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Se tens bons ouvidos...

quarta-feira, 11 de abril de 2018 Nenhum comentário
Do amor que eu não disse
Se ainda não disse,
não é porque não há
tampouco, 
posso enclausurá-lo na literatura
Que tão vasta se faz pequena

Do amor que eu não disse,
Dos tempos que parecem perdidos,
engolidos pela ausência de minha fala
São tais tempos, quais ando encontrando com o adocicado da vida

Quando aproximares ao meu peito,
escute meu coração,
É minha voz
[que pensas que não digo].

Longevo agora

domingo, 18 de fevereiro de 2018 Nenhum comentário
É chegada a hora da colheita dos frutos maduros e frescos e de se fartar de toda a tua magnificência - sem ambicionar o acúmulo ou posse, pois haverá o que ser colhido até o fim do ciclo. Não há obra do destino, tampouco mérito do acaso. (vocês) São a mais bela consequência do tempo, da reciprocidade e das virtudes divinas da natureza.

eis algumas questões

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
- escuta só - e lidos foram alguns versículos bíblicos...
- ‎ah, esquece! são os mistérios do Cristo
- mas ele não quer que o sigamos vendados. somos amigos, não súditos...
- ‎pois peça que ele te explique!
- ‎ele não me deve explicações...
- ‎...
- escuta esse. e mais esse. agora é o último, juro! - e feitas foram algumas considerações.
- você está entendendo errado! ultimamente anda vistoriando a bíblia...
- ...


"O tremor"

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017 Nenhum comentário
cercou por algum tempo e foi estreitando, como se eu fosse presa fácil ou carne barata, como quem desliza os dedos na borda do copo antes de enfiá-los dentro pra pescar a semente que ficou.

decidiu me conquistar e fez. era ousada, me via como nunca repararam - me despia sem tocar - e me falava do Cristo com tamanha convicção.

um vez enquanto elevávamos nossas preces - sendo gratas pelo trabalho, pessoas queridas e a vida -, transpirando, segurou minha mão e fez parecer que sentia medo de escorregar, como no conto de Chimamanda Ngozi, "O tremor" - do livro "No seu pescoço" - senti um tremor - talvez menos intenso que aquele que Ukamaka sentira.

o tremor, majestosamente veio desacompanhado de temor. era o próprio Cristo fertilizando um sentimento tão imaculado que nunca pensei ser digna de hospedar (?), o qual protubera até hoje numa pluralidade que não se contém. desconfio que (co)existo pra, admiradamente, dizer o quão incríveis são as mulheres; o quão incrível é ser mulher - mesmo subsistindo.


msc - movimento dos sem coração

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017 Nenhum comentário
"chegou depressa com a mala cheia e tralha vazia. cabisbaixo, murmurando mais baixo ainda como se tivesse descontente por ter lançado a rede em águas inférteis.
lavou os pés, pisou em terra alheia e foi se ajeitando pra um descanso. nem pediu licença."

eu, fujona, fujo de quem chega entrando sem permissão. (qual será a intenção?)

"nesse dia fiquei. resistindo e cheia de medo. noutro, fiz saber de onde vinha.
disse que foi expulso dum outro coração por justa causa e não tinha onde ficar. fez foi perder a confiança dos que tinha."

no meu peito sempre cabe mais um - que mostra o real interesse desde o início.
houve um tempo que não. não cabia independente de onde, como e porque vinha até mim. depois de quando fui esse pescador frustrado - por inúmeras vezes, ainda sou - entendi o que é a empatia.

eu me apaixono por quem conquista e compartilha confiança comigo. muito mais, pelos que não pedem confidencialidade por acreditarem que eu não seria desagradável a tal ponto.
isso! a palavra que me define: inconveniente. tô superando o impulso que me impede de ser prudente pra saber quando não é momento pra mim.

não quero ser o tempo todo, esse pescador insensato, que invade onde não foi convidado. 
à quem violei a privacidade, ofereço sincero perdão. gratidão, por não me receber com pedras em mãos.

e adivinha? você é a pura empatia.
coração e sua funções socioemocionais.

os bons se atraem

domingo, 26 de novembro de 2017 Nenhum comentário
coisas boas voltam-se a ficar amontoadas.

acredito tanto, que inventei um campo magnético da bondade - amizade - e dos amantes.

ousei apropriar do 'princípio da inseparabilidade', para um outro - e bom - fim.

resposta negativa

segunda-feira, 16 de outubro de 2017 Nenhum comentário
eu que dispus aos teus desejos, renunciei ao primeiro:

"- leve-me ao fim do mundo!"

seria um desbarato, pular ao fim vida e ter que te amar depressa.

tu, caça

terça-feira, 3 de outubro de 2017 Nenhum comentário
desejaria não escrever mais sobre o amor,
só de amor não se vive a vida.

também existe vida fora do amor.

sem amor, não!

enquanto o brado, bravamente
há outras lutas, a todo vapor.

teoricamente,
amar é minha luta. 

incerta.

praticante, só um louco cativo
que bate em mim e diz que é por amor.

na guerrilha pela posse desse coração
não existe o dia do caçador...

planos para outro Plano

quinta-feira, 21 de setembro de 2017 Nenhum comentário

- - - -

se existiu vida anterior,
nossas almas se desejaram
ardentemente.

em oposição ao padrão de afeto da contemporaneidade,
os iguais se atraíam.

Viemos do mesmo lugar,
vamos para o mesmo lugar.

aqui, ocasionalmente
a materialidade do espaço promove distancia entre nós
mas, permanecemos um só.

e sobrevindo a velhice,
com o mesmo encanto,
olharei à minha direita e glorioso estará você.
estaremos nós.

nós juntos,
sobrexcedemos o comum.

Não sei ser feliz sozinha...

terça-feira, 22 de agosto de 2017 8 comentários
(ilustrativa ao texto - via)
Considerar, o tempo todo, que não merece se relacionar amorosamente (amizade e/ou namoro) com uma pessoa incrível, não é bom. Obviamente, considero melhores que eu as pessoas que estão comigo, é natural, mas não anulo a ciência que tenho de que sou boa o suficiente para merecê-las.

Se permites que o outro decida sempre, que faça as escolhas das coisas que só dependem de tua decisão; se pensa que as oportunidades são além do que merece (e que não sustentará só); se solicita aprovação para tudo por medo de não aceitação posterior... Esta pode ser considerada dependência emocional - ainda que subconsciente -, onde existe o dependente e o provedor - da informação/aprovação e emoção necessária.

Não conseguir ser feliz 'sem incentivo alheio', também não é bom, pois quando houver (se houver) uma interrupção dessa relação, começarão os questionamentos perturbadores e passarás a acreditar que não sabe como continuar a viver, só.

Fazer tudo por alguém, deixa de ser saudável quando o outro passa a se sentir um fracassado quando está sozinho. Por outro lado, ter ciência e ainda assim permitir/incentivar que o outro transfira a direção da vida ou seja 'manipulado' - por você -, é abusivo.

Caso se sinta dependente emocional, não é vergonhoso reconhecer e buscar apoio para identificar como essa dependência se alimenta e consequentemente trabalhar em promover tua autovalorização e recuperar teu espaço - ainda que para isto seja necessária a interrupção da relação.

É importantíssimo, não confundir e pensar que deve ser independente, imune - emocionalmente - o tempo todo. 
O essencial, é que saiba que se tu está com alguém incrível, é puramente porque este te acha incrível demais. O amor é muito puro para ser intolerante, e o que você sente, diz ou pensa é igualmente importante.
 
Desenvolvido por Michelly Melo.