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O padrão de vida moderna

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O novo modelo de formação de vida, está cada vez mais moderno. Ferindo e tornando indigna, a relação social na escala homem-homem.

Tudo é individualizado, a coletividade deixou de ser promovida - e consigo, o interesse pela democracia - todos anseiam por uma vida autossuficiente, ninguém quer 'precisar' do outro. Competitividade em tudo.

As habitações, todas reservadas, com o menor contato possível com o externo. Os utilitários, pessoais, nada de coletivos ou partilhar carona. A vida na cidade, só acontece o necessário: comércio e serviços. As coisas se desenvolvem nos bastidores, nada se vê, nada se partilha.

O problema do outro, é só do outro, sustentação do pensamento meritocrático, aflorado: "cada um tem o que merece!". Empatia abaixo de zero.

O conceito moderno de se viver, assassina o sentido da vida.

O direito à vida está sendo negligenciado, enquanto robôs estão sendo produzidos para servir. Trabalha, trabalhar, trabalhar; acumular matéria... Menos participação na sociedade civil, e enquanto isso: "o Estado que decida!".

É preciso reconfigurar os sistema de formação de vida social, enxergar a importância da relação humana. 
Que sejamos sensíveis o suficiente, para aplicar vida no que é vivo, e tornemos essencial a nossa coexistência. Não sejamos sujeito-objeto. Que sejamos corajosos! Emancipemos-nos!


Desconstruindo olhares em 2017 (o ano dos desejos)

domingo, 1 de janeiro de 2017

(via)

Espero que a tua transição anual tenha sido incrível. Desejei abundância de tudo que é bom para alma de todos. A minha foi tranquila, simples e com muito amor: eu e dona Mari (vulgo, minha mãe) fizemos uma torta de legumes (aboliu o frango por mim) e sentamos à mesa. Depois nos desejamos boa noite, ela foi dormir e eu assisti algo até dormir. Fui extremamente grata pois outra vez meu Deus me proporcionou mais um momento incrível com uma das donas do meu coração.

Não compartilhei mensagem alguma, mas pude acompanhar as que foram publicadas através de minhas redes sociais. As mesmas mensagens clichês copiadas e coladas, como eu já disse em outra postagem, as pessoas "estão sem tempo" de escrever coisas novas.

Mas o que me faz estar aqui agora, é o desejo unânime de que será um novo ano, que trará coisas e pessoas novas, que permitirá concluir todos os sonhos, que proporcionará momentos para solucionar as desavenças, que o universo orbitará na vida de todos... 

Mas nada disso chega voando e paira sobre você. O desejo é só o inicio. Trouxe então, um texto que produzi no semestre passado (informal e para uma disciplina em especifico), para que eu e você possamos refletir sobre o nosso olhar e o que realmente queremos para o mundo.


"Antes mesmo que você conheça a luz do sol, as pessoas que te amam, começam a te imaginar de modo que eles querem que você seja. Quando finalmente você consegue abrir os olhos pela primeira vez, após nove meses em meio à escuridão - ou até antes - já começam a te rotular. Ao se referirem a você, elas usam aqueles pensamentos que a maioria dos indivíduos julgam ser o bonito, o correto na sociedade e na vida. Pensamentos esses, que são passados de geração para geração, um conhecimento empírico: o senso comum.

Em contraponto, existe a desconstrução desses pensamentos introduzidos a você ao nascer, o olhar não superficial, os porquês: a sociologia (a empatia, a compaixão, o amor...).

De um lado, os que se alimentam de senso comum, do mesmo modo de pensar, vivem como se estivessem dentro de um pote fechado com outros indivíduos que se alimentam da mesma fonte. Que não buscam outras águas, outros sabores e se dizem estar saciados com as que estão acostumados. Para alguns não lhes foram dada a oportunidade de acesso ao conhecimento, para outros defendem a ideia de que é o melhor meio de protegerem seus valores hereditários. E pra estes, todos os que estão do lado de fora (do pote), de alguma forma são imorais.
Do outro lado (fora do pote), existem aqueles indivíduos que enxergam esse pote tão pequeno e superlotado. Não os cabem ali. Sentem a necessidade da desconstrução, da ressignificação das coisas. Não aceitam tal pensamento, só porque foram lhes dito sem porquês ou justificativas. Sentem a necessidade de conhecer, redescobrir, de estudar o intimo do ser. Eles adentram aquela ferida que os outros - que vivem do lado de dentro - sentem receio em tocar. Descobrem a causa, o melhor remédio para o ferimento, ou ainda, buscam transformá-la em uma virtude para que todos os outros não a classifiquem mais como o mal. Estes praticam a sociologia e todo aquele combo necessário para a vida humana.
É necessário que o pote se quebre, sem grosseria pra não cortar mais ninguém, já existem muitas almas feridas (que possivelmente não conseguiremos consertar até o fim do mundo). Levará um tempo, mas não deixe de acreditar que um dia viverá num universo onde todos romperão os preconceitos e julgamentos, desconstruirão os olhares e formarão novos conceitos sobre os valores de uma sociedade."

Fala sobre o senso comum e o olhar sociológico, quanto a vida em sociedade. Desconstruir-se é necessário. Denunciar o não-certo é necessário para uma vida e relacionamentos saudáveis. 
Como disse, o desejo é o inicio. Deseje e seja a revolução! E em tudo o que tocar, adicione amor.