calcifiquei-me

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018
não estou mais à flor da pele, ferida ardendo a sangue frio, para que toque e saia limpando as pontas dos dedos, como quem tenta destruir a evidência de que estiveste aqui. não estou mais em cartaz para que pague por uma noite de exibição. minha carne deixou de ser de segunda, não caibo mais no teu orçamento, aprendi a escorregar pelo furo no bolso. eis-me aqui, cuspindo muito mais ferro que sangue quente.

Nenhum comentário

Postar um comentário

 
INÍCIO | PRA TI SOU ELI | CUBO URBANO? | EU, VITIMISMO | ARQUITETURA | POESIAS | CONTATO


Desenvolvido por Michelly Melo
Ilustração por Gabriela Sakata
CUBO URBANO 2014 - 2018