confronto efêmero

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018
o café do meu amigo parece sempre estar mais cremoso. capturo uma foto no ápice de minha beleza e arquivo depois de descansar sobre o retrato da moça mais bela no mundo.

são as impressões referenciais do que é belo tentando iludir. a desgraça é lucrativa pra ascensão capitalista: "em busca da debilidade espiritual e da abstratificação do real" - meu eslogã pro capitalismo.

a esperança pelo dia que desnudarei a alma, não se abstêm. com tempo, decerto dedicarei graciosamente à mim, minha melhor admiração, como o velho Gaudí¹ a observar a Sagrada Família.
"…uma obra que está nas mãos de Deus e na vontade do povo" - disse.
Gaudí se foi em 1926 e a obra ficou à concluir - a previsão é pra 2026. uma arte coletiva, cada contribuição é indispensavel, sagrada. 

não há quem esteja pronto ou apto à se definir, somos seres mutáveis com sentimentos ambulantes.

deixemos de ser hostis conosco. fragmentemos as balizas do sistema. não evitemos de parar para a contemplação da vitória por temermos ser atropelados - o medo arquiva os sonhos mas os sonhadores arquivam o medo. sejamos corajosos pra reconhecer que somos vencedores. como nós.

¹Antonio Gaudí, arquiteto catalão, aos 75 anos faleceu após atropelamento - por um bonde a 10km/h - enquanto observava a Sagrada Família.

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