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Por quê mulheres negras são raivosas?

sábado, 14 de julho de 2018 Nenhum comentário
Epa! Ao que parece, agora vai!
Esse nosso canal queridão nasceu em 2012. Em 2014 inaugurou teu primeiro vídeo - que hoje, nem rastro existe mais.
Entre oscilações da minha determinação, agora ao que indica, se estabilizou e com promessa de conteúdo, todo sábado - vamo ver!.

Ao assunto, vamos ter uma conversinha sobre a agressividade na fala das mulheres negras. É só apertar esse botãozinho bonito logo abaixo!


  • Ao dizer que "o individuo que tem a voz ouvida, "passa a ter um compromisso politico" em empoderar outros que estão sujeitos às mesmas violações que este", existe uma importância para alem disso, é preciso também que antes o individuo tenha um compromisso ético.
  • Empoderamento, além de levar o conhecimento para o máximo de indivíduos possíveis através de ações coletivas, é também oferecer condições mais equânimes possíveis, a partir do que lhe é possível. O importante é a construção coletiva.
  • "Assisti o vídeo, gostei bastante da abordagem, ela é necessária. Vou colocar um ponto que eu, bem particularmente, acho que colabora para essa visão de mulher-negra-raivosa, a questão é que sempre estamos sozinhas. Quando, na internet, por exemplo, alguém comete um ato, uma fala racista, a IMENSA GRANDE maioria das pessoas negras que debatem, discutem e fazem "textão" explicativo dando a cara a tapa, somos nós, mulheres. Os homens, mesmo os parceiros, quando conscientes, se omitem muito ainda. Muito mesmo! Portanto é fácil chamar de raivoso quem se expõe." (excelentíssima colocação, de Taynara, no Facebook)
  • Indicação e referência: Os usos da raiva - Mulheres respondendo ao racismo, de Audre Lorde

A neutralidade não promove mudança!
Espero que goste!

Vamos por a boca no trombone!

domingo, 8 de julho de 2018 Nenhum comentário

A expressão "por a boca no trombone", tem o significado de "denúncia, grito; não vou me calar". Sou cheia dessas breguices do interior e achei adequado ao tema.

O que eu pretendo provocar com esse video é a reflexão sobre "Quem não ouve, silencia!". 
Quando afirmo esse pensamento, não digo que se você não assistir o que eu disse, você  estará me silenciando - considerando uma análise superficial. O silenciamento é um processo construído, que tem inicio no nascimento - é o que tentei explicar.

Apesar da ingenuidade comunicativa; do desconhecimento dos recursos tecnológicos, sinto felicidade em compartilhar com você esse material.
A partir do lirismo, me espus em prol do coletivo.

Por fim, espero paciência e compreensão. Não juro, mas tentarei melhorar em tudo nos próximos, se houverem. 

Te espero!
Até aqui, obrigada! 😊

A sublimidade contra a espetacularização

terça-feira, 3 de julho de 2018 Nenhum comentário
"Aonde quer que você vá, /O que quer que você faça, /Estarei bem aqui esperando por você"

O uso da letra citada é um exemplo de como age o racismo sobre o corpo negro (composição de Richard Marx, que relata uma declaração de amor romântico, que não vem ao caso).

Com as bolhas que não param de explodir, é impossível silenciar o debate quanto a objetificação da mulher. Portanto, ainda é necessário fazer um outro recorte e esclarecer sobre quais mulheres estamos falando.

Como bem dito por Djamila Ribeiro, as mulheres - brancas e negras -, só compartilham da mesma luta, contra o sexismo (machismo e misoginia). Mulheres não brancas, ainda precisam lutar contra o racismo, porque ainda que oprimidas, as mulheres brancas fazem parte da parte que sempre esteve em ascensão social.

Recentemente, o cantor Mc Lan, disse num vídeo no youtube que "tem fetiche por negras", referindo-se a cantora Ludmilla. Fetiche - resumidamente - é um objeto ou parte do corpo que promove excitação sexual - conotação qual aparentemente foi intencionada do cantor. Não é surpreendente, dito por um homem que conscientemente disse que "se ficasse com homens", seu crush seria o Johnny Depp "por se parecerem nas loucuras", este que foi denunciado por violência pela ex cônjuge (Johnny, foi dos meus favoritos no passado - ironicamente, fora do campo artístico).

Quanto respeito merece um corpo feminino?
Mas este é só mais um fato.

O corpo negro, sempre foi transformado em espetáculo. Homem também sofre objetificação, com apelidos e adjetivos que conhecemos.

Aos homens e às mulheres, sempre precede alguma definição. Enquanto o corpo branco [rosado], sempre foi sublime dos pés à cabeça.

Não somos descartáveis.
 
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