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A definição de masculinidade foi atualizada com sucesso!

domingo, 13 de agosto de 2017

(via)
THE MASK YOU LIVE IN (a mascara em que vive)
Disponibilidade: Netflix

2015 • 14 anos • 1h 32min 

Este documentário sobre a "crise dos meninos" nos EUA, explica como criar uma geração de homens mais saudáveis e apresenta entrevistas com especialistas e acadêmicos.

Direção: Jennifer Sieber Newson
Classificação:


- - - - - 
O documentário que venho vos indicar, é de extrema importância social, pauta que deveria ser considerada política ao nível do conhecimento de todas as mães, pais, educadores e todos os outros. Reflexão para além de necessária.

Trata-se da cultura da masculinidade e o molde não saudável de criação de homens nos EUA - mas, válido para todo o território terrestre.

O modo como se cria homens é problemático. Quando ainda meninos e adolescentes, são ensinados que não se pode chorar, que por serem fortes não podem deixar o sentimento aflorar (sentimento é coisa de fraco)... genericamente, estas afirmações são reproduzidas pela figura paterna, os quais eles acabam acreditando - por serem seus heróis - e se espelham.

A ausência da figura paterna, ao contrario do que se pensa, não é problema somente da família mas também é problema social (quando se trata de abandono paterno, não digo sobre a diversidade de famílias que não contemplam homens em sua formação).

No desenrolar do documentário, é possível enxergar 'de forma ilustrada' como isso ocorre.
Quando o menino cresce sem o pai, de certa forma, ele não encontra em quem se inspirar dentro de casa. Consequentemente, ele busca a tal representatividade, nos homens da TV: heróis imbatíveis, dominantes de todas as situações, com sucesso financeiro, durões/vilões, seletivos entre si ("quem é menos homem não anda comigo!"); nos homens dos videogames: perversos e violentos, intolerantes a provocações, não resolvem os problemas por meio de comunicação verbal; nos  homens da Lei: admirados por exercerem soberania aos 'moleques', donos da lei... e outros.

Parte desses meninos buscam  masculinidade nos jogos, principalmente no futebol. Não querem ser diferentes: "todos jogam, preciso ser como eles!". E é então, quando a figura do técnico passa a ter suma importância em suas vidas.
Alguns que não tem pai presente, como já foi dito, busca a figura do mesmo,  em outros. Parte deles, encontram essa tal figura em seus técnicos. A partir disso, esse cara é o maior responsável - ainda que subconscientemente - por parte da formação de caráter desse jogador.
Seu sucesso passa a depender das diretrizes do técnico, e se este, prioriza vitoria sobre ética (ensina-os a vencerem a qualquer custo, seja eticamente correto ou não), pode-se imaginar o futuro desses jogadores. Ainda que sem pretensão, o futebol também cria homens (e não depende só do técnico, mas também, da associação esportiva na qual fazem parte).
O futebol possui um papel decisivo para muitos, podendo ser educativo/construtivo ou destrutivo. É necessário se manter atento, e isto também compete a sociedade.

Outros - adolescentes - ainda, buscam referencia nos materiais pornográficos. Por lá, aprendem como as mulheres gostam de serem tratadas, constroem sua noção de sexualidade. Segundo pesquisas (neste documentário), a busca por videos de estupro também é grande.
E a cultura do estupro continua se reproduzindo, o feminicídio continua ceifando vidas. Os homens se sentem superiores e quando algo lhes são negados, foram ensinados que não devem abrir mão do controle, que devem estar exercendo soberania sempre.

foto da cena do filme

Meninos magoados se tornam homens magoados. É necessário desconstruir para reconstruir, reumanizar o desumanizado. Ensiná-los que o coração é mais importante que a cabeça.

Não é sobre transformá-los em meninas, mas, sobre ajudá-los a serem meninos empáticos; enxergar humanidade nas meninas.
Se chamares um menino de menina, certamente ele não gostará. Então, o que está sendo ensinado a eles sobre as meninas? A cultura de criação de homens, esta ensinando a rejeitar tudo que é feminino, exceto quando se trata de sexo.

É preciso ensinar que não se deve apoiar o amigo quando ele faz algo errado, só porque é homem. A camaradagem neste nível não é saudável.
É preciso - o quanto antes - permitir que os meninos sintam, partilhem afetos e sensações.
É preciso ouvi-los, entende-los, ajudá-los. A cada 9 segundos (segundo pesquisas neste documentário), morre 1 menino por suicídio. Suicídio, é a 3ª maior causa de mortes em meninos. Meninos também sofrem violências sexuais e psicológicas. Crianças negligenciadas (pelos pais ou um dos pais), estão 9x mais propensas a se envolver em crimes, a recorrerem a comportamentos desesperados, usarem drogas para fugir dos próprios pensamentos.

É um problema de todos. A masculinidade deve ser reumanizada.

Aos meninos abandonados pelos pais, desejo que sejam sensíveis a ponto de serem gratos por  serem quem são. Peço que não sintam vergonha em solicitar apoio, a culpa não é sua por tudo que sofreu. Não seja forte o tempo todo, perdoe quem foi que disse que para ser homem, tem que ser assim.

Observação: 1 - Ao dizer que o menino sem figura paterna presente, busca representatividade fora, a intenção não é generalizar. Incontáveis mães criam meninos sozinhas, proporcionam proximidade saudável, permitem que sejam sensíveis... e fazem isso com excelência. 2 - Nem sempre, pai presente, participa da vida do filho. 

Se assistir ao filme, conte-me como foi a experiencia! 

Um luxo: Consumir carne animal

sexta-feira, 28 de julho de 2017

(ilustrativa ao texto - via)


Contrapondo os que assim pensam, não desgosto da carne animal. Conscientemente, me submeti ao ovolactovegetarianismo (consumo apenas de derivados e não carne, e, antes dos questionamentos: minha progressão não será radical), pós uma analise das consequências sucessivamente devastadoras, no mercado pecuário; e pelo reconhecimento e respeito à vida.
Cobrança na alimentação alheia jamais o fiz, que seja justo, o conceito de liberdade!

Utopicamente, seria maravilhoso se todos pudessem escolher o cardápio do dia. A maioria da sociedade, escolheria carne animal como acompanhamento. A fila do açougue nunca está vazia, todos os fast foods (exceto veganos e afins) leva este ingrediente. Tem para todos os variados gostos. A demanda é gigantesca.

Quem está presente na fila do açougue e do fast food todos os dias (ou quase), necessita de uma renda mensal plausível para tal. Os indivíduos de uma família de baixa renda, por exemplo, prioriza as necessidades básicas da vida.

"Consumir animais é um luxo: uma forma muito clara de concentração da riqueza. A carne acumula recursos que poderiam ser compartilhados: são necessárias quatro calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de frango; seis para produzir uma de porco; dez calorias vegetais para produzir uma caloria de vaca ou de cordeiro. A mesma coisa acontece com a água: são necessários 1.500 litros para produzir um quilo de milho, 15.000 para um quilo de carne de vaca. Isto é, quando alguém come carne se apropria de recursos que, compartilhados, seriam suficientes para cinco, oito, dez pessoas. Comer carne é estabelecer uma desigualdade brutal: sou eu quem pode engolir os recursos de que vocês precisam. A carne é um estandarte e é uma mensagem: que este planeta só pode ser usado assim se bilhões de pessoas se resignarem a usá-lo muito menos. Se todos quiserem usá-lo igualmente não pode funcionar: a exclusão é condição necessária — e nunca suficiente." - A era da carne, via El País

Acima, uma análise que conceitua claramente sobre o consumo inconsciente dessa proteína animal. Acredita-se que assim continuará, até que seja forçada a decisão de reduzir ou extinguir o consumo, devido aos problemas de saúde provenientes (substancias cancerígenas, gorduras, drogas injetadas para os resultados...) - não esquecendo dos perigosos embutidos. Obviamente, a "casa grande", proprietária e sócia do mercado pecuário encontrará outra forma de explorar os subordinados.

O consumo de carne não é proibido, mas devido a excessiva busca pelo capital, as consequências maléficas vêm aumentando sem freio; tanto na saúde quanto na sociedade. No comércio pecuário, a liberdade é utópica: animais não possuem direito à vida, alguns humanos possuem direito a escolha pelo consumo da proteína, outros não possuem o direito ao acesso à uma alimentação balanceada.

Completei dois anos sem carne animal, em 27 de julho de 2017. Não excepcional, não impositiva, tampouco com síndrome de superioridade; mas numa constante busca pelo conhecimento e consequências das circunstâncias sistemáticas sobre a vida, respeitando - como sempre - a escolha e filosofia alheia.

Micro reflexão elaborada há um tempo:
Sob o tapete da pecuária





Amar dói

segunda-feira, 13 de março de 2017

Estamos acostumados a ouvir os outros dizerem que o amor dói, que de alguma forma o mesmo deixa resquícios e traumas ou que toda relação leva consigo dor e prazer, tratam isso como normal/consequência inevitável. Os poetas pioneiros dizem isto, palavras estas que não somos capazes de apagá-las, a matéria corporal se foi mas a grafia impressa na celulose não se apaga de nossas mentes. Os cantores do inicio dos tempos declamam isto, melodias que impregnam em nossas mentes mortais.

Hoje, o status quo de minha alma é de intenso aprendizado e conhecimento, o que me permite refletir sobre parte da influencia do amor em nossas vidas. Tenho visto pessoas dizendo que "o amor não dói e que se está doendo não é amor". Isto tem uma amplitude gigantesca e tratando-se de agressões físicas e psicológicas contra uma das partes num relacionamento, estou em pleno acordo à afirmação anterior.

O que venho dizer talvez você já saiba: O ATO DE AMAR DÓI.

Amar dói e não deveria ser assim. Jesus nos ensinou o amor da forma mais sincera e pura, e é assim que deveria ser: puro, leve, sincero e santo (não estou falando da santidade do âmbito religioso). 

A vida entre nossos iguais tem sido um funil com gargalo que se afunila cada vez mais. A vida tem sido intolerante com o coração. Inventaram pré-requisitos até para o amor: classe, etnia e gênero. Quem permitiu isto se não fora Jesus (o criador da existência do amor)?

O amor que dói, é este que não funciona perfeitamente, que não se doa por inteiro, que anda deficiente por medo de ataque exterminador estrangeiro e não foi este que Ele nos ensinou. Não deveria ser assim, mas amar dói. Quando Jesus voltar, encontrará incontáveis feridas para curar mas não haverá tempo para cicatrização, o que resultará em almas doentes demais. E os responsáveis (nós), já mediram o quão triste o deixaremos?

Sob o tapete da pecuária

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

(foto ilustrativa à postagem - via)

A ideia do vegetarianismo surgiu dentro da sala de aula, pós um vídeo traumático, daqueles que conscientizam sobre o que você provoca ao meio ambiente. Eu e Giovanni (um amigo) apertamos as mãos e prometemos ao outro que não comeríamos mais carne animal. Honrei nossas palavras por aproximadamente uma semana. Ele nunca levou a sério (hahahaha).

Passaram-se mais de um ano, e cá estou, completando exatos 1 ano e 5 meses em 27/12/2016. Ovolactovegetariana (isso significa que não me alimento de carne, mas sim de proteínas derivadas  como o ovo e muçarela...).

No principio, deixei de comer por compaixão aos animais. Me tornei mais uma bobona no mundo, segundo as pessoas próximas. Tive a oportunidade de conhecer o lado nutricionista de todos que nunca se importaram com minha alimentação. 
Não me alimento bem até hoje e não me orgulho disso. Não moro só (e nem conseguiria no momento) e sendo assim, minha mãe cozinha para todos. Todos comem carne, então você já imagina qual é o desfecho no jantar. Não culpo ninguém, menos ainda minhã mãe por eu não conseguir me alimentar bem e o necessário para que meu corpo seja capaz de estar saudável.

Fiquei com esse pensamento de "é pelos animais" por muito tempo, até assistir ao filme Cowspiracy: O segredo da sustentabilidade. Continua sendo pelos animais, mas continua sendo também pela Terra, pela pessoa humana e demais.

A pecuária brasileira é internacionalmente conhecida e o país está no topo do ranking de produtores. O Brasil abastece o mercado interno e ainda atende a demanda externa, que é vasta. Quem tem capital o suficiente para se manter numa vida digna, busca a bisteca do sete no açougue do mercadinho da rua de trás, toda semana. O outro que tem capital muito acima da média, busca o baby beef no hipermercado do centro, todo dia. Cada um compra o produto que lhe cabe no bolso! Alguns, carne de primeira, outros, carne de segunda.

Novamente, a indiferença pela vida do próximo que ninguém enxerga! A carne de qualidade superior, possuí o preço para lá de alto, sendo assim, quem tem pouco capital ou o suficiente, consequentemente comprará a carne de qualidade média-inferior. Em casa, foram incontáveis as vezes que compramos carne moída de segunda, sem se quer saber a origem. Se o país é a mãe do mercado de gado de corte, porque ainda permitimos que pessoas consumam carne de qualidade inferior? Se o produto não serve para uma pessoa humana, não serve também à outrem.
  • > A pecuária é o setor que mais contribui com produto residual para mundo. Resíduos contaminantes não-recicláveis são liberados ao meio ambiente diariamente, uma vez que nenhum tratamento ainda é eficiente o bastante de atender a demanda. É também uma das vilãs da Amazônia, segundo estudo apresentado à Organização das Nações Unidas em 2009 (após o governo vigiar a Amazônia por satélite). É responsável por pelo menos metade de emissão de CO2 no país e sem duvida tem parcial participação na mudança climática global (desmatamento, incêndios).

Em 2009 possuíamos 200M de cabeças em todo o país, sendo que 1/3 se concentrava na Amazônia. Segundo o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Brasil emitiu 2,2 bilhões de toneladas de gases-estufa em 2005.

  • > Mais de 50% da água potável mundial, é destinada à pecuária para a produção de carne, leite, ovos, lã, couro e outros. Uma em cada 5 pessoas que vivem nos países subdesenvolvidos, não possuem acesso à água potável. Para a produção de 1kg de carne, em especifico, é necessário 15K de litros de água.

  • > Aproximadamente 50% dos grãos produzidos no mundo são destinados para ração animal (70% da soja e 80% do milho, entre outros alimentos ).

  • > A pecuária é a atividade econômica que mais recruta a mão de obra escrava, a chamada lista suja do trabalho escravo, participa em pelo menos 80% dos casos. (via - acesso em 22/12/2016 às 22:21)

Não adicionarei aqui, fotos horripilantes das atividades que sucedem diariamente nos frigoríficos, para te fazer sentir compaixão (se quiser, você mesmo faça isso, o Google está ao teu dispor). Não venho por meio deste, propor o fim da atividade pecuária. Está fora de pauta, uma vez que o capitalismo é altamente dependente deste setor. Também não acredito que no mundo ideal, todos devam se adaptar à dieta vegetariana/vegana.

O meu desejo é que todos possam tomar conhecimento dos poucos fatores que citei e se conscientizem. Não precisa deixar de fazer uso de produtos de origem animal, reduza o consumo se possível (ainda existe uma gama de fatores recolhidos sob o tapete). A dieta vegetariana/vegana não é coisa de gente bobona. A causa é bem maior. 


Nossa existência é neblina que se dissipa no não esperar

terça-feira, 29 de novembro de 2016

(imagem ilutrativa ao post, via Pixabay)

Estava conversando com um amigo sobre coisas quem vem acontecendo dentro de um curto período de tempo, especificamente sobre o caso da aeronave da associação Chapecoense de Futebol que sofreu uma queda na Colômbia, próximo a Medelin, na madrugada de terça-feira, 29 de novembro desse ano, deixando +70 de 81 seres mortos. Infortúnio que abalou a muitos. 

Infortúnios em grande e pequena escala acontecem todos os dias pelo mundo e comumente a porção que fortemente se atinge, são as famílias

Recentemente meu avô paterno nos deixou, para ser mais precisa, na manhã de sexta-feira, 18 de novembro desse ano. Dor irreparável.
Não penso que o perdemos. Creio na existência do espirito individual e na evolução do mesmo e isso me conforta.

Em contrapartida é extremamente árduo crer que seres em massa se vão, porque já tocaram o ápice do espirito. Estariam todos os espíritos no mesmo nível?
(Ainda assim, gosto de pensar que a morte é evolução.)

Isso me evidencia a teoria de que nada possuímos enquanto matéria e que nos foi dada a oportunidade de andar pela Terra (cada individuo segundo sua fé), onde o único sentimento que perpetuará conosco será o amor (há quem diga que isso é clichê). 
Então, por onde andais, emane amor. Nossa existência é neblina que se dissipa no não esperar.

Quanto ao caso da associação Chapecoense e aos outros casos que desconhecemos, o que nos cabe é dedicarmos os nossos sinceros sentimentos às famílias, amigos e demais. 

Aos que tem fé, rogai por todos.