conforto e segurança. Para Jane Jacobs, ao invés disto, o condomínio privado desperta o interesse do infrator para adentrar o espaço. O mesmo pensa que "se está fechado, certamente existe coisas de valores armazenadas dentro dos muros" e então, o discurso de segurança, perde a sustentação.

Em minha cidade, existe um complexo privado de uso múltiplo, onde os idealizadores prometem satisfazer as necessidades das famílias contemporâneas com elegância e exclusividade: apartamentos de 68,00 m² à 215,00 m². O empreendimento conta com apartamentos residenciais, comerciais e corporativos. Reúne num lugar só, quase tudo que é essencial para a vida humana. 


Isto parece ótimo para quem conseguiu adquirir. Mas não acredito ser bom para uma vida saudável em sociedade, pois uma vez que o morador tem quase tudo ao seu curto alcance, o mesmo não necessitará sair de seu raio de conforto e isto resulta na não-promoção da socialização humana.

Ainda referenciando Jane Jacobs, ela acredita que as vias da cidade, contribuem fortemente com a segurança para todos. Se as mesmas possuírem uma ótima infraestrutura, iluminação, conservação física, consequentemente promoverão um fluxo constante de transeuntes e automóveis. Crianças não terão medo de brincarem no período noturno, pessoas não terão medo de ficar debruçadas na janela de seus dormitórios a observar o movimento. E isto promoverá ainda, a segurança de todos, pois o transeunte terá o pensamento de que enquanto tiver alguém a observá-lo, nada maldoso lhe acontecerá.

Se o planejamento urbano fosse tratado com seriedade, não seria necessário a implantação de condomínios. É fato que os mesmos não garantem a segurança plena, talvez somente confortabilidade. Jacobs considera que os condomínios horizontais e verticais são barreiras visuais e limitam a paisagem urbana.

Cada vez mais, constroem-se condomínios privados na cidade e isto fortalece a segregação socioespacial econômica enquanto oferece uma segurança utópica aos moradores dos mesmos.
Vale analisar também se estes condomínios estão sendo implantados num ponto dentro do contexto, pois este de minha cidade não condiz com o entorno e fora locado onde poderia ser implantado um parque ou outro equipamento que atenda as reais necessidades dos cidadãos do local.

O planejamento urbano é importantíssimo e nenhum pouco simples de ser elaborado, mas é o primeiro passo para que uma cidade tenha um bom desempenho. Lembrando que deve se pensar na cidade como uma metamorfose, para que posteriormente não seja necessário o processo de reurbanização, o que seria mais complexo ainda (e quase nunca acontece, por isto o mau funcionamento nas grandes cidades).

Concluindo, acredito que a vida em sociedade merece uma nova oportunidade para nos cativar. Não apoio o fim dos condomínios privados já existentes, apoio o inicio de novos pensamentos críticos, ao invés de somente implantar empreendimentos que têm por objetivo conter a vida do morador num só espaço. Pois como já foi abordado acima, a segurança oferecida é incerta.

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Referências: Resenha de Morte e vida de grandes cidades, Jane Jacobs 2000 (via Vitruvius) e livro O que é Cidade?, Raquel Rolnik.

Violeta chic - Esmaltes Risqué

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As unhas da semana anterior foram estas. Usei o Violeta chic da marca Risqué. Na verdade não há muito o que dizer, a cor me é cativante, o produto é de fácil espalhabilidade e ótima cobertura.







Estas foram alguma imagens. E aí, gostou da cor?

Reconhecer o privilégio da branquitude é diferente de estar disposto a abrir mão dele

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recentemente um vídeo da estréia do programa da emissora Globo, "Tá no ar" enfebreceu no Facebook. O nome do vídeo é Branco no Brasil. 

É protagonizado por Marcelo Adnet. Superficialmente o trabalho me foi interessante, mas coube uma breve análise. 

Marcelo Adnet, homem branco bem-sucedido, denunciando universalmente, o racismo no Brasil. Uma colega de rede social levantou uma questão: quantos negros existem na equipe de Adnet? Nenhum (e se tem, se quer apareceu na foto tirada que também está na internet. e se não apareceu, porque? então prefiro pensar que não tem).

Os negros, são sinônimo de monstruosidade (que rouba, mata e faz tudo é fora de lei), causam estranhamento em diversos ambientes e segundo os opressores: só servirmos para servir. Negros morrem pelo sistema racista todos os dias. RENEGADOS, uma vez que "não são filhos" de quem disse que colonizou o país. Negros são infratores só por existir (pois estão fazendo o uso da vida, que por sinal eles não têm direito, não é?!)

OS NEGROS, DENUNCIAM O RACISMO TODOS OS DIAS E SÃO CHAMADOS DE VITIMISTAS. Há que diga que exageram nos fatos e enxergam coisas onde não tem.

Quando o branco fala, todos escutam e assinam sob o que eles escrevem. Ainda mais se for branco com fama. Todos se levantam, aplaudem e jogam confetes, e o cara branco famoso passa ser o maior revolucionário da história negra no país. Todos passam a enxergar que realmente existe racismo e que os brancos possuem inúmeros privilégios.

O homem branco NÃO deve se apropriar do local de fala do homem negro, pois também é uma forma de silenciamento e revogação de seus direitos.
De nada vale o branco reconhecer o privilégio branco, se não está disposto a abrir mão dos mesmos. Enquanto isso, o protagonista reforça e endeusa sua própria imagem pública e midiática, e o número de negros na TV continua a ser desproporcional, o número de negros nas universidades continua a ser desproporcional, uma vez que a população do Brasil é predominantemente negra.

516 anos e 39 dias de Brasil e o retrocesso ainda em prevalência! Que problemático, não?!

Pão de mel - Vult comstética

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Ultimamente, criei coragem e comecei a usar algumas cores marcantes nas unhas. Decidi que compartilharei com você, as cores e marcas que eu usar e gostar.

Nesta semana, passei o Pão de mel da Vult cosmética. Adorei a cobertura brilhante. Como sou eu quem faço (embora minha irmão seja manicure - mas como diz o ditado: em casa de serralheiro o espeto é de madeira), isto significa que não fica (nem ficará) em perfeito acabamento.
Preço aproximado: R$5,00 a R$7,00.
Enfim, espero que gostem!!! 😊







Fotos de arquivo pessoal, sem filtros e com luz natural.

Aniversário do blog - 3 anos de gratidão!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017


Para quem me acompanha desde o inicio, tem conhecimento de que esse pequeno espaço já se submeteu a diversas e incríveis mudanças. Nesta postagem expliquei vagamente sobre o nome que leva hoje.

Pude conhecer pessoas incríveis que me deram e continuam dando um apoio gigantesco. São muitas.

Este espaço é um grão de areia ainda, mas já me proporcionou um conhecimento e tanto. Aprendo com cada postagem, com cada assunto, que na maioria das vezes, são assuntos corriqueiros.

Já passei por momento difíceis, como todo humano, e esta foi uma das formas que me ajudou a melhorar.


Com exatidão, ontem (02, fev, 2017) o blog completou 3 anos. Nunca comemorei antes, talvez por falta de tempo (ou pouca importância) mas hoje, isto realmente é parte de minha vida (não sou diferente do que mostro aqui).

Quando a ideia de criá-lo me veio à mente, hesitei e posterguei por um tempo. Pensei que não daria conta, e realmente já deixei a desejar, congelei por um bom tempo, mas posteriormente isto se espalhou da mente para o coração.

É imensurável o tamanho da gratidão que sinto por você está aqui. Descobri recentemente que tem pessoa desde 2014 comigo, isto é incrivel! E a cada novo seguidor, vibro com a mesma intensidade do principio.

Sou grata.
À Jesus pela oportunidade;
À minha mãe e irmã pelo apoio gigantesco;
À você que me oferece tua companhia.

E em minhas orações, rogo ao meu Deus que te ame e te cuide...



O que uso na pele

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Raramente preparo e maquio minha pele e admiro um tanto as mulheres que saem toda produzidas seja qual for a hora do dia.
Não saio sem absolutamente sem nada nada: corrijo as sobrancelhas e passo "pó de arroz", mas só elaboro (quem vê pensa haha) um pouco mais quando saio de noite.

Como a maquiagem não é uma das prioridades neste momento de minha vida, opto sempre pelo produto com melhor custo e resultado. Separei o essencial para indicar à você!



  • Primer HD Abelha Rainha - aproximadamente R$23,00
Ótimo rendimento, por espalhar facilmente na pele, facilita bastante na hora da aplicação da base.



  • BB Cream Avon - Hoje, aproximadamente R$42,00 mas quando comprei me custou menos de R$30,00.
Ótimo rendimento, fácil cobertura da pele. Porém deve-se espalhar rapidamente pois seca imediatamente e se continuar espalhando ela esfarela.



  • Pó compacto Vult - aproximadamente R$30,00
Fácil de espalhar e também tem um bom rendimento.



  • Lápis para sobrancelha Avon - aproximadamente R$20,00
Para quem entende de maquiagem (que não é meu caso), creio que ele não seja tão legal, mas me satisfaz enquanto amadora. Ele não permite um contorno definido.



  • Batom líquido Abelha Rainha - aproximadamente R$12,00
Fácil aplicação, secagem rápida e longa duração. Porém a cor desbota facilmente, necessitando de retoque com bastante frequência.


E aí, me indique algo que você usa!!!!

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