o que fizeste até aqui?

(ilustração de Julia Bereciartu - via)

deslizou os dedos sobre a pele dos seios e sentiu a textura das estrias interrompendo a unificação do todo. o colágeno existente deveria estar honrando sua existência, considerando a idade da matéria. o que mais teus seios têm, além das estrias e os dedos quentes ali presentes? uma vida monótona até a velhice? mas são só seios, fazendo valer cada víscera. 
e quanto à si? o que fizeste até aqui? omitiste sentimentos, externalizaste coisas incríveis com indivíduos mais incríveis que as coisas, partilhaste momentos prazerosos, iniciaste processos que lhe colocara em dúvida sobre a continuidade... enésimas reticências, pausa para pensamentos...
mas, priorizaste cada segundo respirado? passarão-se os tempos e te resumirá a reticências? reticências indicam interrupção. escolhera que, reticências não mais seriam dignas para lhe representar. 
"o que se destrói quando se distraí? o que se constrói quando a vida vai?"
tic tac, tic tac, tic tac... hora dessas, acordarás no paraíso..

extrusão



(ilustração de Kathrin Honesta - via)

se precisar implorar pra ficar
é hora de permitir o adeus
desabrigar 
individualizar
dualidade, é a dois
perdoe quem foi que disse que é comum doar sozinha
fardo pesado é não saudável
acalme
apague (não precisa ser de vez)
insubstituível? nem pensar
tu é jardim de primavera o ano todo
a erva daninha que procure outro lugar.

O que é arquitetura inclusiva?

 (fotografia ilustrativa ao texto / archdaily, acesso em 13/07/2017 às 20:20)

(vimeo, acesso em 13/07/2017 às 20:31)

Antes de escrever este texto, pesquisei alguns escritos sobre arquitetura inclusiva. Curiosidade esta, provocada a partir de uma publicação nas redes, deste projeto da foto acima.

Trata-se de um edifício de uso misto (comercial ou residencial) inclusivo com apartamentos flexíveis destinados à estudantes, jovens casais, solteiros ou pessoas idosas...
Em algumas analises breves e superficiais, nota-se que o projeto não é inclusivo em sua plenitude. Considerando que o mesmo possui somente escada (pessoas idosas?), calçada lateral inclinada no sentido transversal (acessibilidade?)... Mas deve-se considerar outros valores que foram priorizados, tais como: consumo racional dos recursos naturais, fortificação das relações sociais comunitárias, inclusão social da classe trabalhadora...

"[...] arquitetura inclusiva é a arquitetura que respeita a diversidade humana e gera acessibilidade para todos." (definição genérica da internet)

A inclusão, na arquitetura sociológica não deve ser generalizada, trata-se de diversas oportunidades que podem ser (estão sendo) proporcionadas: promover a independência aos portadores de necessidades especias; promover acesso ao espaço social; mobilidade urbana; direito à moradia (flexibilidade, economicamente includente, humanização...); direito à cidade (ser parte dela); direito e acesso aos equipamentos públicos sem restrições...
O contexto e infraestrutura urbana onde a arquitetura será aplicada, é de essencial importância para o funcionamento da proposta, de modo a zelar pela qualidade de vida e bem-estar da pessoa humana.

A relação homem-espaço não tem priorizado o humanismo. Ao contrario do que muitos a consideram, a arquitetura não é só mais produto para embelezar a vitrine do capitalismo.

Arquitetura é sensibilidade, humanismo, abrigo, história, proteção, afeto, bem-estar, flexibilidade, poesia, arte-técnica[..] Arquitetura não é casa-dormitório, produção em massa (cópia e cola), tampouco exclusividade da classe dominante. Arquitetura é funcional, direito à moradia digna é respeito à vida.

✅Leia também: A cidade como produto na vitrine do capitalismo

O silêncio entorpecente...


O vero intuito de sororidade (irmandade) está a cada momento mais disperso: feminismo seletivo e excludente, nós por nós e girls power para todas, exceto para a de classe e etnia vulnerável. Esta só serve para servir, ideologias colonizadoras perpetrando vidas.

Não quero fazer parte da fatia que não honra o significado de sororidade. Ainda acredito no 'nós por nós' - ainda que utópico -, seletivo e à minha maneira.

A demanda do opressor é o teu silencio.

Se você deseja partilhar algum fato, me envie um recadinho. Disponibilizo os ouvidos da alma (vale áudio de duzentas horas), doo apoio emocional e sirvo um cafezinho virtual. Prometo paciência, compreensão e respeito...

📩urbanocubo@gmail.com

Conteúdos consumistas fazem mais sucesso?

(imagem ilustrativa ao texto / via)
Há não muito tempo assisti a um vídeo sobre sucesso, onde uma moça dizia que as pessoas a perguntavam porque ela não fazia sucesso com o conteúdo produzido e postado no Youtube.

Os blogs, revistas, canais, páginas, perfis (e outros) que 'mais fazem sucesso', claramente são os que produzem conteúdos que de certo modo fazem apologia ao consumismo, exibindo composições de fotos e dicas que fazem saltar os olhos, divulgações patrocinadas pela marca X, e o crescimento é certeiro. Todos gostam de estado social notável e reconhecido.

Sucesso possui um conceito intrínseco e relativo. De modo exemplar, o Cubo urbano, ainda um bebê, alcança um publico N com média de 75-90 visualizações diárias quando divulgado. Impossível de se comparar com outros blogs que acompanho e tenho conhecimento de que possuem um número absurdo de visualizações diárias. Independente do número, para mim é sucesso. 

Acredito que o conteúdo chega a quem se interessa pelo mesmo. Não é valido ter inúmeros acessos irrelevantes. O certo é, pouca gente (considerando toda a massa que possui acesso a esfera digital) se interessa pelo assunto que o Cubo e outros meios relacionados compartilham. Majoritariamente, as pessoas estão perdidas e sem tempo (ou paciência) para pautas reflexivas.

Sucesso, para o outro, é algo distinto do que me é. Conquista, para mim, é atingir o alvo certo/desejado pelo caminho que tenho disponível, de modo satisfatório a mim e ao outro..

O que é sucesso para você?



menino 'basquiart', 2017.







natural, sem filtro


foto inspiração


FICHA TÉCNICA:
Nome: Menino 'Basquiart' - menino: pela morte ainda jovem e basquiart: basquiArte
Elementos da composição - Traços em lápis de cor, cor preta, Faber Castell; Cabelo em fios de lã, cor 0940, Círculo da linha Mollet; Vestimenta em colagem de papel, texturas extraídas de revista e papel color set. 
Dimensões: Altura 0,193 m x Largura 0,15 m. 
Duração da criação: Inicio em 21:37 de 30/06/2017 e conclusão em 01:12 de 01/07/2017.
Desenvolvido por: Elizena Belizário.

CONCEITO:
Delicadeza e simplicidade impressas na flor de papel, de modo a provocar um olhar de reflexão sobre sua história, contrapondo a visão de agressividade devido aos seus traços 'com pouca técnica' (antes de ser classificado como integrante dos movimentos estéticos: neo-expressionismo e primitivismo). Expressividade nas diversas estampas escolhidas, referenciando o vigor e emoção contidas em suas obras. 

NOTA:
A solitude tem sido companheira e pontual, temos encontros inesperados a qualquer hora e escolhi tratá-los como experiencias positivas, prazerosas, artísticas e reflexivas. Sob controle do meu espirito.

Permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desde que a autoria não seja omitida.


Para download: Papel de parede calendário - 1600px x 1200px (clique na imagem para download em tamanho original)