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Culpados demais para sermos bons...

segunda-feira, 13 de agosto de 2018 Nenhum comentário
A culpa - tratando aqui, tocante a psique -  é a frustração que nasce da ânsia que temos em sermos perfeitos/em nos sentirmos completos, mas que por alguma(s) circunstancia(s), não conseguimos alcançar esse modelo imposto - imposição essa, que pode ser de nós para nós, ou de outrem para nós.

Essa construção do pensamento de que fizemos algo errado/que deixamos de fazer algo que poderíamos ter feito/que algo fizemos foi prejudicial à alguém, resulta nesse sentimento.
De imediato e por tempo indeterminado, nos punimos de formas cruéis, como: nos privamos/abstemos das ações que gostamos, exercemos auto pressão psicológica, confessamos e nos penalizamos como arrependimento em troca de absolvição divina...

Consequentemente, a culpa nos provoca percepção de insignificância, como se fossemos tão inúteis que nada sabemos fazer de modo eficaz. Ou ainda, importantes demais, ao nos indiciar como delituosos em vidas alheias. Importantes demais, porque de fato, não temos poder efetivo no outro, somente se o mesmo permitir, contudo, esse é um dos efeitos maléficos duma relação abusiva.

"Cada escolha, uma renúncia, isso é a vida...", temos que lutar pela nossa recomposição. Se a verdade nos liberta, a batalha repressiva contra nós está edificada na mentira.

Compreendamos a raiz do sentimento, peçamos perdão; perdoemos-nos; aceitemos o problema, pois não podemos ter controle sobre tudo; tentemos não repetir outra vez... E claro, ao ponto, busquemos por um profissional.
Sejamos auto empáticos, como seríamos com nossos queridos!

Reabilitemos-nos, sem penalização.


 esta soy yo!Eli Belizário
Pitaqueira em assuntos importantes e/ou legais 😊

"Estou escrevendo essa carta, meio aos prantos..."

quarta-feira, 25 de abril de 2018 2 comentários

Música "A carta", composição: Claudio Matta / Alvaro Socci

Acima, apresento a mais tolerável das gravações (se está lendo no celular, avance para o minuto 3:16, mas as duas primeiras músicas valem seu tempo), porém não menos virulenta. Digo que na voz de outros, por exemplo, Eduardo Costa, é mais irritante, mas acredito que essa é minha posição enquanto individuo. Tratando-se do sujeito, em todas as vozes é igualmente problemática.

O intento não é vigiar e punir o sertanejo - aqui não se marginaliza mais, gênero algum.

Recentemente concluí as duas temporadas de "Doctor Foster", pertencente à BBC, disponível na Netflix.
Em busca de resenhas, ao que parece, todos que a assistiram, aplaudem Bartlett pelo drama. Mike Bartlett, o criador, se diverte fazendo de Gemma (Suranne Jones), uma mulher com um estado psicológico perturbado e programado à destruição das faces do marido Simon, após desconfiar de uma possível traição.

Gemma e Simon, ao fundo / via: Cine Pop 

Nos fatos seguintes, Gemma se dedica inteiramente ao processo investigativo, ficando ineficiente no trabalho e reduzindo a quase nada de sua atenção dedicada ao filho Tom, 12 anos.

Contudo, Gemma se propõe perdoar Simon se ele for leal e revelar a infidelidade.

É notável a justificativa universal: "Devemos ficar juntos, pelos nossos filhos". Mas, a atribuição da responsabilidade majoritária numa família com filhotes, é para o sujeito materno. O número de mães sem cônjuges têm crescido e esse é o fato qual comprova que a natalidade não fortalece as relações - entre os pais. Quem assim faz, neste intento, é procriador egoísta.

Gemma ainda ouve de Tom que, se o papai buscou uma relação extraconjugal, é por não ter recebido a atenção necessária da mamãe.

Infelizmente, existem inúmeras Gemma's.
Não é natural perdoar sem implodir as consequências. Se fossemos analisar este tal perdão, talvez descobríssemos que de fato, não é perdão. O perdão está banalizado.

Sucessivamente, Simon atribui a culpa à Gemma pela não regeneração da família: "Podemos esquecer tudo e vivermos como nada houvesse nos fragmentado!"

Bartlett, cria uma personagem à beira da loucura: porque essa é a visão masculina calculada sobre a traída, como quem diz que as mulheres não são estáveis o suficiente para sobreviver ao indesejável.

Quando numa relação afetiva, dois indivíduos consentem em absolutamente tudo, um dos dois está com dificuldade de 'ser individuo'. É necessário buscar ajuda.

"E por isso decidi
Que eu vou ficar com ela
(...)
Ao enxugar minhas lágrimas com beijos
Revelou que já sabia
Mas iria perdoar"

Temo a bondade de muitas mulheres. Estão se alimentando de sobras. Sobras estrategistas e hegemônicas, em nome do amor.

Violência moral e psicológica é agressão.

"Se você manter silêncio sobre as suas dores, eles vão te matar e dizer que você gostou."
(Zora Neale Hurston)
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Leia:
🚩 "Perdão é reconquista"
🚩"A lealdade é um dos sentimentos mais puros"
 
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