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"O tremor"

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

cercou por algum tempo e foi estreitando, como se eu fosse presa fácil ou carne barata, como quem desliza os dedos na borda do copo antes de enfiá-los dentro pra pescar a semente que ficou.

decidiu me conquistar e fez. era ousada, me via como nunca repararam - me despia sem tocar - e me falava do Cristo com tamanha convicção.

um vez enquanto elevávamos nossas preces - sendo gratas pelo trabalho, pessoas queridas e a vida -, transpirando, segurou minha mão e fez parecer que sentia medo de escorregar, como no conto de Chimamanda Ngozi, "O tremor" - do livro "No seu pescoço" - senti um tremor - talvez menos intenso que aquele que Ukamaka sentira.

o tremor, majestosamente veio desacompanhado de temor. era o próprio Cristo fertilizando um sentimento tão imaculado que nunca pensei ser digna de hospedar (?), o qual protubera até hoje numa pluralidade que não se contém. desconfio que (co)existo pra, admiradamente, dizer o quão incríveis são as mulheres; o quão incrível é ser mulher - mesmo subsistindo.


msc - movimento dos sem coração

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

"chegou depressa com a mala cheia e tralha vazia. cabisbaixo, murmurando mais baixo ainda como se tivesse descontente por ter lançado a rede em águas inférteis.
lavou os pés, pisou em terra alheia e foi se ajeitando pra um descanso. nem pediu licença."

eu, fujona, fujo de quem chega entrando sem permissão. (qual será a intenção?)

"nesse dia fiquei. resistindo e cheia de medo. noutro, fiz saber de onde vinha.
disse que foi expulso dum outro coração por justa causa e não tinha onde ficar. fez foi perder a confiança dos que tinha."

no meu peito sempre cabe mais um - que mostra o real interesse desde o início.
houve um tempo que não. não cabia independente de onde, como e porque vinha até mim. depois de quando fui esse pescador frustrado - por inúmeras vezes, ainda sou - entendi o que é a empatia.

eu me apaixono por quem conquista e compartilha confiança comigo. muito mais, pelos que não pedem confidencialidade por acreditarem que eu não seria desagradável a tal ponto.
isso! a palavra que me define: inconveniente. tô superando o impulso que me impede de ser prudente pra saber quando não é momento pra mim.

não quero ser o tempo todo, esse pescador insensato, que invade onde não foi convidado. 
à quem violei a privacidade, ofereço sincero perdão. gratidão, por não me receber com pedras em mãos.

e adivinha? você é a pura empatia.
coração e sua funções socioemocionais.

os bons se atraem

domingo, 26 de novembro de 2017

coisas boas voltam-se a ficar amontoadas.

acredito tanto, que inventei um campo magnético da bondade - amizade - e dos amantes.

ousei apropriar do 'princípio da inseparabilidade', para um outro - e bom - fim.

resposta negativa

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

eu que dispus aos teus desejos, renunciei ao primeiro:

"- leve-me ao fim do mundo!"

seria um desbarato, pular ao fim vida e ter que te amar depressa.

tu, caça

terça-feira, 3 de outubro de 2017

desejaria não escrever mais sobre o amor,
só de amor não se vive a vida.

também existe vida fora do amor.

sem amor, não!

enquanto o brado, bravamente
há outras lutas, a todo vapor.

teoricamente,
amar é minha luta. 

incerta.

praticante, só um louco cativo
que bate em mim e diz que é por amor.

na guerrilha pela posse desse coração
não existe o dia do caçador...

planos para outro Plano

quinta-feira, 21 de setembro de 2017


- - - -

se existiu vida anterior,
nossas almas se desejaram
ardentemente.

em oposição ao padrão de afeto da contemporaneidade,
os iguais se atraíam.

Viemos do mesmo lugar,
vamos para o mesmo lugar.

aqui, ocasionalmente
a materialidade do espaço promove distancia entre nós
mas, permanecemos um só.

e sobrevindo a velhice,
com o mesmo encanto,
olharei à minha direita e glorioso estará você.
estaremos nós.

nós juntos,
sobrexcedemos o comum.

Não sei ser feliz sozinha...

terça-feira, 22 de agosto de 2017

(ilustrativa ao texto - via)
Considerar, o tempo todo, que não merece se relacionar amorosamente (amizade e/ou namoro) com uma pessoa incrível, não é bom. Obviamente, considero melhores que eu as pessoas que estão comigo, é natural, mas não anulo a ciência que tenho de que sou boa o suficiente para merecê-las.

Se permites que o outro decida sempre, que faça as escolhas das coisas que só dependem de tua decisão; se pensa que as oportunidades são além do que merece (e que não sustentará só); se solicita aprovação para tudo por medo de não aceitação posterior... Esta pode ser considerada dependência emocional - ainda que subconsciente -, onde existe o dependente e o provedor - da informação/aprovação e emoção necessária.

Não conseguir ser feliz 'sem incentivo alheio', também não é bom, pois quando houver (se houver) uma interrupção dessa relação, começarão os questionamentos perturbadores e passarás a acreditar que não sabe como continuar a viver, só.

Fazer tudo por alguém, deixa de ser saudável quando o outro passa a se sentir um fracassado quando está sozinho. Por outro lado, ter ciência e ainda assim permitir/incentivar que o outro transfira a direção da vida ou seja 'manipulado' - por você -, é abusivo.

Caso se sinta dependente emocional, não é vergonhoso reconhecer e buscar apoio para identificar como essa dependência se alimenta e consequentemente trabalhar em promover tua autovalorização e recuperar teu espaço - ainda que para isto seja necessária a interrupção da relação.

É importantíssimo, não confundir e pensar que deve ser independente, imune - emocionalmente - o tempo todo. 
O essencial, é que saiba que se tu está com alguém incrível, é puramente porque este te acha incrível demais. O amor é muito puro para ser intolerante, e o que você sente, diz ou pensa é igualmente importante.