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Representatividade midiática e a quebra de paradigmas

sábado, 10 de dezembro de 2016

(maravilha da foto: Tess Holliday - via: BuzzFeed) 

Neste momento estamos presenciando o auge da quebra de paradigmas (não para todos, infelizmente, pois ainda existe o individuo que se nomeia  "conservador de padrões") e ouvir que: ser chamado de magro é elogio; que você é uma negra com traços europeus, ou que é uma negra bonita; que é bela mesmo sendo gorda; que sua beleza é exótica por algum motivo referente à suas origens ou por portar alguma patologia proveniente do corpo humano; que para um homossexual você até que tem um bom comportamento, é preocupante!

O Sistema fez (e continua fazendo) questão de instalar estereótipos no teu cerne. A mídia é fortemente influente e a sua maioria  gosta de se referir pejorativamente à parcela menos favorecida na sociedade, exaltando e privilegiando sempre "os que naturalmente já usufruem das vantagens sociais" e novamente reforçando (e tentando sustentar) o pensamento meritocrático.  
Nos veículos de comunicação, os menos favorecidos quase não tem representatividade (salva-se um caso ou outro, raramente, mas não convêm fazer um julgamento tomando como base um caso isolado). 

Acreditar e considerar que o belo é somente os que se adequam aos padrões sistemático, é um tanto desalmo. O erro foi no inicio, quando definiram e ditaram o que é prazeroso aos olhos humanos e o que não é, esquecendo (isso se esquece?) que pessoas possuem essência e sentimentos e que podem ser feridos facilmente.


(maravilha da foto: Liniker de Barros - via: Jornal Opção) 

Quando o tema é a não-representatividade midiática, é possível atribuir isto à diversos fatores e subfatores.
No mercado por exemplo (incluo todos os setores existentes), é possível encontrar produtos determinados para um grupo específicos de pessoas. Melhor dizendo, todos os produtos disponíveis são produzidos para um grupo especifico, idealizados e criados para tal. E se o outro individuo que não está dentro das diretrizes estabelecidas pelos produtores optar por fazer o uso do produto, consequentemente sofrerá julgamento social. 

Existe um tal discurso de que n coisa não funciona com x individuo, que até amedronta. A mídia anda lado ao Sistema sempre tentando desprivilegiar a minoria e definindo o que cada individuo tem direito, partindo de sua posição social econômica.

O Sistema brasileiro encontra-se corrompido: alguns elementos funcionando pela tangente, outros completamente sem norte. É desmotivador querer se tornar revolucionário quando se sabe que o nosso cenário hoje vem rejeitando a revolução impiedosamente. Mas transbordo-me de orgulho ao saber que existem jovens idealizando e participando de movimentos sociais revolucionários conscientes.

A quebra de paradigmas não deve se estagnar onde está, é uma batalha continua que necessita de sustentação até o momento em que todos verdadeiramente poderão ser livres (porque convenhamos que a liberdade de hoje, é na verdade uma pseudoliberdade).
É necessário desconstruir o senso comum e começar a fazer o uso do olhar sociológico. Permita-se enxergar além da superfície, sinta sede de conhecer e analisar o que é considerado bizarro. Comece agora! Comece por você!