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e o ápice?

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

um registro, um punhado de sentimentos materializados ou uma tentativa de solidificação de lágrimas felizes.

dessa vez, tô tentando falar do sentimento que se nutre sem presença dos corpos.

(quando a gente tá apaixonado, pensa que é só. se encerra pro externo e se faz pequeno. e não é que ser pequeno te faz menos nobre. se fazer pequeno é tão digno quanto se curvar em reverência ao que é santo. mas não é dessa paixão que tô tentando falar.)

santo! santo pra mim é o que não se corrompe.  que tem ingenuidade no interesse, que quase esvazia os pulmões, que obstrui a drenagem salival, que faz nascer o mar dentro de duas esferas... e dessa vez, não é o coração visceral - suscetível a enganos - se manifestando. é uma coisa mais certa que a certeza desse projeto de existência. uma coisa que é o ápice até que prove outro ápice.

que dignidade tenho pra escolher os amores? quem é que tem? a gente cativa, conquista, tece laços, democráticos, justos e carinhosos. ao nosso alcance, porque quando apertar mais pra um, que pro outro, é quando deve  decidir, se cabe ajustar ou desmanchar...

eu tô tentando falar duma coisa transcendental. não do sentimento desse coração visceral - suscetível a enganos.
uma coisa que só sei que é quando se manifesta, que sem busca a encontro.

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