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Mi casa es su tambien!

quarta-feira, 13 de junho de 2018 Nenhum comentário
Antes do afeto de fato, ao outro somos estrangeiros. Psicologicamente estranhos. Coabitamos o mesmo espaço, porém desiguais e/ou conflitantes. Passageiros, instantes carregando histórias e despertando sensações.

Despertamos sensações e o afeto germina. Depois - subsequente ao afeto positivo -, a aproximação contínua. 

Quando nas trocas sentimos plenitude e o outro oferece reciprocidade, a sequência é que a felicidade seja comungada: nomeamos, amor.

O antigo estranho, agora tem nome e o convidamos à morar em casa: dois, num.

Sobretudo, a extrema aproximação não nos torna pertences mútuos.
Como hospedeiros, não podemos perder o âmago - nossas entranhas, a parte mais profunda, a alma, o intímo -, para quem o conheceu depois de nós. Sendo hóspedes, não podemos ser parasitas.

Autocuidado ♡

sábado, 9 de junho de 2018 Nenhum comentário
As palavras que cruzam contra a minha boca não são sábias, mas tu sabes bem para onde direcioná-las. Enquanto em minha língua permanecer o calor, queimarei as suas feridas. 

desgraça reprimida é a pior desgraça

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
nos picos da desgraça as nossas pessoas demonstram condolências, dizem ficar à nossa disposição e quando as solicitamos - comumente - dizem: "essa fase vai passar!", "vamos para o lugar x e você esquecerá"...
mas até a desgraça é para ser vivenciada. chorar o necessário, expelir a mágoa, contar às paredes, rebelar-se sob o chuveiro... 
o que reprimimos, aumenta feito a bola de lã que dona Jane enrola enquanto desmancha aquela blusa que não a serve mais. a intenção é sempre a mesma: fazer uma nova peça, mas os afazeres clamam e nunca sobra tempo. ficará guardado por tempo indeterminado, como os sentimentos que fugimos nas horas más.
sentar na sala sem dizer nada é mais cuidadoso do que mensagens clichês. só precisamos saber que podemos estar em companhia de quem não nos cobra melhora imediata e está pronto para nos ver num estado detestável. esses são os ombros que nos desejo.
sabemos que vamos superar. no fim da linha subsiste uma força. e depois, esse fim deixa de ser fim.

Valei-nos

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
Outro dia veio a notícia de que a 'prova do pecado' do outro, fora atirada sob a porta do templo para que no próximo culto fosse encontrada pelo primeiro despreparado. Não se sabe quem fora.

"Pior do que os que praticam o mal, são os que podem, mas não fazem o bem". Fazer o bem, às vezes é não fazer nada diante das circunstâncias alheias que não nos cabe intromissão. 

Haja compaixão pelos que tentam corrigir o próximo à sua maneira, decretando punições. 
Rogo misericórdia por todos - mas a misericórdia não ameniza o linchamento momentâneo que o transgressor, segundo os princípios de fé dos juízes, é submetido.
Eu que sequer tenho forças, faço como Ana: "...falava no seu coração; só se moviam os seus lábios, e não se ouvia a sua voz..."

Tem gente que martiriza o Cristo todos os dias, selecionando espíritos à pena de morte e excluindo-os do direito de salvação. Parece que também foi lhes dado o poder nos Céus e na Terra...

Gosto muito mais do "Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei", do que "Afastai-vos de mim porque não vos conheço".

Salmos. O livro dos  justos, oprimidos, cansados, aflitos e transgressores arrependidos. "A ira de Deus dura um momento só, mas a sua benignidade é eterna."


Querido, é a vida

domingo, 14 de janeiro de 2018 Nenhum comentário
"E dentro de cada poça, por menor que fosse, haveria o céu... o céu que às vezes um passarinho desmanchava... um passarinho que tinha sede e sem saber desmanchava o céu da água com o bico... ou alguns passarinhos escandalosos que desciam das folhas como raios, se enfiavam na poça, tomavam banho com as penas arrepiadas e desmanchavam o céu com o barro e bico e asas... Contentes..."
(Capítulo XLIX, de "A praça do Diamante")

"... ainda que no mundo haja tanta tristeza, ele sempre ainda pode ser salvo por alguém com um pouco de alegria. Alguns passarinhos, por exemplo." 
(Posfácio de "A praça do Diamante", por Mercè Rodoreda)

pretérito imperfeito

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018 2 comentários
a quarenta anos mais
se lamentares arrependimentos
direi que até quando pecasse
fosse por amor.
 
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