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Eu, vitimismo: Capítulo VI - Qual é a cor da solidão?

segunda-feira, 4 de setembro de 2017


Às vezes parece que sou exagerada, que faço tempestade com um copinho d'água. Quem dera ter esse privilégio.

Me protejo com todos os escudos que me são possíveis, principalmente dos males que tentam brotar aqui dentro. E conseguem.
Cada gesto seu, é analisado. Até as coisas quase inalcançáveis aos sentidos, faço questão de sentir. Nada que me faça é irrelevante.

As pessoas sentem necessidade de questionar, quando é que vou ter um parceiro, e elas não fazem por maldade, é cultural. Essa pergunta, um dia se responderá. Tudo no meu melhor tempo.

Me abster do que não me transborda é Lei, para viver bem. Quando sinto que sou útil só quando convém, fujo para a outra ponta. E isso acontece quase sempre. Minha sensibilidade é do tamanho do mundo.
Não sou covarde por fugir, sou guerreira por me proteger sozinha. Preciso ser. Haja pernas para correr quase todos os dias.

Queria poder temer o escuro, contar com outra coragem. Sou eu por mim. Ninguém mais me abriga melhor que eu.

Se não pretende acrescentar, não ouse cativar. Expectativas quando depositadas em lugar errado, são tóxicas (mas agora já sei que o problema não sou eu). Cansei de perdoar! O transtorno consequente, é só meu.

Esse breve texto é lírico. É o relato da vida de outras milhares de mulheres pretas. Peterimento violento. Não sinto vergonha em dizer, menos ainda, desejo que tu sinta compaixão. Escrevo isso, para dizer que não somos vitimistas: a solidão da mulher preta é real, é cultural. Infelizmente. Existe ainda, as que a sofrem mesmo estando num relacionamento. É surreal. Mulher preta não é para casar, segundo o ideal social (basta dar uma gogleada), não tem problema vacilar com ela, é só um rascunho. E sangrando sem corte, questiono: quanto valem os nossos corações? (Gostaria de ter produzido um texto a altura de quem acompanha o blog, mas no momento não é possível. Existem artigos incríveis e completos pela internet, não deixe de pesquisar)

Eu, vitimismo: Capítulo V - Não sou tuas negas!

sexta-feira, 25 de agosto de 2017


Quem é que nunca ouviu alguém reproduzir a expressão "não sou tuas negas", ao menos uma vez na vida? Essa, sem dúvida é uma das violências hediondas frequentes que atinge diretamente a mulher preta.

Partindo do conhecimento básico da História da colonização europeia - e sem necessariamente ter muito intelecto - é possível concluir um pensamento coeso sobre a vida das escravas. De 'trabalhadoras domésticas' e rural, à amas de leite, cada uma delas pertenciam a algum senhor.
Violentadas nas mais diversas possibilidades e desconheceram o respeito, o qual não tiveram direito; usadas de modo satisfatório - explorador -  por quem as compravam.

Quando alguém diz que não é nega do outro, este, está se referindo a aquelas mulheres pretas. Traduzindo, está dizendo que não é propriedade alheia para que façam o que quiserem com suas vidas; que não são bagunça para que lhe fucem; que são donas de si mesmas. Mas afirmar, desse modo, é confirmar o racismo instaurado em si, é faltar com respeito com a vivência da mulher preta, é ser indiferente com a história alheia, é dizer que pode ser independente e enjaular as de pele escura, é se mostrar superior... É querer provar que diferentemente das negas, não só serve para sexo e servir.

"(...) 92% dos brasileiros acreditam que há racismo no país, somente 1,3% se considera racista. O instituto calculou que 92 milhões (68,4%) dos brasileiros adultos já presenciaram um branco se referir a um negro como “macaco”. E, destes, apenas 12% tomaram alguma atitude.(...)" 

Não precisa nem ser universitário das ciências exatas, para perceber a discrepância na incoerência dos números. Como pode ser 92% racista e somente 1,3% assumir que é? Os demais, por certo estão divididos entre racistas não assumidos e racistas que ouvem os amigos contar piada sobre preto, não se sente desconfortável e ainda complementa com risos. Independente do assunto, qualquer um que seja, deveria ser humano o suficiente para repreender as piadas que de algum modo fere o próximo.

Mas, numa coisa estão certos! Embora muitos ainda desejam, felizmente, muitas de nós não somos mais tuas negas subalternas. Estamos conquistando independência, falando umas pelas outras, trocando afeto e oferecendo abrigo. Muitas de nós, não somos mais tuas negas e deve ser um processo indigesto aceitar que mulheres cotistas/bolsistas estão superando os traumas e provando - primeiramente a si mesmas - aos 'ex senhores', sua importância.

O capitalismo está superfaturando com o comércio racista. Até lojas desconstruidonas que pregam empoderamento feminino (empoderamento branco) comercializam estampas com esta afirmação, mesmo sendo notificadas. Hipocrisia em dose pura, e o mercado lucra sem medir limites. Racismo é a única tendência que nunca sai de moda.

Nos respeitem porque não lhes damos oportunidades para faltar com respeito, não lhes permitimos nos chamar de 'nega', não somos seus pertences.
A estereotipação e a marginalização são cruéis. Nos fazer convenientes só quando somos lucrativas, é imperdoável.

"E se todos fossemos negros?"

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

(via)
"Negros podem alisar os cabelos, pintar de loiro, usar lentes de contato... porque é “interessante” parecer branco. E o processo inverso? Como funcionaria? Não há nada de degradante nisso.  Uma ferida aberta na história da humanidade que parece não cicatrizar. Um assunto tão ultrapassado e que ainda persiste, comprovando o quanto ainda somos primitivos. Sei que no paraíso não há racismo nem racistas. Isso é uma coisa mundana e suja.  Em recente viagem a um éden natural banhado pelo mar do Caribe, fiquei hospedado em um resort que recebe visitantes de todos os cantos do planeta em busca de diversão, descanso e principalmente comodidade e mordomia. Neste universo turístico, ainda há o chamado Royal Service, onde uma casta abonada de brancos é servida incansavelmente por uma equipe qualificada de negros. Negros e negras lindos, com olhos brilhantes e saudáveis, muitos deles oriundos do Haiti ou de países africanos.  A situação se torna desconfortável quando percebemos que alguns destes “brancos endinheirados” tratam os funcionários do local como se fossem robôs, ou “máquinas de servir”, chegando ao ponto de não cumprimentar os mesmos na chegada em um determinado espaço onde serão atendidos.  Em que ponto exatamente em nossa história antiga se estabeleceu que havia uma raça superior à outra? Que espinho é esse cravado em nossa sociedade que até hoje não foi arrancado? Que sentimento preconceituoso é esse, daqueles que se intitulam superiores? Quem são os portadores de tal arrogância, entre nós da raça humana?  Impressiona o fato de ainda nos confrontarmos com este câncer que mistura discriminação, indiferença e sofrimento. Acredito que a principal razão para tanta intolerância seja o medo. As pessoas em geral têm medo de seus próprios sentimentos e de tudo aquilo que é desconhecido. No momento em que colocamos alguém em uma posição “inferior” a nossa, nos sentimos valorizados e privilegiados, e isso é mais do que lamentável, é vergonhoso.  E se todos nós fossemos negros? Pensando nisso, criamos uma série de retratos de personalidades imaginando as mesmas pertencendo à raça negra. Chefes de estado, celebridades e ícones da nossa cultura fazem parte do experimento What If? – The portrait collectionA ideia partiu de Henrique Steyer ao retornar de recente visita à República Dominicana. Os retratos foram criadas em parceria com o designer Felipe Rijo, especialista em manipulação de imagem." (Henrique Steyer, disponivel aqui, acesso em 17/08/17)

Fazia uma pesquisa sobre arquitetura e design, quando encontrei no boomspdesign, o perfil de Henrique Steyer: homem branco, formado em arquitetura e urbanismo, pós-graduado em imagem publicitária e pós-graduado em design estratégico.
Algo que me instigou a querer conhecê-lo, sem dúvida, foi o trecho seguinte, presente em sua apresentação:
"Com um espírito criativo absolutamente globalizado e raízes muito bem fincadas no Brasil, Steyer aposta também em outra faceta: o desenho industrial. Suas coleções autorais saíram das pranchetas com forte acento arrojado, passeando por temas que mesclam patriotismo, erotismo, crítica social, crítica racial, política, poder, sincretismo religioso e muito mais."
Numa breve googelada logo o encontrei, consequentemente, seu projeto 'What if?' (E se?). A partir disso, infelizmente, tive mais certeza de que brancos, realmente não se importam em saber o que é racismo.

Olhos claros e cabelos lisos com fios loiros não é cultural, muito menos genética intrínseca de uma única etnia. Nunca foi "interessante" parecer branco. Todo o mundo que os privilégios estão concentrados e trancados com as 7 chaves dos padrões da supremacia branca heteronormativa. Para parecer conveniente e razoavelmente aceito em diversos meios, alguns negros se submetem a diversos procedimentos.

Racismo não é assunto ultrapassado, está acontecendo agora, na frente de todos e não precisa expandir muito o horizonte para vê-lo. Essa tal ferida está longe de cicatrizar, uma vez que os microrganismos que a inflamam, continuam se multiplicando.

Como esse tal espinho poderá ser arrancado? Tenha certeza que não será com essa ideia 'E se?', de conscientização.

Quando dizem que os negros são lindos e saudáveis - somente -, só reforça a ideia de que só se interessam pela beleza seletiva e funcional que produz dinheiro para os senhores.

Brincar de  colorir não conscientiza ninguém. A negritude está se movimentando e morrendo em massa, não basta para conscientizar? Quantas outras vidas precisam ser tratadas indignamente? A luta é vã? Porque, enquanto hipotetizam os fatos, o genocídio só aumenta.

Não é sobre enegrecer os brancos - negro não é fantasia -, é sobre cobrar que os respeite com dignidade e humanismo. Que papelão (para alguém que se considera intelectual), que pecado (para alguém que acredita no paraíso), que blasfêmia, quanta ausência de respeito, quanta indiferença com a cultura negra! Black face até no Adolf, hein?
Ativismo mais legitimo que este? Impossível! "Denuncio o racismo mas continuo explorando os negros lindos e saudáveis!"

Essa surrealidade é real. What if, a branquitude começasse se importar com a negritude? What if, eles parassem de fingir não compreender que as raízes do racismo é institucional, é político-social? Nada é tão superficial quanto fingem pensar. Reproduzir falácia pobre de História e continuar no trono, reforça o conceito de que realmente não se importam.

Ao invés de What if, porque vocês não se disponibilizam para trocar - literalmente -, um dia de vida com Rafael braga, Cláudia Silva Ferreira ou Luana Barbosa? Aí ninguém quer! Racismo é lucro, não é? O sistema ganha, vocês ganham vendendo isso que chamam de arte/conscientização; e quem perde são só os negros... Covardia institucionalizada!
Observação: 1- Acesse o arquivo de Steyer para ver mais desgraças. 2- Se você, sr. Henrique Steyer, por acaso ler isso, por gentileza se posicione ainda que isto seja indefendível.

Mulher-objeto e o mercado masculino

domingo, 30 de julho de 2017

(paula gonçalves - via)

Entre as diversas violências contra a mulher, as que causam transtornos psicológicos também têm jogado com todas as cartas. O mercado dos padrões, age como uma espécie de processo civilizatório, de modo a deturpar a imagem feminina, fazendo com que  mulheres fiquem insatisfeitas com seu próprio corpo.

Civilização esta que oferece o benefício da evolução, e como sempre, o mercado e suas munições são os que lucram com essa infelicidade alheia.

O que me trouxe essa reflexão, foi um notícia sobre a grande demanda de moças que estão se submetendo a procedimentos cirúrgicos em suas vaginas, de modo a priorizar mais a estética que o bom 'funcionamento' do órgão. Brasil é lider nesse tipo de procedimento, e, mais problemático, parte das que se submetem são ainda virgens: a prevenção da possível rejeição do que nunca foi apresentado.
"- Nasci de novo" - relata uma das moças. 
O cenário é para além de preocupante, uma vez que ela o compara ao ato do nascimento, como se tivesse recebido uma nova oportunidade para viver.
Outro fato que me ocorreu: assistia ao programa "O mundo de Jacquin", quando numa reunião com os amigos, o protagonista comparou a mulher brasileira com um corte de carne animal e continuou a discursar como se não houvesse nada errado, além de outras definições e suposições misóginas.
As várias facetas do padrão são invasivas e prisioneiras, e todas as mulheres estão a mercê. 

Todo dia um novo conceito do que é ideal, para atacá-las. Quem não se submete, não merece nem se quer um olhar masculino. Como se fossem superiores.

Viver para quem? Para o mercado carniceiro de satisfação masculina? Ser mulher-objeto? Ou massinha de modelar?

Ressignificaram. Inventaram belezas surreais e aboliram a diversidade e assimetria da vida. Oferecem liberdade para consigo mesma, mas na real, são cativeiros que as acorrentam. Estão querendo produzir bonecas em massa, ridicularizando e marginalizando todas as exceções. 

Aparentemente, o esforço para que eles sejam capazes de sentir desejo e afeto por uma mulher, é quase inatingível.
A estratégia que usam, é plantar guerra 'de você contra você mesma', de modo que caia nas garras da não autoaceitação e extrema insegurança, consequentemente fazem apologia - digo, imposição - para se submeterem aos tais métodos - métodos que se estendem ao infinito, sendo cirúrgico ou não. A perturbação impositiva que tortura e emaranha o interior, que aumenta ou diminui a intensidade dependendo da classe e etnia.

“No livro Sejamos todos feministas, Chimamanda afirma que “o modo como criamos nossos filhos homens é nocivo: nossa definição de masculinidade é muito estreita”. Por isso mesmo, segundo ela, “abafamos a humanidade que existe nos meninos, enclausurando-os numa jaula pequena e resistente”.”
“É inaceitável que qualquer tipo de opressão contra o sexo feminino ainda seja um hábito de uma parcela da população masculina.” (Educando as crianças para o feminismo? - via)

Mulher, tu não existe para orbitar em torno de eixo machista/misógino. Você é linda em sua naturalidade singular. Se deseja mudar, que seja por tua própria saúde fisica e mental.

Feminismo e sua importância essencial. Violência não são só os casos que recebem registro policial.

Se ainda não conhece nosso espaço oferecido para apoio, acesse o link abaixo. Meus ouvidos são para ti.
Eu, vitimismo

Um luxo: Consumir carne animal

sexta-feira, 28 de julho de 2017

(ilustrativa ao texto - via)


Contrapondo os que assim pensam, não desgosto da carne animal. Conscientemente, me submeti ao ovolactovegetarianismo (consumo apenas de derivados e não carne, e, antes dos questionamentos: minha progressão não será radical), pós uma analise das consequências sucessivamente devastadoras, no mercado pecuário; e pelo reconhecimento e respeito à vida.
Cobrança na alimentação alheia jamais o fiz, que seja justo, o conceito de liberdade!

Utopicamente, seria maravilhoso se todos pudessem escolher o cardápio do dia. A maioria da sociedade, escolheria carne animal como acompanhamento. A fila do açougue nunca está vazia, todos os fast foods (exceto veganos e afins) leva este ingrediente. Tem para todos os variados gostos. A demanda é gigantesca.

Quem está presente na fila do açougue e do fast food todos os dias (ou quase), necessita de uma renda mensal plausível para tal. Os indivíduos de uma família de baixa renda, por exemplo, prioriza as necessidades básicas da vida.

"Consumir animais é um luxo: uma forma muito clara de concentração da riqueza. A carne acumula recursos que poderiam ser compartilhados: são necessárias quatro calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de frango; seis para produzir uma de porco; dez calorias vegetais para produzir uma caloria de vaca ou de cordeiro. A mesma coisa acontece com a água: são necessários 1.500 litros para produzir um quilo de milho, 15.000 para um quilo de carne de vaca. Isto é, quando alguém come carne se apropria de recursos que, compartilhados, seriam suficientes para cinco, oito, dez pessoas. Comer carne é estabelecer uma desigualdade brutal: sou eu quem pode engolir os recursos de que vocês precisam. A carne é um estandarte e é uma mensagem: que este planeta só pode ser usado assim se bilhões de pessoas se resignarem a usá-lo muito menos. Se todos quiserem usá-lo igualmente não pode funcionar: a exclusão é condição necessária — e nunca suficiente." - A era da carne, via El País

Acima, uma análise que conceitua claramente sobre o consumo inconsciente dessa proteína animal. Acredita-se que assim continuará, até que seja forçada a decisão de reduzir ou extinguir o consumo, devido aos problemas de saúde provenientes (substancias cancerígenas, gorduras, drogas injetadas para os resultados...) - não esquecendo dos perigosos embutidos. Obviamente, a "casa grande", proprietária e sócia do mercado pecuário encontrará outra forma de explorar os subordinados.

O consumo de carne não é proibido, mas devido a excessiva busca pelo capital, as consequências maléficas vêm aumentando sem freio; tanto na saúde quanto na sociedade. No comércio pecuário, a liberdade é utópica: animais não possuem direito à vida, alguns humanos possuem direito a escolha pelo consumo da proteína, outros não possuem o direito ao acesso à uma alimentação balanceada.

Completei dois anos sem carne animal, em 27 de julho de 2017. Não excepcional, não impositiva, tampouco com síndrome de superioridade; mas numa constante busca pelo conhecimento e consequências das circunstâncias sistemáticas sobre a vida, respeitando - como sempre - a escolha e filosofia alheia.

Micro reflexão elaborada há um tempo:
Sob o tapete da pecuária





"Cê é linda, cê é boa, cê é importante!"

terça-feira, 25 de julho de 2017

(ph: Tainan Silva)
Não me disseram que sou linda, boa e importante. Demorei, mas, descobri quase sozinha. Algumas mulheres pretas intelectuais me influenciaram. Minha beleza não é só estética. Minha bondade fomenta. Minha importância é peculiar.

Não sou propriedade escravocrata, ou objeto satisfatório, ou fortaleza inabalável. Não sou o que querem que eu seja. Eu sou o que quero ou não, ser. Sinto fraqueza quando preciso sentir. Tenho desejos. Sou meu templo, só meu.

Não preciso de oportunidades por pena, ou perdões forçados. Minha ação é voluntária. Um ou dois perdões não valem para 517 anos.

Não preciso de seu elogio reproduzido impulsivamente. Se sinto orgulho por quem sou não foi tu quem ajudou edificar.

Se preciso de cotas sociais para acessar o conhecimento, não sou privilegiada. A culpa é sua pelo apodrecimento desse sistema sujo.


Demorei, mas descobri quase sozinha, que tenho o direito de amar e ser livre.

Tu nunca deu um passo por mim, por que ainda queres que varra seu chão?
Não sou sua opção, sou minha prioridade!

Hoje, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Seguimos juntas, apoiando e mostrando o quão incríveis somos, pela vida e contra toda violência!





Machismo nas "melhores" convivências

sábado, 3 de junho de 2017

(rainha, no teu reino, reina tu. / via)

Como se pode perceber, o adjetivo "melhores" está entre aspas. Neste contexto, significa que o objeto está sendo herege, professa o que não pratica. 

Em lugares como templos de adoração e instituições de ensino (e outros...) a falta de respeito e reconhecimento com mulheres tem feito forte presença. Não generalizarei e falo-vos pelos acontecimentos que venho percebendo nos ambientes que frequento sempre.

Eu, e penso que você também, não vamos à igreja (seja qual templo for) para ouvir discurso machista de homem também pecador, de matéria feito a nossa, impondo regras segundo sua visão de santidade... O intuito é outro. 
Não vamos à curso algum (onde a diversidade deveria ser respeitada) para ouvir discurso (de ódio) machista de homem que pensa estar degrau acima das mulheres (por ter inúmeros mestrados) e por ser o patriarca e provedor da casa (dele).
Anos e anos de luta por equidade e ainda não obtivemos total vitória, e justamente por isto devemos seguir junt@s, repreendendo, ouvindo e debatendo, não só este mas toda e qualquer ideologia de ódio.

Os julgados "melhores" centros de convivências, estão alimentando almas e conhecimentos (...) juntamente com aquilo que não é bom, a essência está escorrendo por entre os dedos.

Atente-se para que não te sirvam joio como trigo. Não permita que o teu desenvolvimento material e/ou imaterial seja 'conduzido' por pés de caminhos tortuosos.


Se não eu, quem te fará feliz?

domingo, 26 de março de 2017

(egoísta! / via)

Tenho conhecido algumas músicas  que consistem em letras com conteúdo abusivos, fantasiadas de amor, paixão e ciúme carinhoso.
A grande maioria trata-se da história de um antigo relacionamento, onde uma das partes (90% dos casos, a mulher) se ausentou/rompeu o mesmo. Ou então, conta a história de alguma mulher que o homem está afim de 'possuí-la' e fará o não possível para 'adquirir' a mesma.

Os gêneros são variáveis (sertanejo universitário, rock/pop nacional...) e possuem afirmações tais como: "nem ele nem eu", "ele quer ser eu mas não é", "proibida pra mim no way", "se não eu, quem vai fazer você feliz?", "já tô namorando antes de você aceitar, já te assumi""vim acabar com essa sua vidinha de balada /vai namorar comigo, sim! /se reclamar, cê vai casar também/ seu coração é meu", "tem uma câmera no canto do seu quarto /um gravador de som dentro do carro /e não me leve a mal se eu destravar seu celular com sua digital"...

O 'síndrome de possessão' vai além de (apenas) egoísmo. Quando se faz presente, uma das partes fica a mercê do transtorno emocional, e consequentemente o relacionamento se fragiliza. Entra em jogo a ausência de respeito e empatia pelo sentimento e vida alheia, dois dos princípios indispensáveis para uma relação saudável. Isso, quando se trata de uma relação palpável, pois por mais problemático (e nojento) que seja, existem pessoas que agem da mesma forma antes mesmo de estar numa relação existente. Isto é preocupante.

Um dos pensamentos mais errôneos quando se rompe uma relação é de que nenhuma outra pessoa no mundo será capaz de 'fazer feliz' @ antig@ parceir@. Para estar numa relação, antes as partes devem estar felizes e plenas consigo (embora pareça clichê).
Recomeços e segundas chances são consequências vitais inevitáveis e necessárias, ainda que dolorosas. E no principio sempre parecerão não possíveis e inadaptáveis, mas a resistência e paciência contínuas, são essenciais para o sucesso progressivo.

Ninguém se apaixona forçosamente! Ninguém é propriedade privada e o sentimento deve ser reciproco. Emancipar quem não se sente bem contigo, não é prejuízo. Pratique compreensão, amor e empatia com quem você diz amar.

Modo sobrevivência, abismo social e a emancipação utópica

domingo, 26 de fevereiro de 2017

(via)

Sobreviver, é a continuação da existência pós algum acontecimento. 

É do conhecimento de todos que grande parcela da humanidade vive à mercê dos ataques danosos psicológicos e/ou físicos. Mas sempre existem os que de alguma forma são atingidos com mais frequência, por exemplo: o individuo que sofre genocídio étnico subentendido (subentendido = o institucionalizado que finge que não é), o desfavorecido socioeconomicamente (que sofre exploração trabalhista diária), o alvo do preconceito lgbt+, entre outros inúmeros.

Elaborei uma parábola (não sei se posso chamar assim) para facilitar o entendimento. A vida em sociedade te presenteia (cavalo de Tróia) com uma corda, ao nascer. Com o seu crescimento e desenvolvimento de capacidade cerebral, perceberá que nem todas as cordas são iguais, que alguns receberam um cabo de aço com bitola de alta resistência juntamente à  equipamentos de proteção individual, outros receberam barbante fio n. 04, cordas de náilon, canudo de plástico... Concluirá então que a não igualdade te abraça no berçário (se bobear, antes de tua mãe). 

Pós presentear, coloca sob os teus pés uma cratera gigantesca e você passa a usar o material recebido para o auto sustento
O tal abismo social (a cratera), te puxará constantemente a fim de ceifar teu oxigênio, ou te cansar a ponto de você pedir desistência e ser declarado derrotado.
Quando você é o individuo que recebe ataques danosos frequentemente, consequentemente entra em modo sobrevivência, e o teu maior desejo passa a ser que ao término do dia ainda esteja em vida (você passa a viver pela luta contra a não interrupção da vida e não viver a vida - usufruindo dos prazeres).

Por medo da ação-reação social, muitos omitem a verdade sobre si e continua a esconder o que gostaria que todos soubessem. Talvez se revelasse a verdade, o abismo agiria com força maior e poria fim em tua existência com mais rapidez, como tem feito com muitos. 

A vida socialmente injusta, não permite que todos sejam realmente livres, na verdade o que ela  tem oferecido até agora é a pseudo-liberdade. Ela diz que você pode ser o que/como quiser, mas te limita a isto, induzindo-o ao padrão socionormativo. Padrão este que não se importa se você tem condições de se submeter ao mesmo ou não, ela só quer que você seja.

(via)

Há os que tocaram/tocam a superfície, por meio dos dos ombros alheios cansados, mesmo tendo em mãos os cabos de aço de alta resistência (explorar o outro é mais saboroso?), o verdadeiro significado de "subir na vida". 
Aos demais, a real emancipação parece ser utópica, pois está para além do horizonte. Como atingi-la  se ainda não lhes foi possível nem a saída do abismo sub-superficial?


Nóia, gay e periférico

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

(autoria: lidyane ponciano / via)

Recentemente tive a oportunidade de assistir um vídeo no Facebook onde um menino (aproximadamente 17 anos) agradecia a importância de seu namorado em sua vida e também pelos meses de namoro. Dessas declarações que pelo menos 70% dos casais sentem necessidade insaciável de compartilhar as respectivas relações, publicamente.

Arriscaria dizer que é desnecessário, o amor sentido/vivido não deve ficar exposto à qualquer intempérie evitável. Mas não compete-me ditar o que é melhor para cada casal, existem diversas maneiras de expressão pelo sentimento de um ao outro, e talvez esta possa ser uma delas.

Chamam de nóia, a pessoa dependente de entorpecentes. De periférico, a pessoa que habita nas comunidades em estado de vulnerabilidade social. De gay, a pessoa que se relaciona amorosamente com outra de gênero igual. 
Problematicamente, se você for apenas um destes três, significa que é automaticamente rejeitado pela massa.

Os meninos do vídeo, aparecem com tatuagens espalhadas pelo tronco corporal, usam alguns acessórios (óculos Juliet (ao mais íntimos, Juju), boné aba curva, bermudas praianas...).
Diante disto, surgiram os integrantes do Poder Judiciário virtual que nomearam-os de chavosos, nóia, vida loka...  Você não diz que alguém é vida loka se não você não sabe qual é o conceito deste termo para ela (uma pessoa vida loka, segundo a internet e algumas pessoas, é individuo infrator que corre diariamente em busca de algo para ser teu (seja alimentos, objetos, utilitários, moeda nacional...) se aventuram e não respeitam o limite. Mas, pode ser ainda, uma vida difícil, com muitos obstáculos desvinculados ao crime, a serem solucionados.). E você não diz que alguém é nóia, partindo de suas vestes e/ou características físicas.

Sem novidade alguma, o ódio foi destilado no campo para comentários...


(extraído do facebook)

Sem empatia, o Poder Judiciário virtual e anti-ético digita/elabora textos medonhos. Na maioria das vezes, estes valentões, são integralmente diferentes no âmbito familiar. São filh@s, marido/esposa, amig@s incríveis quando estão em companhia dos teus. Virtualmente agem com diferença. Ética? Só na presença de quem desejam cativar.

Amor seletivo não é amor. Ou você é capaz de amar ao próximo independente das diferenças, ou você não ama a ninguém. Ou ainda, você não ama a ti mesmo (uma vez que seu 'dever' enquanto em vida, é amar ao próximo como a ti).
Amar ao teu próximo, este é o segundo dos maiores mandamentos. Já refletiu se tuas ações deixam teu Deus orgulhoso d@ filh@/amig@ que és? Não é o amor, o núcleo de tudo que possui vida?

E se você não crê em Deus algum, nem no amor, ao menos respeite. Não doe o ódio que você não quer receber. Não deixe de doar ódio, só porque pensas que poderia ser alguém da tua família. Deixe de doar o ódio, pelo outro ser uma pessoa humana, feito você.

Aos pais, ensinai aos vossos filhos a não odiar o outro. O preconceito ceifou/ceifa milhares de vidas (por meio de violência física e psicológica), não seja tu, participante deste extermínio...

#empatiapresente #resistirsempre

Ela é como se fosse da família!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017


(via: arquivo pessoal - mão que me segura desde 27 de janeiro de 96)

Este é uma exposição do pensamento e sentimento íntimo da uma filha de uma empregada doméstica.

Dona Jane, minha mãe, começou sua relação com o serviço doméstico remunerado aos 14 anos. Família pobre, com 6 filhos e os pais. Imigraram para o perímetro urbano e expostos à um estado de vulnerabilidade, tiveram que se dispor a qualquer trabalho para que fosse possível a sustentação da casa.
Como é sabido, quem começa trabalhar aos 14, consequentemente perde o direito à educação. À época, a mão de obra infantil era institucionalizada (ainda é em alguns lugares, pois a atividade pecuária é responsável por 40% da mão de obra escrava no Brasil, distribuída entre crianças e adultos).

Mais tarde foi sancionado a Lei Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990, que se dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente no Brasil. Neste período, a jovem Jane, completava duas décadas e três anos.

A atividade doméstica remunerada, em 2016, empregava 6,9M de mulheres, em sua maioria analfabetas.
Embora,  uma profissão oficial (digo, reconhecida pelo MT), a imagem da empregada doméstica está amplamente relacionada ainda ao período escravista.
Me aventurei buscando algumas vagas para exemplificar para você e me surpreendi além do esperado. A intenção era de relacionar os requisitos e distribuição de atividades vs. remuneração ofertada, mas o que me fez querer tecer este pensamento aqui, foi o difícil e o restrito acesso às vagas.

Pelo menos 70% das vagas estão ocultas em plataformas pagas: Provavelmente quem procura emprego, precisa do dinheiro. É impossível aplicar o que não tem. 90% só recebem currículos via e-mail: A grande maioria possui somente o ensino fundamental (ou nem isto) e não se consideram aptas para elaborar um currículo, ou não possuem um e-mail por não ter domínio na informática.
Entre outros pontos que quase impossibilita a materialização da participação no processo seletivo. As vezes acaba ficando só no desejo.
As atividades impostas são inúmeras, como já dito, muito parecidas com mão de obra escrava (não digo todos), pois se cobra muito por uma remuneração que mal paga o feijão dos filhos.

As que são mães, passam mais tempos com os filhos de seus senhores que com os filhos de seu próprio sangue. Estas são tratadas como: braço direito, mãe preta, 2º mãe, tia, quase da família...


(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Muitos 'romantizam' e classificam estes dizeres como amorosos, mas não são. Acima uma foto publicamente compartilhada por Luciana Fialho (a qual desconheço). Estes 20 anos que a Tereza passou servindo a família, ela poderia infelizmente ter perdido o acompanhamento do desenvolver de seus filhos. E com certeza, deixou de viver suas expectativas pra viver a vida alheia.
(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Problematicamente a atividade doméstica remunerada é 'liderada' por mulheres pretas (ou descendentes com fortes traços - a preta de pele clara -, mas isto não quer dizer que só elas ocupam esta posição). Genericamente, racistas (ou qualquer preconceituoso que seja) se apoia no Fulano preto que eles conhecem, o que não cicatriza ferida alguma.

A imagem da empregada doméstica, está relacionada ao ser não pensante, que faz somente o que lhe mandam, sem debater, sem denunciar a infração. E quanto à valorização da empregada doméstica, poucos a reconhecem socialmente (a minoria). Algumas ainda se submetem à negação de seus direitos trabalhistas e pois precisam do emprego e temem as consequências da denúncia.

O fato é que a cultura racista/misógina que sustenta a ideologia meritocrata/capitalista neoliberal, deseja todos os dias que estas mulheres se perpetuem, que passem de mãe para filha, neta e sucessivamente, para que eles sempre tenham a quem explorar.

Enganaram-se, as filhas das empregadas, a negritude vulnerável, estão sendo 2x melhores (é o que pede a injustiça). Conquistando altas pontuações em vestibulares cobiçados, a vitória da irmandade é a vitória de todos. "Tentaram nos enterrar mas não sabiam que eramos sementes."

Reconhecer o privilégio da branquitude é diferente de estar disposto a abrir mão dele

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Recentemente um vídeo da estréia do programa da emissora Globo, "Tá no ar" enfebreceu no Facebook. O nome do vídeo é Branco no Brasil. 

É protagonizado por Marcelo Adnet. Superficialmente o trabalho me foi interessante, mas coube uma breve análise. 

Marcelo Adnet, homem branco bem-sucedido, denunciando universalmente, o racismo no Brasil. Uma colega de rede social levantou uma questão: quantos negros existem na equipe de Adnet? Nenhum (e se tem, se quer apareceu na foto tirada que também está na internet. e se não apareceu, porque? então prefiro pensar que não tem).

Os negros, são sinônimo de monstruosidade (que rouba, mata e faz tudo é fora de lei), causam estranhamento em diversos ambientes e segundo os opressores: só servirmos para servir. Negros morrem pelo sistema racista todos os dias. RENEGADOS, uma vez que "não são filhos" de quem disse que colonizou o país. Negros são infratores só por existir (pois estão fazendo o uso da vida, que por sinal eles não têm direito, não é?!)

OS NEGROS, DENUNCIAM O RACISMO TODOS OS DIAS E SÃO CHAMADOS DE VITIMISTAS. Há que diga que exageram nos fatos e enxergam coisas onde não tem.

Quando o branco fala, todos escutam e assinam sob o que eles escrevem. Ainda mais se for branco com fama. Todos se levantam, aplaudem e jogam confetes, e o cara branco famoso passa ser o maior revolucionário da história negra no país. Todos passam a enxergar que realmente existe racismo e que os brancos possuem inúmeros privilégios.

O homem branco NÃO deve se apropriar do local de fala do homem negro, pois também é uma forma de silenciamento e revogação de seus direitos.
De nada vale o branco reconhecer o privilégio branco, se não está disposto a abrir mão dos mesmos. Enquanto isso, o protagonista reforça e endeusa sua própria imagem pública e midiática, e o número de negros na TV continua a ser desproporcional, o número de negros nas universidades continua a ser desproporcional, uma vez que a população do Brasil é predominantemente negra.

516 anos e 39 dias de Brasil e o retrocesso ainda em prevalência! Que problemático, não?!

Respiração com cheiro de luta

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

(fotografia por Luiz Evangelista - via)

Vivemos num espaço em que o sistema dita todos os teus deveres enquanto civil na sociedade e que ao mesmo tempo, não lhe oferece (pelo contrário, nega) condições dignas de um cidadão.

Recentemente um assunto que ainda é considerado tabu, foi bastante debatido por todos, nas redes sociais e também por mim, com os meus amigos. O aborto. Legalizar, não legalizar, legalizar só para quem pode pagar, não legalizar... Os que se dizem à favor da vida, efervesceram bravamente, se tornaram doutores e juízes para palpitarem sobre.

Os que se dizem à favor da vida, de modo genérico defendem suas ideias baseando-se em crenças religiosas (de modo genérico amigos, não estou universalizando). Também possuo crença religiosa, mas é necessário saber dividir o campo da fé com o campo da ciência.


(fotografia por Luiz Evangelista - via)

Em contrapartida, o mais horripilante é que eles não dão tanto valor à vida como pregam. Não enxergam as condições que vivem os meninos das ruas, chegam a negar-lhes a vida e desejar-lhes a morte por alguma determinada situação. Esses meninos tornam-se adultos e nenhum progresso vital acontece: não recebem a oportunidade de educação, moradia digna, trabalho remunerado, infraestrutura urbana, usufruto de órgão públicos...

Eles (os defensores da vida) não se importam realmente com toda e qualquer vida, somente com as que lhes interessam, as vidas que merecem (vidas burguesas). Sentem compaixão e amor seletivo, mas amor seletivo não é amor.

O sistema multiplica suas vitimas dias após dias e os pró-nascimento (vulgo, pró-vida) também não se importam. A classe oprimida se instala na cidade por conta própria e não conta com apoio nenhum (ou pouquíssimo) do poder público. A desconsideração pela vida alheia, é tamanha. Novamente, o sistema obriga-lhes a sobreviverem aos seus modos. Sem apoio ou incentivo social e econômico.

 (fotografia por Luiz Evangelista - via)

Os guerreiros da vida dormem todas as noites, com um único propósito (alguns não têm nem teto): estar pronto para o combate diário na manhã seguinte. Não se sabe se ainda estarão em vida na próxima, na próxima e na próxima manhã.
Se todas as vidas possuem valores iguais devem então serem tratadas com o mesmo amor que é pregado.

Aos que tem força e ciência, gritai por quem não é ouvido. Aos que tem fé, rogai por todos.