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cada escolha uma renúncia

sexta-feira, 10 de novembro de 2017 Nenhum comentário


esperar. verbo com etimologia bonita. se relaciona muito bem com a expectativa. essa que vem com fala mansa e te dá o direito de esperar pelo bom, mas quando decide gritar sai frustrando a ex-futura felicidade.

mas quem é que espera desprevenido?

prevenção. é esperar com subversivos, se acontecer aquilo que não deseja.

escolhas são renúncias. noite passada, com um assopro no cangote - como alguém que, com muita dificuldade sussurra "socorro!" -, acordei decidida em ser subversão pras frustrações. pras suas frustrações - eu gostaria de ser pra todos, mas no meu abraço só cabe tu e os teus problemas.

permaneço dobrada numa posição nunca explorada antes. e que a poeira me consuma! - do pó vim e voltarei.

porque, se algum dia tu naufragar, quero ser a primeira a inflar e proteger a qualquer custo esse teu peito frágil e jurar que ainda não chegou sua hora de recomeçar pra eternidade.

em solo sereno, a minha dor será indiferente - sentida com gosto. tão pequenina, se aproximada a dor de nada poder ter feito.

"muito prazer, ao seu dispor, por amor às causas perdidas..."

0800

terça-feira, 7 de novembro de 2017 Nenhum comentário

sou a lanterna pro seu desespero quando se perder na bifurcação do caminho

o ombro de ossos removidos, que te acomoda quando buscar abrigo

a que não dorme enquanto não enxugar a sua última gota de choro - e que só depois apaga a luz

a dispensável ambulante

a que lembra de ser grata pela sua vida quando se esquece

a que não mede dignidade e não cobra fidelidade

a que não enumera e não lança em rosto suas maldades

a que brilha com a mesma intensidade sempre que você clamar pelo nome

a que não é santa, nem virgem Maria
a que é amiga do seu Amigo

0800.

Caridade é salvação!

quarta-feira, 17 de maio de 2017 Nenhum comentário
(foto ilustrativa - via)

Pós trocas de algumas palavras com pessoas que acreditam que "objetos de brechó, vêm com espíritos maus", fui até um amigo para compartilharmos pensamentos, e, chegamos a um desfecho.

O Deus que tenho a honra de abrigar, com toda sua benevolência, jamais permitiria que fruto algum, da caridade, chegasse aos teus com 'corpos estrangeiros indesejáveis'. Acredito que o teu, também não.

Se alguma vez você já doou algo que não te cabia mais, foi graças a caridade e ao teu Deus. Sendo assim, da mesma forma que doa, porque não receberia? Seria você, superior aos que consomem deste departamento? Hipocrisia, não?
O universo está em constante vibração. Tudo vai e vem, hoje com você, amanhã com o outro, é natural.

Dos giros de capitais, este é um dos mais bonitos: consumo consciente, progressivo e majoritariamente includente. A caridade está presente em quem desapega e em quem adquire. Não é uma das dádivas mais bonitas? Então não há o que temer, as hostes maléficas não te atingirão!

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade."
(Coríntios I 13:1,2,4,5-7 e 13)
 
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