Enquanto encontro, encanto

sexta-feira, 2 de novembro de 2018
Quem dirá, pois, que não valera
o breve arrepio do beijo devasso?
A surpresa do abraço repentino?
O sonhar com a vitória da batalha inerte?
A recepção de um olhar piedoso?

Ora, não são também inigualáveis, as felicidades miudinhas?

O que há a ser perdido, ao executar as não promessas?
Não há encantamento no que quase nada - ou nada - surpreende.

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