Amanhã talvez não seja, o que hoje parece ser

domingo, 7 de janeiro de 2018
A convicção é uma coisa que até os sábios omitem ter - subentende-se. Desconfio dos que juram que suas crenças são absolutas. As coisas nem sempre são o que parecem e noutra hora a gente desperta e descobre o tolo que foi - ou não. Há um tempo acreditei com excelência, que precisava justificar porque era quem eu era ou deixava de ser. Depois, descobri que fazendo assim, destravava o gatilho para que soubessem onde em mim havia mais vulnerabilidade. Também admirei o inverno, até descobrir que não era recíproco - pelo contrário, maus tratos ao extremo. Mas o tempo é rei, e aos que ouvem, diz, se a tal verdade/convicção prevalece. 
Você não pode coagir os outros para que acreditem suas verdades - infelizmente, nem nas coisas boas; menos ainda, nas demagogias. A menos que não esteja tentando ser uma boa pessoa. E se está tentando ser uma boa pessoa, deixe livre os que te escutam. E se os seus não quiserem acreditar suas verdades, isso não define o que sentem por você, os bons se atraem, independentemente, se análogos ou opostos. Mas você não precisa acreditar no que eu digo.

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