Teu Jesus é comuna?

Algum tempo atrás, compartilhei a seguinte mensagem bíblica: 

"Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Lucas 1:52,53"

E, apartidariamente, deixei um comentário dizendo: "Esse Jesus comunista, com "j" de justiça!". Como esperado, fui acusada como "infratora da lei divina". 

É certo que nos tempos de Jesus, pelo que se lê na bíblia, sua doutrina não era classificada como comunista. Mas, basta uma análise quanto a ideologia dEle sobre acúmulo de bens materiais e a socioenconomia não dissolvida, para então reduzir o comunismo ao Teu pensamento "político social".

Jesus pregava/prega uma vida social igualitária, pode se ver a partir da mensagem em Lucas 1:53 (e outras). Não somos todos portadores de materia existencial e suscetíveis as mesmas necessidades, segundo a Lei? Porque privilégio excedente para alguns equanto os outros, se enfraquecem com a ausência dele?

"Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
Mateus 19:21-24"

Sobre a acusação que fui submetida, partiu de um estudante de Direito de direita e surpreendentemente frequentamos a mesma igreja, mas para cada coração um Jesus distinto. Não confio em advogado e nenhum outro senhor da Lei, defensor de ditadores e usurpadores (vulgo direitista, conservador). Conservadores estes que prezam em conservar tudo, mas sentem prazer em corromper a dignidade humana do vulnerável alheio.

O problema de quem possui capital excedente, é que genericamente, eles pensam: "o que é bom é para mim e o que sobra é do outro", e disto, estou certa de que o meu Jesus abomina.

A "figura" de Jesus é uma só, mas felizmente, cada coração lhe dá oferece o reconhecimento que acha que Ele merece. O meu Cristo é legal, amoroso, perdoador, exerce justiça (analisa com carinho), compreensivo, democrático... E eu não seria capaz de descrevê-lo em Tua plenitude!

Este Cristo que dizem por aí, inflexível, ditador, capitalista, defensor de linchamento e justiça injusta, exposição indigna de vulneráveis... 
Desconheço!

O meu Cristo não faz apologia ao  ódio, capitalismo, à tortura, desigualdade social e ao amor seletivo. E o teu, faz? Qual deles é?

Senhores dos sentimentos

(via)

Os senhores ditadores do amor, vivem a impor as possíveis fórmulas para alcançar o sentimento ideal, perfeito ou quase: "Faças isto e aquilo e serás perfeitamente feliz!".
Ao invés do que os tais ditadores e seus seguidores compartilham, o amor não aceita normas. Tudo deve ser não calculado, natural em seu livre curso.

O ato de amar é democrático, numa relação os indivíduos votam pela soberania do sentimento bom, ao aceitarem um ao outro.
Quando essa aceitação por ambos não acontece, é provável que o sentimento siga deficiente e não existe a opção de obrigar que o outro seja recíproco, é preciso aprender a aceitar. Essa não obrigação é componente da democracia, onde os que prevaleceram foram os pensamentos de ambos, partindo para o melhor veredicto possível.

A ditadura dos senhores do amor é opressão ao sentimento bom, apologia ao não amor.
O amor é humano e biológico. Desperta os mais profundos e múltiplos sentimentos transpassando-os à matéria. Se ele é exato? Não, absolutamente! As fórmulas são malquistas!

Liberte o amor, amando da forma mais pura e não calculada, possível. Isto também é ato revolucionário. 

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Ainda existe amor para recomeçar...

JURO solenemente, proteger e honrar cada gotícula de sangue que torna possível minha sobrevivência. 

PROMETO, não incomodar meus pensamentos com abordagens capazes de modificar  ou perturbar minha sanidade. Não permitir que sua completa ausência de presença e ignorância calculada, me moleste (como tem feito). Não me sobrecarregar de culpa pensando que podia ter o feito o infazível. Não me reduzir solamente ao teu improvável afeto. Não te cobrar ou incomodar futilmente a fim de sustentar uma ligação inexistente, entre nós. Não deixar tuas belas palavras corromper as verdades que carrego. Te lembrar com o  mérito merecido.

DESEJO de alma, primeiramente, que não falte forças e paciência suficientes para me sustentar  imaterialmente integra e saudável. Que (resumidamente) todas as coisas belas e saborosas vitais, te abracem incansavelmente.

"Desapontada, mas não surpresa...". E, ainda existe amor para recomeçar.


​Coexistência submersa (sin tu permiso)

Permaneci numa constante observação não planejada e não tão facilmente concluí que somos peças semelhantes, refletimos em ações simultâneas, pensamentos fora de pauta nos escolhem em tempos iguais ou próximos...

Não nos encaixamos e contraditoriamente à lógica, isto não me faz ficar triste. Dizem que os semelhantes se distraem, digo que esta afirmação não se faz veraz em nós.

Certamente, você ainda não sabe que existe o nós, peço então que não te assustes, tentarei algum dia, desenrolar o emaranhado deste nó(s). 

Sou a sombra de tua matéria e tenho te seguido por todos os cantos que lhe cabe e oferece abrigo. É provável que ainda não tenha me notado, visto que mais importante que a sombra, é o causador da mesma. Vejo tudo, você não me vê. Vivo intensa e submersa, quando mergulhar em si, me encontrará.

Minha existência é paralela. Você é ouro puro e eu o reflexo iluminado, você é a suma importância e eu o complemento consequente. Você é objeto e teu amor é sol que ilumina todas as tuas faces. O motivo dela se abrir todos os dias, é você. Como sombra, sou o resultado de uma parceria pura, sincera e recíproca. À noite, sombras desaparecem.

Com sensatez, me sustentarei aí dentro, imperceptível. Não te aflijas, navegarei por longas datas e quando chegar minha hora, conscientemente te abandonarei. Por enquanto, peço que não subverta-me.

Dona de parte da minha imensidão afetiva

Há algum tempo, se fez forte e presente em minha vida alguns obstáculos que ainda não soube superar. Vez ou outra me rendo à desesperança, quando me vem à mente e sem querer permito descer ao coração. 

Sou imensamente graças ao Jesus, por serem problemas materiais. Os defino como impossíveis, palavra esta que o meu Deus desconhece. Embora enfraquecida, minha fé é intensa, visto que de minhas mãos não há o que ser feito.
Ele disse: "Não tenha medo, você, que é muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte!..."
Daniel, 10:19
Busco a presença dEle sempre e pós ouvir o coração, feito Daniel, me sinto fortalecida. Isto é bom!
Problemas maiores atravessam a vida de meus iguais, por isto rogo ao Jesus quase todas as noites para que não abandone aqueles que lhe busca, os que não lhe busca, os que se fazem importante à mim e minh'alma.

Despercebidamente, humanos, permitem que os maus pensamentos fiquem em prevalência aos bons. É automático, irresponsável.

É certo que fiquemos atentos aos sinais (se houverem). Hoje chorei por um motivo digno de minha emoção. Serei tia de uma mocinha que ainda não tem ciência do arraso (bom) que causa aqui, com 0.27m e 0.240kg, coração valente pulsando com toda a força que lhe é permitida por Jesus.



Entre a paixão e o amor

(fotografia ilustrativa à postagem - via)

A paixão é o estado em que você sente que precisa saber tudo que acontece com outro. Quer estar junto acompanhando o que puder. Não consegue se manter quieto, controlar os sentidos. É um sentimento temporário. 

O amor é a afeição extremamente profunda que você sente pelo outro. É a doação e reciprocidade (nem sempre é reciproco) de um sentimento intenso. É a junção de carinho e admiração. É quando você se sente atraído incontrolavelmente pelo outro. Mas essas são algumas das possíveis definições. Não sei se pode ser definido, e se alguém conseguir traduzi-lo completamente, deixará de ser amor.

Tem gente que tem uma nova paixão a cada mês (é crush que fala, né?!) ou semana. Paixão é isso, (mas nem sempre um crush é paixão, na maioria da vezes, é só atração física). Tem gente que passaria uma vida em companhia do outro, sentindo um sentimento com a mesma intensidade inicial. Tem gente que não sente nenhum dos dois.

Você cresce acreditando que o amor causa dor e que é quase inatingível. Os poemas mais lindos dizem isso. Os autores mais conceituados escrevem isso. E se eles dizem, certamente é vero?
O amor possui diversas patologias, coisas passíveis de acontecer com o mau cultivo do mesmo, e quando isso acontece, você realmente acredita que o amor não é bom, que é doloroso. Mas talvez tenha sido somente uma experiencia mal sucedida.

O amor não é sinônimo de dor, perdoe aquele que te fez pensar assim. Permita que ele se apresente à você, uma outra vez. 

(Sem-ti)mento clandestino

(Tassia Reis, foto ilustrativa ao post)

É domingo, 11:00pm, 27 de novembro de uma noite de verão. Amanhã começa a semana de provas e eu ainda não estudei. Tenho alguns trabalhos de final de bimestre à fazer, mas eu não os fiz. Ontem comecei a assistir a nova série brasileira lançada pela Netflix, a 3%, mas não a terminei.

Escrevi uma poesia pequenina e decidi que publicarei amanhã, é sobre a admiração e afeição que sinto por um moço, ele é incrível.

Estava pensando no que fazer quando  cheguei da igreja às 8:00pm e até agora nada fiz. Conferi o perfil dele minutos atrás. Está tudo certo, não há nada novo.

Tenho problemas com o tal apego (afeição constante e excessiva) que nem sei se posso chamá-lo, pois não se deve existir apego quando dois indivíduos  não se conhecem. Mas eu o conheço, ele não me conhece o quanto eu o conheço, eu acho.

Sabe aquele poema que disse? É sobre isso, sobre eu conhecê-lo mas do que o necessário (?). Sei tanto, mas não conheço os desejos de seu coração e invento um turbilhão de possibilidades, inclusive desconfio que ele esteja gostando de alguém. Me confortará se eu souber que o tal alguém gosta dele reciprocamente. 

Ainda não identifiquei o que sinto. Dei um jeito de fazer meu coração acreditar que ele é  intocável, inatingível (será auto-mutilação?) e que nunca seremos nós. Será ele e alguém. Serão eles.

Eu tratarei de desconhecê-lo. Talvez seja só um sentimento  "clandestino" que não deveria estar onde está (mas se está onde está é porque deva estar). E se não for? Ainda não pensei na minha reação diante a surpresa esperada.