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ponto [cego] de vista

sábado, 10 de março de 2018 Nenhum comentário
as balizas ditam o que não podemos, focamos tão somente nisso e nos esquecemos do que podemos, juntos e sós. é questão de estar no lugar que estamos: quem está em sobre-vista, tem privilégio sobre quem está em sub-vista. são falsos visionários, falsos filhos da falsa meritocracia. 
não é que não podemos, é que quem vê primeiro - ocupando o camarote por tempo indeterminado - pega o que é bom e só deixa as sobras - ou nem isso. é o privilégio  geográfico, físico e não físico.
a nossa utopia acontece agora, mas não aqui. num outro espaço. e nesse momento é banalizada por outrem que nos deixou as sobras...
nosso tempo é agora! invadamos os impérios sem bater o barro da galocha.

contradição

terça-feira, 30 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
gosto de gente sabida, mas que sabe mesmo e me faz saber do que sabe porque sabe que gosto. é bom saber sobre as coisas em todos os seus lados, e sabendo, algumas se personificam e deixam de ser coisas. mas, outro dia tentaram: "quer saber a versão de Judas, da crucificação de Jesus?". talvez não gostava de mim - mesmo sabendo de minha crença, vir com tentativa de sabotagem -, ou, por outro gostasse a ponto de pedir que eu consentisse antes de me fazer saber do que não gostaria.

desgraça reprimida é a pior desgraça

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
nos picos da desgraça as nossas pessoas demonstram condolências, dizem ficar à nossa disposição e quando as solicitamos - comumente - dizem: "essa fase vai passar!", "vamos para o lugar x e você esquecerá"...
mas até a desgraça é para ser vivenciada. chorar o necessário, expelir a mágoa, contar às paredes, rebelar-se sob o chuveiro... 
o que reprimimos, aumenta feito a bola de lã que dona Jane enrola enquanto desmancha aquela blusa que não a serve mais. a intenção é sempre a mesma: fazer uma nova peça, mas os afazeres clamam e nunca sobra tempo. ficará guardado por tempo indeterminado, como os sentimentos que fugimos nas horas más.
sentar na sala sem dizer nada é mais cuidadoso do que mensagens clichês. só precisamos saber que podemos estar em companhia de quem não nos cobra melhora imediata e está pronto para nos ver num estado detestável. esses são os ombros que nos desejo.
sabemos que vamos superar. no fim da linha subsiste uma força. e depois, esse fim deixa de ser fim.

Fraqueza confessa

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Não tire-lhe a casquinha se não puderes curar. Será mais louvável o gemido do sofrimento, do que a revolução inacabada.

A vida que fui casa

terça-feira, 23 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
Suja e abandonada. Abaixara o aluguel: "Nem de graça!" - soltaram -, não houve jeitinho que convencera. Não houve orçamento para reforma que fizera valer a pena. Tempos acumulados, sem saber-se lá o que era cumprir função social. Todo que passara, depredara. De pouco em pouco...
"Parece que o último ficara com chave". Na verdade, fora doada - "Só de graça!" - ao poder público, que ao menos, destruíra duma vez. E no território, outro desses empreendimentos de uso misto fora assinado pelo engenheiro civil antigo senhor prefeito. 

Subjetividade?

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O inferno é a submissão sem data de encerramento. O ronco da fome aquietado com água. O frio calculista coberto com meia caixa de papelão. O recebimento das sobrancelhas erguidas da soberbia. Ser mais amado - no mundo - por alguém que não seja si próprio.
Depois tem mais? Com efeito, não haverá mais nada a ser consumido...

Cronologia psicológica

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Assistir o corta-gotas da cafeteira, que ao final, xícaras completas; descronometrar a data do reencontro, tantos dias pra um; aguardar pela senha, horas na fila, pelo resultado positivo do exame.
No esperar, descobri a paciência que nunca quis ter. De fato, gastei toda a ansiedade com o que tivera que acontecer, independente dela.

Obviedades

domingo, 21 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
No que ele não diz cabe o óbvio. Isso que, ao olhar em seus olhos flamejantes, decerto, deverias saber.  
Se não podes ver o que não está escondido, diga-lhe também o óbvio: que as flamas não te incendeia mais.


eis algumas questões

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
- escuta só - e lidos foram alguns versículos bíblicos...
- ‎ah, esquece! são os mistérios do Cristo
- mas ele não quer que o sigamos vendados. somos amigos, não súditos...
- ‎pois peça que ele te explique!
- ‎ele não me deve explicações...
- ‎...
- escuta esse. e mais esse. agora é o último, juro! - e feitas foram algumas considerações.
- você está entendendo errado! ultimamente anda vistoriando a bíblia...
- ...


organicamente

terça-feira, 16 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
deleite inconsciente é o estado de quem está feliz.
a felicidade não ouve a consciência, pois, se quando estás feliz, lembras dos tropeços da vida, noutro instante o sentimento se recolhe. tampouco escolhe através de que(m) se manifestará. basta que estejas inteiramente no momento, sem buscar na consciência sentimentos indiferentes. a pureza do manifesto.


 
Desenvolvido por Michelly Melo.