Competitividade afetiva

A competitividade afetiva, termo desagradável de dizer, tem marcado forte presença entre os gêneros e em sua maioria a competição é travada pela busca da proteção de um relacionamento afetivo.

Fui vitima (#alouca) de distanciamento por oferecer risco ou parecer ameaça à uma relação alheia precoce, durante o ensino médio. Fui vitima também por outras poucas vezes.

Referenciando a postagem penúltima, complemento aqui, dizendo que o motivo do tal distanciamento pode ter sido minha inconveniência indesejada, e se foi isto a vitima não era eu. Talvez, tenha estado muito presente e uma das partes sentiu-se invadida. Me afastei, pois este era o desejo alheio.

Embora suspeita para dizer, nunca fui ameaça alguma. Era a garota menos provida de beleza e tinha ciência disto. A única coisa que me permitia não ser tão invisível, era meu boletim de notas. Meu desempenho acadêmico era dos melhores e era considerada somente por este mérito (exceto pelas pessoas que foram capazes e humildes e se deram a oportunidade me conhecer integralmente).
Diante de minha classe, gênero e etnia, a sociedade sempre me viu/verá como ameaça e inconveniente, independente do que eu faça.

Você não sabe o que acontece dentro do outro, talvez haja interesse pelo que está em companhia alheia, talvez não. Não se deve ignorar/afastar/evitar esse outro porque "fulan@ acha que o mesmo tem interesse no seu parceiro".
Relacionamentos não deveriam ser eternas competições e barreiras. É heresia, uma vez que o intuito de amor não é isto, não? Qual o conceito de amor para você? E a prática, é outra?

Se as pessoas que te veem como importante são definitivamente ameaças à tua relação, desejo puramente e profundamente que esta nunca se rompa. Se assim não for, quem lhe restará depois?

Extermínio não é a solução! E a evasão, nem tampouco, traz proteção.

Tua provocação é manifesto covarde

Já fiz questão do coração saber que agora não é o momento adequado para te desejar. Te quis antes, e, por vezes te quero para agora e depois.

Mostrei-te todos os sinais possíveis, mas o que podia oferecer não era o suficiente para satisfazer-te. Minha mente quando sã, compreende isto. Meu coração pouco saudável, louco por perder o que nunca teve, não aceita tua partida.

Em processo de reconstrução, sigo em busca pelo sucesso do exercício em curso. O transtorno pós traumático é árduo, mas superável.

Mais do que petição, rogo-te, que deixe-me recuperar pacificamente, só. Não venha mais, com diálogos que me fazem submeter à recaídas. Não diz que sou incrível, eu não acredito. Não faça qualquer coisa que sabe que me ferirá. Para o coração, a covarde fui eu, e talvez tenha sido. Me ajude, só ficando em silêncio.

Se não está pronto, então não me provoque mais, este ato é para covardes. E à mim, você é um dos corações guerreiros  que a Terra tem a honra de doar abrigo.

Inconveniência indesejada



Poderá você, ter se sentido inconveniente em algum momento de tua vida, ou talvez, sempre teve a prudência para evitá-la, isto é bom.
Volta e meia, pego-me sentindo inconveniente, é quando sei que devo me policiar e analisar a situação.

Tornar-se importante para alguém que você sente carinho, é uma das melhores e mais importantes realizações da vida. Mas a inconveniência é um dos inimigos que te impede de alcançar tal mérito e absolutamente ninguém quer estar próximo de pessoas insensatas. É desagradável.

É certo que quando você sente afeição por alguém, o desejo de estar sempre próximo, acompanhado, tomando conhecimento de como anda o curso vital, é ininterruptível. E por estar afoito e sedento, não percebe que talvez este alguém não esteja sentindo-se confortável em partilhar algo contigo. E quando partilha, é por educação (obrigação), isto não é bom.

Penso que já fui inconveniente por diversas vezes, alguns foram gentis e me acionaram, outros sentiram receio em me magoar. Não é porque alguns me são importantes que devo ser à eles também. Hoje, quanto mais imperceptível eu for à quem não me deseja, melhor.

Invista teus sentimentos progressivos em quem está pronto para recebê-los sem restrições.

​Coexistência submersa (sin tu permiso)

Permaneci numa constante observação não planejada e não tão facilmente concluí que somos peças semelhantes, refletimos em ações simultâneas, pensamentos fora de pauta nos escolhem em tempos iguais ou próximos...

Não nos encaixamos e contraditoriamente à lógica, isto não me faz ficar triste. Dizem que os semelhantes se distraem, digo que esta afirmação não se faz veraz em nós.

Certamente, você ainda não sabe que existe o nós, peço então que não te assustes, tentarei algum dia, desenrolar o emaranhado deste nó(s). 

Sou a sombra de tua matéria e tenho te seguido por todos os cantos que lhe cabe e oferece abrigo. É provável que ainda não tenha me notado, visto que mais importante que a sombra, é o causador da mesma. Vejo tudo, você não me vê. Vivo intensa e submersa, quando mergulhar em si, me encontrará.

Minha existência é paralela. Você é ouro puro e eu o reflexo iluminado, você é a suma importância e eu o complemento consequente. Você é objeto e teu amor é sol que ilumina todas as tuas faces. O motivo dela se abrir todos os dias, é você. Como sombra, sou o resultado de uma parceria pura, sincera e recíproca. À noite, sombras desaparecem.

Com sensatez, me sustentarei aí dentro, imperceptível. Não te aflijas, navegarei por longas datas e quando chegar minha hora, conscientemente te abandonarei. Por enquanto, peço que não subverta-me.

Dona de parte da minha imensidão afetiva

Há algum tempo, se fez forte e presente em minha vida alguns obstáculos que ainda não soube superar. Vez ou outra me rendo à desesperança, quando me vem à mente e sem querer permito descer ao coração. 

Sou imensamente graças ao Jesus, por serem problemas materiais. Os defino como impossíveis, palavra esta que o meu Deus desconhece. Embora enfraquecida, minha fé é intensa, visto que de minhas mãos não há o que ser feito.
Ele disse: "Não tenha medo, você, que é muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte!..."
Daniel, 10:19
Busco a presença dEle sempre e pós ouvir o coração, feito Daniel, me sinto fortalecida. Isto é bom!
Problemas maiores atravessam a vida de meus iguais, por isto rogo ao Jesus quase todas as noites para que não abandone aqueles que lhe busca, os que não lhe busca, os que se fazem importante à mim e minh'alma.

Despercebidamente, humanos, permitem que os maus pensamentos fiquem em prevalência aos bons. É automático, irresponsável.

É certo que fiquemos atentos aos sinais (se houverem). Hoje chorei por um motivo digno de minha emoção. Serei tia de uma mocinha que ainda não tem ciência do arraso (bom) que causa aqui, com 0.27m e 0.240kg, coração valente pulsando com toda a força que lhe é permitida por Jesus.



Cativador irresponsável

(via)

Em algum momento de tua vida, (provavelmente) conhecera alguém que teve a audácia de cativá-l@. Alguns ficaram, sustentaram a responsabilidade. Outros, saíram para nunca mais voltar. Outros, só tiveram a intenção de provar o seu "poder de conquista", alimentaram o ego e estavam certos de que não ficariam desde o inicio. Outros, fez isto ingenuamente. Outros...

O cativador pode ser aquele que jamais se esforçou para tal . É possível conhecer o outro sem literalmente o conhecer (creio fortemente nisto), e diante disto, o mesmo estará propenso à te cativar sem ter conhecimento ou sem te conhecer, um exemplo, é a relação fã-ídolo. Neste caso, a situação inclina à ser saudável. 

Quando trata-se de você-fulano, (a amplitude é divergente da situação anterior) esta pode não ser das melhores probabilidades que poderia ter acontecido. Pode ser problemático, pois dificilmente saberás qual o momento em que deverás interromper este vínculo vivido por apenas uma das partes. A vontade sempre será de adiar o fim e permanecer no incerto. Querer viver o inconcebível, é perigoso.

Árduo é, desvincular-se do outro que se faz importante em tua vida. Quase sempre, ninguém planeja o rompimento de uma relação (seja qual for: amorosa, amizade...), o que causa impacto direto no comportamento físico e mental. 

A superação da perda do que nunca esteve contigo, é um obstáculo gigantesco.

Se você tem conhecimento do perigo, certamente o evitará. Mas em sua maioria, este sentimento usurpa o sistema de proteção que você garante para consigo, consequentemente te invade. 
Em alguns, resultam em maior impacto que aos outros. É irracional, natural do processo vital.