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Olhe para mim (Olhe para nós)

domingo, 17 de setembro de 2017


No solo frio e rígido - como muitos corações -, me derramo em Tua presença, aos Teus santos pés, sem merecimento algum... E rogo clemência.

Pai, em Teu nome, muitos Judas agem sem nenhum respeito. Ilegitimamente. Interpretações intencionalmente asquerosas. 

Poderia dizer que o tempo está preto, mas o preto, o qual foi escolhido a dedo em Tua paleta, jamais deveria ser sinônimo de assustador. Aqui, tem muito disso, preconceito e ódio - inclusive, alguns justificam em Teu nome. Sinto muito.

Também há pecado em mim. Ah! E como. Me perdoe por cada pensamento ou expressão que não Te faz sentir orgulho em ser meu Pai. E ultimamente, tenho estado um pouco distante. Que ingratidão!  
Me ajude a abster de tudo que nos distancia. Sou uma criança plenamente dependente - tão dependente -, que não ficaria em pé se soltasse minhas mãos.

Me ajude (nos ajude), a honrar Tua imagem e semelhança. Me ajude (nos ajude) a concluir. Nada sou (Nada somos). Me perdoe (Nos perdoe). Olhe para mim (Olhe para nós).
Pelos que Te decifra erroneamente, sinto muito.

Meu coração é integralmente ocupado por gratidão, pela compaixão incessante que me doa. São tuas, toda a fidelidade e recirpocidade que em mim existe.

Santíssimo! Três vezes Santo! Gratidão, gratidão, gratidão, por me acolher...

(Me atrevo a pedir permissão para proferir esta oração em Teus ouvidos.)

Eu te esperei...

sábado, 19 de agosto de 2017

(Stephanie Ribeiro - via)
- - - -
Nos primeiros dias depois que você se foi.
Sentei no balanço vermelho que você me deu.
E como eu não podia fazer mais nada.
Aprendi a te esperar até o dia que você quisesse
Voltar a me balançar.

E te esperei.

Na primeira festa da escola para você
Fiz corações de cartolina com seu nome dentro.
Ensaiei cantar aquela música do Fábio Jr.
E te esperei.
Pensei que no meio daquelas várias pessoas
Você ia surgir para me ver
Que nem acontecia nos filmes da Sessão da Tarde.
Então até o último minuto eu cantei olhando a porta
E te esperei.

No meus aniversários.
Eu te esperei.
Nas formaturas.
Eu te esperei.
No almoço de domingo.
Eu te esperei.

Quando me fizeram chorar a primeira vez no recreio.
Eu te esperei.
Quando não sabiam pentear meu cabelo que era como o seu.
Eu te esperei.
Quando o primeiro garoto me fez me sentir um nada.
Eu te esperei.

Incansavelmente te esperei. 

Guardei sua foto no fundo do meu armário.
Guardei o urso azul que você me deu.
Guardei a memória do balanço vermelho.
E te esperei.
Esperei o equilibrio.
Esperei o balançar no sentido certo.
Esperei o empurrão para chegar mais alto.

Eu esperei seu tempo.
Esperei sua mudança.
Esperei até o último momento.
Sentei no balanço e esperei o seu impulso.
Esperei.

Quando você voltou,
Disse que tinha mudado.
Que sabia o que tinha feito de errado
E prometeu nunca mais me abandonar.
Eu vi meus pés nas nuvens.
Eu senti o vento no meu corpo.
Eu esperei você.
Esperei você me dar todas as provas que por você
Eu nunca seria amada.
Esperei tanto.
Que agora sozinha eu sei me balançar.
 - - - -
Poema de Stephanie Ribeiro, "Lido na última edição do TEDX, no sábado (12/8), em São Paulo, emocionou o público ao relembrar a espera pelo pai, que abandonou a ela e a irmã Giulia quando eram crianças."
"No Brasil 5,5 milhões de crianças não tem o nome do pai no registro, e eu fui uma delas assim como minha irmã Giulia, que para mim importa muito e que pode contar comigo se precisar de um empurrão.  Durante 7 anos nosso registro só constava o nome da minha mãe, minha irmã nem sequer tinha tido contato com ele por esse tempo e após sua “retomada” as nossas vidas uma sucessão de finais de semana sentadas na sala esperando por ele que nunca chegava vivenciamos. É fortalecedor expor isso publicamente, num país que homens como meu pai são abraçados e amparados, enquanto mulheres como minha mãe são isoladas." (Stephanie Ribeiro)

Inconveniência indesejada

segunda-feira, 10 de abril de 2017



Poderá você, ter se sentido inconveniente em algum momento de tua vida, ou talvez, sempre teve a prudência para evitá-la, isto é bom.
Volta e meia, pego-me sentindo inconveniente, é quando sei que devo me policiar e analisar a situação.

Tornar-se importante para alguém que você sente carinho, é uma das melhores e mais importantes realizações da vida. Mas a inconveniência é um dos inimigos que te impede de alcançar tal mérito e absolutamente ninguém quer estar próximo de pessoas insensatas. É desagradável.

É certo que quando você sente afeição por alguém, o desejo de estar sempre próximo, acompanhado, tomando conhecimento de como anda o curso vital, é ininterruptível. E por estar afoito e sedento, não percebe que talvez este alguém não esteja sentindo-se confortável em partilhar algo contigo. E quando partilha, é por educação (obrigação), isto não é bom.

Penso que já fui inconveniente por diversas vezes, alguns foram gentis e me acionaram, outros sentiram receio em me magoar. Não é porque alguns me são importantes que devo ser à eles também. Hoje, quanto mais imperceptível eu for à quem não me deseja, melhor.

Invista teus sentimentos progressivos em quem está pronto para recebê-los sem restrições.

Cativador irresponsável

sábado, 1 de abril de 2017

(via)

Em algum momento de tua vida, (provavelmente) conhecera alguém que teve a audácia de cativá-l@. Alguns ficaram, sustentaram a responsabilidade. Outros, saíram para nunca mais voltar. Outros, só tiveram a intenção de provar o seu "poder de conquista", alimentaram o ego e estavam certos de que não ficariam desde o inicio. Outros, fez isto ingenuamente. Outros...

O cativador pode ser aquele que jamais se esforçou para tal . É possível conhecer o outro sem literalmente o conhecer (creio fortemente nisto), e diante disto, o mesmo estará propenso à te cativar sem ter conhecimento ou sem te conhecer, um exemplo, é a relação fã-ídolo. Neste caso, a situação inclina à ser saudável. 

Quando trata-se de você-fulano, (a amplitude é divergente da situação anterior) esta pode não ser das melhores probabilidades que poderia ter acontecido. Pode ser problemático, pois dificilmente saberás qual o momento em que deverás interromper este vínculo vivido por apenas uma das partes. A vontade sempre será de adiar o fim e permanecer no incerto. Querer viver o inconcebível, é perigoso.

Difícil é, desvincular-se do outro que se faz importante em tua vida. Quase sempre, ninguém planeja o rompimento de uma relação (seja qual for: amorosa, amizade...), o que causa impacto direto no comportamento físico e mental. 

A superação da perda do que nunca esteve contigo, é um obstáculo gigantesco.

Se você tem conhecimento do perigo, certamente o evitará. Mas em sua maioria, este sentimento usurpa o sistema de proteção que você garante para consigo, consequentemente te invade. 
Em alguns, resulta em maior impacto que aos outros.

Sintomas de felicidade

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017


(via)

A felicidade é inútil, Clóvis de Barros me ensinou/inspirou a pensar assim. Existe um vídeo (que adoro), onde ele explica sobre o que é ser útil e inútil, especificamente tratando-se sobre felicidade. 

Ser feliz, me parece impossível. Estar feliz, me é possível. Se considerar que os humores vitais de um individuo, pulam de picos em picos num só dia ou semana, então é impossível que o mesmo seja plenamente feliz. Sendo assim, o individuo não vive o tempo todo feliz, tornando possível que ele esteja feliz na maior parte dos segundos de sua vida, mas não em absolutamente todos os segundos de sua vida.
Este pensamento é intrinsecamente meu, o que permite que o teu pensamento divirja do meu.

Hoje, percebi que desde o inicio deste ano, tenho estado feliz na maior parte dos segundos de minha vida. Ao certo, não sei quando começou, e o que me surpreendeu, foi que não aconteceu nenhum evento em especifico para que isto me tornaste possível (aliás, pelo contrário).

Tenho andado ao redor de pessoas incríveis, tenho desejado coisas gloriosas àqueles que sinto afeição e que em algum momento me fizeram sentir bem, tenho a quem amar, tenho aprendido a determinar meus desejos ao universo... e tenho ainda um Jesus incrivelmente maravilhoso que creio que seja quem me proporciona tudo isto.


A felicidade é também intrínseca. O que para mim parece, para você pode não parecer. Gosto de uma poesia de Sérgio Vaz, que deixa isso em evidencia:

Felicidade?
Disse o mais tolo:
- Felicidade não existe.
O Intelectual:
- Não no sentido lato.
O Empresário:
- Desde que haja lucro.
O Operário:
- Sem emprego, nem pensar!
O Cientista:
- Ainda será descoberta.
O Místico:
- Esta escrito nas estrelas.
O Político:
- Poder.
A Igreja:
- Sem tristeza? Impossível... (amém).
O Poeta riu de todos,
e foi feliz por alguns segundos.
(Sergio Vaz, do Livro "Colecionador de pedras" Global Editora)

E você, tem estado em companhia da felicidade?

A superficialidade que incomoda

domingo, 4 de dezembro de 2016

(foto ilustrativa ao texto, via)

Quando a conversa é prazerosa você não percebe o tempo passar. Quando o filme é incrível, quando o trabalho é satisfatório, quando o debate resulta em progresso, quando a moça é encantadora... você não percebe o tempo passar. Tudo que é de teu interesse consegue te fazer ficar atento e "ser paciente".

Surfando pelas redes sociais é fácil perceber que a maioria das pessoas não tem a paciência requisitada por alguns tipos de atividades, tais como: assistir um filme com duração de 05 minutos, ler textos com mais de 05 linhas, responder enquetes... Só lhe são uteis as atividades fast que não demandam mais que 02 minutos de seu tempo.

Gosto de usar como exemplo, as datas comemorativas. Vejo pessoas que desejam feliz aniversário para os amigos com aquelas mensagens extraídas de internet. Elas não são feias, mas pessoas são únicas e cada uma tem o poder de despertar um sentimento diferente à você, porque enviar uma mensagem não-exclusiva a alguém que é especial?

Esse é um dos pontos que me evidencia a superficialidade nas pessoas. Quando se é raso, não consegue agir de forma profunda e se contenta com o pouco (não digo coisas materiais), não faz esforço para impressionar o outro entre outras diversas ações que poderia executar de forma que faça o outro se sentir especial.

Não sou profunda o bastante (ainda não), mas pessoas profundas me encanta: que dão valor a todo carinho que recebem, que extraem alguns minutos de seus dias para escreverem uma bela mensagem ao outro, que sabem assistir um filme de 05 minutos até o final e que ainda depois tem tempo de comentar sobre o mesmo com alguém, que observam o mundo acontecendo à sua volta (mesmo que seja uma selva de pedras).

Pessoas não profundas, geralmente não são pacientes e quase nunca tem tempo para coisas alheias, nem para si mesmas.

Escrevo mensagens e distribuo elogios sinceros sempre que posso, para algumas pessoas, porque gosto de fazê-las se sentirem especiais, de dizer o quão incríveis eu as enxergo. Infelizmente, as vezes não "me recebem" da forma que imagino que seria. É frustrante, mas eu sei que fui sincera e fiz de coração.

Quando se é raso tudo fica propenso a transbordar e se não tiver cautela a essência também se vai...

Nossa existência é neblina que se dissipa no não esperar

terça-feira, 29 de novembro de 2016

(imagem ilutrativa ao post, via Pixabay)

Estava conversando com um amigo sobre coisas quem vem acontecendo dentro de um curto período de tempo, especificamente sobre o caso da aeronave da associação Chapecoense de Futebol que sofreu uma queda na Colômbia, próximo a Medelin, na madrugada de terça-feira, 29 de novembro desse ano, deixando +70 de 81 seres mortos. Infortúnio que abalou a muitos. 

Infortúnios em grande e pequena escala acontecem todos os dias pelo mundo e comumente a porção que fortemente se atinge, são as famílias

Recentemente meu avô paterno nos deixou, para ser mais precisa, na manhã de sexta-feira, 18 de novembro desse ano. Dor irreparável.
Não penso que o perdemos. Creio na existência do espirito individual e na evolução do mesmo e isso me conforta.

Em contrapartida é extremamente árduo crer que seres em massa se vão, porque já tocaram o ápice do espirito. Estariam todos os espíritos no mesmo nível?
(Ainda assim, gosto de pensar que a morte é evolução.)

Isso me evidencia a teoria de que nada possuímos enquanto matéria e que nos foi dada a oportunidade de andar pela Terra (cada individuo segundo sua fé), onde o único sentimento que perpetuará conosco será o amor (há quem diga que isso é clichê). 
Então, por onde andais, emane amor. Nossa existência é neblina que se dissipa no não esperar.

Quanto ao caso da associação Chapecoense e aos outros casos que desconhecemos, o que nos cabe é dedicarmos os nossos sinceros sentimentos às famílias, amigos e demais. 

Aos que tem fé, rogai por todos.

Empatia seletiva e a indiferença ao sentimento alheio

sábado, 19 de novembro de 2016

(imagem "ilustrativa" ao post, via MST)

Empatia, é o estado em que o teu psicológico se projeta no outro individuo, de modo a compreender os sentimentos do mesmo, em determinada ou diversas situações. Tem sido uma palavra bastante falada, pregada e adorada no mundo digital.
É bonito de se ver tantas pessoas pregando o quão importante é ser empático. É humano.

Desplugados da internet, uma fatia grande de pessoas são completamente distintas do que se revelam virtualmente (isto não é novo). Elas não se importam com o próximo do modo que escrevem, não são empáticas com toda e qualquer vida humana, não lutam bravamente de modo à honrarem o que dizem ser e fazer. Elas só se harmonizam com os teus e com aqueles que compartilham de suas ideologias. Aos outros que estão do outro lado, desejam a morte.

Já ouvi dizer que a esquerda faz o uso da empatia seletiva. Mas, ser empático ou não, não cabe somente ao campo politico. Existem não-empáticos tanto esquerdistas, quanto direitistas. 
Eu admiro imensamente pessoas que possuem pensamentos politizados, aliás é de extrema importância conhecer as raízes da politica do país e de fora (eu ainda peco às vezes por ausência de informação e argumento, mas estou trabalhando nisso hahahaha 😊 - na verdade não tem risadinha não, isto é sério!).
Mas vale lembrar e não se esquecer que felizmente o mundo não orbita somente em torno do campo politico. Volto a dizer: ser empático independe de tua ideologia politica e esse é um ponto que as pessoas precisam saber divergir.  
Pessoas são pessoas e não devem ser expostas de modo à inflamar sua dignidade. Se uma regra vale para você, vale também ao outro, mas o que eu tenho visto, são pessoas ferindo pessoas por divergência de ideologias (em diversos campos: politico, religioso, sexualidade, social...): "Se você estiver do meu lado, te protejo; se não estiver, te lanço aos porcos para que se lambuzem contigo (digo, aos porcos "racionais")."
Não deve-se ter compaixão pensando que "amanhã pode ser você ou alguém de sua família", isto é errado. Deve-se ter empatia, por se tratar de pessoas que possuem moralidades e liberdades individuais, acima disso, possuem o direito da dignidade humana.

Não se importar com o sentimento alheio, é desumano. Você não se importa que atinjam bravamente a tua dignidade?

Pense carinhosamente antes de expor ou fazer parte da exposição do teu próximo, seja por qual meio for (virtualmente: mais comum, ou fisicamente). Pense carinhosamente no efeito da desestruturação psicológica pós traumática. Selecionar quem merece ter ou não ter a dignidade acondicionada, também é desumano.

(imagem via Slideshare)