Se tens a quem amar

domingo, 14 de outubro de 2018
Nos tempos sombrios meu peito salta com mais força.
As emoções ficaram mais flácidas?

Tenho o mesmo sentimento da criança que espera pela retirada do sutiã:
hora desespero, noutra felicidade.
Ficaram mais afloradas as sensações?

Eu não tenho nada.
Nem a posse da contenção.

Não há tempo mais preciso que este para que amem, os amantes.

Minha história é dureza e ainda não aprenderam a me amar.

Eu escrevo porque sofro.
Em múltiplas unidades.
Quando não estou escrevendo, estou sofrendo.

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