Machismo nas "melhores" convivências

(rainha, no teu reino, reina tu. / via)

Como se pode perceber, o adjetivo "melhores" está entre aspas. Neste contexto, significa que o objeto está sendo herege, professa o que não pratica. 

Em lugares como templos de adoração e instituições de ensino (e outros...) a falta de respeito e reconhecimento com mulheres tem feito forte presença. Não generalizarei e falo-vos pelos acontecimentos que venho percebendo nos ambientes que frequento sempre.

Eu, e penso que você também, não vamos à igreja (seja qual templo for) para ouvir discurso machista de homem também pecador, de matéria feito a nossa, impondo regras segundo sua visão de santidade... O intuito é outro. 
Não vamos à curso algum (onde a diversidade deveria ser respeitada) para ouvir discurso (de ódio) machista de homem que pensa estar degrau acima das mulheres (por ter inúmeros mestrados) e por ser o patriarca e provedor da casa (dele).
Anos e anos de luta por equidade e ainda não obtivemos total vitória, e justamente por isto devemos seguir junt@s, repreendendo, ouvindo e debatendo, não só este mas toda e qualquer ideologia de ódio.

Os julgados "melhores" centros de convivências, estão alimentando almas e conhecimentos (...) juntamente com aquilo que não é bom, a essência está escorrendo por entre os dedos.

Atente-se para que não te sirvam joio como trigo. Não permita que o teu desenvolvimento material e/ou imaterial seja 'conduzido' por pés de caminhos tortuosos.


Caridade é salvação!

(foto ilustrativa - via)

Pós trocas de algumas palavras com pessoas que acreditam que "objetos de brechó, vêm com espíritos maus", fui até um amigo para compartilharmos pensamentos, e, chegamos a um desfecho.

O Deus que tenho a honra de abrigar, com toda sua benevolência, jamais permitiria que fruto algum, da caridade, chegasse aos teus com 'corpos estrangeiros indesejáveis'. Acredito que o teu, também não.

Se alguma vez você já doou algo que não te cabia mais, foi graças a caridade e ao teu Deus. Sendo assim, da mesma forma que doa, porque não receberia? Seria você, superior aos que consomem deste departamento? Hipocrisia, não?
O universo está em constante vibração. Tudo vai e vem, hoje com você, amanhã com o outro, é natural.

Dos giros de capitais, este é um dos mais bonitos: consumo consciente, progressivo e majoritariamente includente. A caridade está presente em quem desapega e em quem adquire. Não é uma das dádivas mais bonitas? Então não há o que temer, as hostes maléficas não te atingirão!

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade."
(Coríntios I 13:1,2,4,5-7 e 13)

"Poesia é ato de revolução!"

Poesia é um gênero literário caracterizado pela composição em versos estruturados de forma harmoniosa. É uma manifestação de beleza e estética retratada pelo poeta em forma de palavras. (via)
Ainda não encontrei texto algum, que fosse fiel quanto ao conceito de poesia em sua plenitude. Sempre faltará algo, mas, um é complementar ao outro, sendo assim, conclui-se que as definições são infinitas e singulares aos indivíduos.

Na Estética filosófica, (genericamente) Arte é tudo o que proporciona emoções e sentimentos ao homem: percepção, sensibilidade, sensação, reflexão... 
Nem todo belo é bonito; nem todo bonito é belo. Um exemplo do feio que é belo: Uma gravura ou picho expressivamente agressivo, trágico, grosso, perturbador, obscuro mas que passa uma mensagem de resistência, luta, emancipação... Um exemplo do belo que é feio: Uma representação artística, agradável, com traços leves e sensíveis, em tons pastéis mas que representa a vulnerabilidade social que oprime a grande massa.
Na poética, existem os que discorrem sobre os problemas sociais estruturais ou atuais, com palavras bonitas, quando na real a mensagem denunciada é gatilho para se pensar.

Sendo assim, identifico a poesia como Arte da Estética (apenas uma das inúmeras classificações), pois é capaz de despertar múltiplos sentimentos, podendo ser bela ou feia (segundo a explicação grotesca anterior), sensações boas ou ruins.

Alguns gritam aos poderes pelas ruas, cantam com tambores, gravam nos muros, fazem preces em silêncio... Outros, expiram poesia. Outros ainda, são excessivamente bons e sua essência é composta por um poucochinho de cada expressão.

Em tempos de ódio, poesia é ato de revolução!
É arma contra a opressão do não amor,
É punho em combate contra a dor...
É sonho!
(Caique Vilela)

Como proceder em casos de ameaça ou violência contra a mulher?

(foto ilustrativa - via)

A mulher vítima de violência ou qualquer tipo de agressão deve denunciar o agressor. Para isso, ela pode se dirigir a uma das unidades da Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência - Ligue 180, um serviço de utilidade pública, confidencial e tem amparo na Lei Maria da Penha. As ligações podem ser feitas gratuitamente de qualquer parte do território nacional.

O serviço é oferecido pela Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, desde 2005. O Ligue 180, que funciona como disque-denúncia, tem como finalidade receber denúncias de violência e orientar as mulheres sobre seus direitos e a legislação vigente, encaminhando-as para os serviços adequado, quando necessário.

O primeiro passo que a mulher vítima de violência deve adotar é denunciar o agressor. Em seguida, realizado o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial encaminhar o caso, para o juiz irá apurar a situação para iniciar o processo. As denúncias são encaminhadas para o Ministério Público de cada Estado com cópia para a Segurança Pública e tem apoio do Programa Mulher, Viver sem Violência’.

Qualquer pessoa, que não esteja diretamente ligada à agressão, também pode formalizar a denúncia, informando e revelando em detalhes o acontecido, que será encaminhado às autoridades competentes da região do demandante. Os tipos de provas contra o agressor podem ser úteis: fotos, ligações registradas, gravações, e-mails, mensagens do whatsApp com ameaças, além de testemunhas que presenciaram o fato ou situação.

Outra maneira de receber orientação e atendimento nos casos de violência é procurar outros órgãos responsáveis como Defensoria Pública, Ministério Público, Centro de Referência de Assistência Social ou a Vara de Violência Doméstica e Familiar. Em algumas regiões, existe Casa Abrigo, para acolhimento provisório de mulheres e seus filhos que estão em situação de risco.

Além disso, diante da gravidade do caso, a mulher pode ser favorecida com medidas  protetivas, que são utilizadas para separar a vítima do agressor. Na prevenção à  violência e proteção à mulher, a Lei Maria da Penha nº 11.340/2006 prevê as medidas protetivas de urgência, que devem ser solicitadas na delegacia de polícia ou ao próprio  juiz, que tem o prazo de 48 horas para analisar a concessão da proteção requerida. E estabelece que a vítima não pode entregar a intimação ou notificação ao agressor, sendo obrigatória a assistência jurídica à vítima e prever a possibilidade de prisão em flagrante e preventiva.

O Ligue 180 funciona todos os dias da semana, durante 24 horas, inclusive ao finais de semana e feriados, e pode ser acionada de qualquer parte do Brasil e outros 16 países (Argentina, Bélgica, Espanha, EUA (São Francisco), França, Guiana Francesa, Holanda, Inglaterra, Itália, Luxemburgo, Noruega, Paraguai, Portugal, Suíça, Uruguai e Venezuela). As atendentes da central são capacitadas em casos de gênero e políticas governamentais para as mulheres, atuando numa escuta solidária aos relatos, e são orientadas para prestar informações sobre os serviços disponíveis no País para o 
enfrentamento à violência contra a mulher.

A Central também atende as brasileiras que vivem no exterior, especificamente na Espanha, Portugal e Itália. As ligações ao disque-denúncia, sempre gratuitamente. O 180 Internacional permite à brasileira que esteja sofrendo violência no exterior possa ser atendida pela central no Brasil e obtenha orientações sobre seus direitos e auxílio oferecido pelos consulados brasileiros e serviços providos por esses países para um atendimento adequado. 

Mulheres em situação de violência na Espanha devem ligar para 900 990 055, fazer a opção 1 e, em seguida, informar à atendente (em português) o número 61-3799.0180. Em Portugal, devem ligar para 800 800 550, também fazer a opção 1 e informar o número 61-3799.0180. E, na Itália, as brasileiras podem ligar para o 800 172 211, fazer a opção 1 e, depois, informar o número 61-3799.0180. 

É importante que as vítimas ao enfrentar qualquer tipo de ameaça ou violência denunciem os seus agressores para obterem proteção jurídica e saber que estão amparadas pelas leis. Ao adquirir orientações sobre seus direitos, obter informações e locais onde podem ser atendidas, as mulheres terão uma oportunidade autêntica de romperem o ciclo de violência que são submetidas. Uma ligação pode ser o diferencial na vida de uma mulher. Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher “Sua vida recomeça quando a violência termina”.

Unidades de Atendimento à Mulher:
Central de Atendimento à Mulher : Disque 180
Central de Atendimento à Crianças e Adolescentes: Disque 100
Saúde da Mulher: Disque 0800 61 1997

Zaira Castro
Advogada

Teu Jesus é comuna?

Algum tempo atrás, compartilhei a seguinte mensagem bíblica: 

"Depôs dos tronos os poderosos, E elevou os humildes.
Encheu de bens os famintos, E despediu vazios os ricos.
Lucas 1:52,53"

E, apartidariamente, deixei um comentário dizendo: "Esse Jesus comunista, com "j" de justiça!". Como esperado, fui acusada como "infratora da lei divina". 

É certo que nos tempos de Jesus, pelo que se lê na bíblia, sua doutrina não era classificada como comunista. Mas, basta uma análise quanto a ideologia dEle sobre acúmulo de bens materiais e a socioenconomia não dissolvida, para então reduzir o comunismo ao Teu pensamento "político social".

Jesus pregava/prega uma vida social igualitária, pode se ver a partir da mensagem em Lucas 1:53 (e outras). Não somos todos portadores de materia existencial e suscetíveis as mesmas necessidades, segundo a Lei? Porque privilégio excedente para alguns equanto os outros, se enfraquecem com a ausência dele?

"Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.
E o jovem, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.
Disse então Jesus aos seus discípulos: Em verdade vos digo que é difícil entrar um rico no reino dos céus.
E, outra vez vos digo que é mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus.
Mateus 19:21-24"

Sobre a acusação que fui submetida, partiu de um estudante de Direito de direita e surpreendentemente frequentamos a mesma igreja, mas para cada coração um Jesus distinto. Não confio em advogado e nenhum outro senhor da Lei, defensor de ditadores e usurpadores (vulgo direitista, conservador). Conservadores estes que prezam em conservar tudo, mas sentem prazer em corromper a dignidade humana do vulnerável alheio.

O problema de quem possui capital excedente, é que genericamente, eles pensam: "o que é bom é para mim e o que sobra é do outro", e disto, estou certa de que o meu Jesus abomina.

A "figura" de Jesus é uma só, mas felizmente, cada coração lhe dá oferece o reconhecimento que acha que Ele merece. O meu Cristo é legal, amoroso, perdoador, exerce justiça (analisa com carinho), compreensivo, democrático... E eu não seria capaz de descrevê-lo em Tua plenitude!

Este Cristo que dizem por aí, inflexível, ditador, capitalista, defensor de linchamento e justiça injusta, exposição indigna de vulneráveis... 
Desconheço!

O meu Cristo não faz apologia ao  ódio, capitalismo, à tortura, desigualdade social e ao amor seletivo. E o teu, faz? Qual deles é?

Senhores dos sentimentos

(via)

Os senhores ditadores do amor, vivem a impor as possíveis fórmulas para alcançar o sentimento ideal, perfeito ou quase: "Faças isto e aquilo e serás perfeitamente feliz!".
Ao invés do que os tais ditadores e seus seguidores compartilham, o amor não aceita normas. Tudo deve ser não calculado, natural em seu livre curso.

O ato de amar é democrático, numa relação os indivíduos votam pela soberania do sentimento bom, ao aceitarem um ao outro.
Quando essa aceitação por ambos não acontece, é provável que o sentimento siga deficiente e não existe a opção de obrigar que o outro seja recíproco, é preciso aprender a aceitar. Essa não obrigação é componente da democracia, onde os que prevaleceram foram os pensamentos de ambos, partindo para o melhor veredicto possível.

A ditadura dos senhores do amor é opressão ao sentimento bom, apologia ao não amor.
O amor é humano e biológico. Desperta os mais profundos e múltiplos sentimentos transpassando-os à matéria. Se ele é exato? Não, absolutamente! As fórmulas são malquistas!

Liberte o amor, amando da forma mais pura e não calculada, possível. Isto também é ato revolucionário. 

Compartilhe teu pensamento, deixando um comentário. Mas se queres ficar aqui para sempre, é só seguir o blog! 💖

Competitividade afetiva

A competitividade afetiva, termo desagradável de dizer, tem marcado forte presença entre os gêneros e em sua maioria a competição é travada pela busca da proteção de um relacionamento afetivo.

Fui vitima (#alouca) de distanciamento por oferecer risco ou parecer ameaça à uma relação alheia precoce, durante o ensino médio. Fui vitima também por outras poucas vezes.

Referenciando a postagem penúltima, complemento aqui, dizendo que o motivo do tal distanciamento pode ter sido minha inconveniência indesejada, e se foi isto a vitima não era eu. Talvez, tenha estado muito presente e uma das partes sentiu-se invadida. Me afastei, pois este era o desejo alheio.

Embora suspeita para dizer, nunca fui ameaça alguma. Era a garota menos provida de beleza e tinha ciência disto. A única coisa que me permitia não ser tão invisível, era meu boletim de notas. Meu desempenho acadêmico era dos melhores e era considerada somente por este mérito (exceto pelas pessoas que foram capazes e humildes e se deram a oportunidade me conhecer integralmente).
Diante de minha classe, gênero e etnia, a sociedade sempre me viu/verá como ameaça e inconveniente, independente do que eu faça.

Você não sabe o que acontece dentro do outro, talvez haja interesse pelo que está em companhia alheia, talvez não. Não se deve ignorar/afastar/evitar esse outro porque "fulan@ acha que o mesmo tem interesse no seu parceiro".
Relacionamentos não deveriam ser eternas competições e barreiras. É heresia, uma vez que o intuito de amor não é isto, não? Qual o conceito de amor para você? E a prática, é outra?

Se as pessoas que te veem como importante são definitivamente ameaças à tua relação, desejo puramente e profundamente que esta nunca se rompa. Se assim não for, quem lhe restará depois?

Extermínio não é a solução! E a evasão, nem tampouco, traz proteção.

Tua provocação é manifesto covarde

Já fiz questão do coração saber que agora não é o momento adequado para te desejar. Te quis antes, e, por vezes te quero para agora e depois.

Mostrei-te todos os sinais possíveis, mas o que podia oferecer não era o suficiente para satisfazer-te. Minha mente quando sã, compreende isto. Meu coração pouco saudável, louco por perder o que nunca teve, não aceita tua partida.

Em processo de reconstrução, sigo em busca pelo sucesso do exercício em curso. O transtorno pós traumático é árduo, mas superável.

Mais do que petição, rogo-te, que deixe-me recuperar pacificamente, só. Não venha mais, com diálogos que me fazem submeter à recaídas. Não diz que sou incrível, eu não acredito. Não faça qualquer coisa que sabe que me ferirá. Para o coração, a covarde fui eu, e talvez tenha sido. Me ajude, só ficando em silêncio.

Se não está pronto, então não me provoque mais, este ato é para covardes. E à mim, você é um dos corações guerreiros  que a Terra tem a honra de doar abrigo.

Inconveniência indesejada



Poderá você, ter se sentido inconveniente em algum momento de tua vida, ou talvez, sempre teve a prudência para evitá-la, isto é bom.
Volta e meia, pego-me sentindo inconveniente, é quando sei que devo me policiar e analisar a situação.

Tornar-se importante para alguém que você sente carinho, é uma das melhores e mais importantes realizações da vida. Mas a inconveniência é um dos inimigos que te impede de alcançar tal mérito e absolutamente ninguém quer estar próximo de pessoas insensatas. É desagradável.

É certo que quando você sente afeição por alguém, o desejo de estar sempre próximo, acompanhado, tomando conhecimento de como anda o curso vital, é ininterruptível. E por estar afoito e sedento, não percebe que talvez este alguém não esteja sentindo-se confortável em partilhar algo contigo. E quando partilha, é por educação (obrigação), isto não é bom.

Penso que já fui inconveniente por diversas vezes, alguns foram gentis e me acionaram, outros sentiram receio em me magoar. Não é porque alguns me são importantes que devo ser à eles também. Hoje, quanto mais imperceptível eu for à quem não me deseja, melhor.

Invista teus sentimentos progressivos em quem está pronto para recebê-los sem restrições.

​Coexistência submersa (sin tu permiso)

Permaneci numa constante observação não planejada e não tão facilmente concluí que somos peças semelhantes, refletimos em ações simultâneas, pensamentos fora de pauta nos escolhem em tempos iguais ou próximos...

Não nos encaixamos e contraditoriamente à lógica, isto não me faz ficar triste. Dizem que os semelhantes se distraem, digo que esta afirmação não se faz veraz em nós.

Certamente, você ainda não sabe que existe o nós, peço então que não te assustes, tentarei algum dia, desenrolar o emaranhado deste nó(s). 

Sou a sombra de tua matéria e tenho te seguido por todos os cantos que lhe cabe e oferece abrigo. É provável que ainda não tenha me notado, visto que mais importante que a sombra, é o causador da mesma. Vejo tudo, você não me vê. Vivo intensa e submersa, quando mergulhar em si, me encontrará.

Minha existência é paralela. Você é ouro puro e eu o reflexo iluminado, você é a suma importância e eu o complemento consequente. Você é objeto e teu amor é sol que ilumina todas as tuas faces. O motivo dela se abrir todos os dias, é você. Como sombra, sou o resultado de uma parceria pura, sincera e recíproca. À noite, sombras desaparecem.

Com sensatez, me sustentarei aí dentro, imperceptível. Não te aflijas, navegarei por longas datas e quando chegar minha hora, conscientemente te abandonarei. Por enquanto, peço que não subverta-me.

Dona de parte da minha imensidão afetiva

Há algum tempo, se fez forte e presente em minha vida alguns obstáculos que ainda não soube superar. Vez ou outra me rendo à desesperança, quando me vem à mente e sem querer permito descer ao coração. 

Sou imensamente graças ao Jesus, por serem problemas materiais. Os defino como impossíveis, palavra esta que o meu Deus desconhece. Embora enfraquecida, minha fé é intensa, visto que de minhas mãos não há o que ser feito.
Ele disse: "Não tenha medo, você, que é muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte!..."
Daniel, 10:19
Busco a presença dEle sempre e pós ouvir o coração, feito Daniel, me sinto fortalecida. Isto é bom!
Problemas maiores atravessam a vida de meus iguais, por isto rogo ao Jesus quase todas as noites para que não abandone aqueles que lhe busca, os que não lhe busca, os que se fazem importante à mim e minh'alma.

Despercebidamente, humanos, permitem que os maus pensamentos fiquem em prevalência aos bons. É automático, irresponsável.

É certo que fiquemos atentos aos sinais (se houverem). Hoje chorei por um motivo digno de minha emoção. Serei tia de uma mocinha que ainda não tem ciência do arraso (bom) que causa aqui, com 0.27m e 0.240kg, coração valente pulsando com toda a força que lhe é permitida por Jesus.



Cativador irresponsável

(via)

Em algum momento de tua vida, (provavelmente) conhecera alguém que teve a audácia de cativá-l@. Alguns ficaram, sustentaram a responsabilidade. Outros, saíram para nunca mais voltar. Outros, só tiveram a intenção de provar o seu "poder de conquista", alimentaram o ego e estavam certos de que não ficariam desde o inicio. Outros, fez isto ingenuamente. Outros...

O cativador pode ser aquele que jamais se esforçou para tal . É possível conhecer o outro sem literalmente o conhecer (creio fortemente nisto), e diante disto, o mesmo estará propenso à te cativar sem ter conhecimento ou sem te conhecer, um exemplo, é a relação fã-ídolo. Neste caso, a situação inclina à ser saudável. 

Quando trata-se de você-fulano, (a amplitude é divergente da situação anterior) esta pode não ser das melhores probabilidades que poderia ter acontecido. Pode ser problemático, pois dificilmente saberás qual o momento em que deverás interromper este vínculo vivido por apenas uma das partes. A vontade sempre será de adiar o fim e permanecer no incerto. Querer viver o inconcebível, é perigoso.

Árduo é, desvincular-se do outro que se faz importante em tua vida. Quase sempre, ninguém planeja o rompimento de uma relação (seja qual for: amorosa, amizade...), o que causa impacto direto no comportamento físico e mental. 

A superação da perda do que nunca esteve contigo, é um obstáculo gigantesco.

Se você tem conhecimento do perigo, certamente o evitará. Mas em sua maioria, este sentimento usurpa o sistema de proteção que você garante para consigo, consequentemente te invade. 
Em alguns, resultam em maior impacto que aos outros. É irracional, natural do processo vital. 

Se não eu, quem te fará feliz?

(egoísta! / via)

Tenho conhecido algumas músicas  que consistem em letras com conteúdo abusivos, fantasiadas de amor, paixão e ciúme carinhoso.
A grande maioria trata-se da história de um antigo relacionamento, onde uma das partes (90% dos casos, a mulher) se ausentou/rompeu o mesmo. Ou então, conta a história de alguma mulher que o homem está afim de 'possuí-la' e fará o não possível para 'adquirir' a mesma.

Os gêneros são variáveis (sertanejo universitário, rock/pop nacional...) e possuem afirmações tais como: "nem ele nem eu", "ele quer ser eu mas não é", "proibida pra mim no way", "se não eu, quem vai fazer você feliz?", "já tô namorando antes de você aceitar, já te assumi""vim acabar com essa sua vidinha de balada /vai namorar comigo, sim! /se reclamar, cê vai casar também/ seu coração é meu", "tem uma câmera no canto do seu quarto /um gravador de som dentro do carro /e não me leve a mal se eu destravar seu celular com sua digital"...

O 'síndrome de possessão' vai além de (apenas) egoísmo. Quando se faz presente, uma das partes fica a mercê do transtorno emocional, e consequentemente o relacionamento se fragiliza. Entra em jogo a ausência de respeito e empatia pelo sentimento e vida alheia, dois dos princípios indispensáveis para uma relação saudável. Isso, quando se trata de uma relação palpável, pois por mais problemático (e nojento) que seja, existem pessoas que agem da mesma forma antes mesmo de estar numa relação existente. Isto é preocupante.

Um dos pensamentos mais errôneos quando se rompe uma relação é de que nenhuma outra pessoa no mundo será capaz de 'fazer feliz' @ antig@ parceir@. Para estar numa relação, antes as partes devem estar felizes e plenas consigo (embora pareça clichê).
Recomeços e segundas chances são consequências vitais inevitáveis e necessárias, ainda que dolorosas. E no principio sempre parecerão não possíveis e inadaptáveis, mas a resistência e paciência contínuas, são essenciais para o sucesso progressivo.

Ninguém se apaixona forçosamente! Ninguém é propriedade privada e o sentimento deve ser reciproco. Emancipar quem não se sente bem contigo, não é prejuízo. Pratique compreensão, amor e empatia com quem você diz amar.

Amar dói

Estamos acostumados a ouvir os outros dizerem que o amor dói, que de alguma forma o mesmo deixa resquícios e traumas ou que toda relação leva consigo dor e prazer, tratam isso como normal/consequência inevitável. Os poetas pioneiros dizem isto, palavras estas que não somos capazes de apagá-las, a matéria corporal se foi mas a grafia impressa na celulose não se apaga de nossas mentes. Os cantores do inicio dos tempos declamam isto, melodias que impregnam em nossas mentes mortais.

Hoje, o status quo de minha alma é de intenso aprendizado e conhecimento, o que me permite refletir sobre parte da influencia do amor em nossas vidas. Tenho visto pessoas dizendo que "o amor não dói e que se está doendo não é amor". Isto tem uma amplitude gigantesca e tratando-se de agressões físicas e psicológicas contra uma das partes num relacionamento, estou em pleno acordo à afirmação anterior.

O que venho dizer talvez você já saiba: O ATO DE AMAR DÓI.

Amar dói e não deveria ser assim. Jesus nos ensinou o amor da forma mais sincera e pura, e é assim que deveria ser: puro, leve, sincero e santo (não estou falando da santidade do âmbito religioso). 

A vida entre nossos iguais tem sido um funil com gargalo que se afunila cada vez mais. A vida tem sido intolerante com o coração. Inventaram pré-requisitos até para o amor: classe, etnia e gênero. Quem permitiu isto se não fora Jesus (o criador da existência do amor)?

O amor que dói, é este que não funciona perfeitamente, que não se doa por inteiro, que anda deficiente por medo de ataque exterminador estrangeiro e não foi este que Ele nos ensinou. Não deveria ser assim, mas amar dói. Quando Jesus voltar, encontrará incontáveis feridas para curar mas não haverá tempo para cicatrização, o que resultará em almas doentes demais. E os responsáveis (nós), já mediram o quão triste o deixaremos?

Nós, por nós? Sororidade?

(via: desconhecido)

A foto acima já foi capa do meu perfil social no Facebook. Eu não sei de tudo, ninguém sabe e por ingenuidade e ausência de conhecimento a mantive durante algum tempo e a removi recentemente por motivos que descobrirá ao discorrer deste texto.

Hoje, 08 de Março de 2017 é mais um dia internacional da mulher. Assim como eu, você mulher, provavelmente recebeu diversas mensagens, inclusive aquela clichês prontas de internet. Não respondi alguma sequer, devem ter pensado que não tenho educação, aliás, é o que a sociedade pensa sobre mim o tempo todo.

Diz a história que este dia fora escolhido para celebrar, lembrar e fortalecer a conquista dos direitos pela luta feminista que vem se movimentando desde o final do século XIX. 
Entre 1960-1970 quando aconteceu o feminismo pioneiro, a mulher branca ia às ruas lutar pelos direitos, cobrar igualdade de gênero, participação política social, emancipação da submissão ao patriarca...
A mulher branca sempre mostrou relutância em reconhecer a estrutura histórica da negra. Ia à luta, mas em sua casa mantinha serviçais domésticas (nem precisa dizer que eram negras), com longa jornada de trabalho, exploradas. A branquitude sempre esteve no topo.
(cena de Histórias Cruzadas, 2011 - aliás, está indicadíssimo)

Mulher branca vive dizendo por aí que somos nós, por nós mas sempre tivera um jeito de inferiorizar a outra. A mulher negra, todos os dias é vitima de ataque racista e misógino e ninguém se espanta  ou faz algo para o extermínio deste preconceito.
Ainda ontem, presenciei uma moça negra sendo exposta (por mulher branca) em grupo racista por ter platinado o cabelo, e tenho visto isto acontecer com intensidade (digo, exposição, opressão em seu todo) .
Quando mulher negra debate sobre algo, principalmente na internet, lhe é questionada a referência bibliográfica, embasamento ou lhe é roubado o protagonismo da fala. É 'diagnosticada' com insanidade por se defender, considerada louca... 

Quem teu "feliz dia das mulheres" contempla? A mulher trans e cis de todas as etnias? Ou só a heteronormatividade branca? Não adianta dizer nós, por nós e na primeira oportunidade ferir a outra ou permitir que a firam sem fazer nada a respeito. Não diga que é dia de todas, porque aí dentro você sabe que não é.
Acredito que em algumas situações, a mulher branca não inferioriza a negra, por maldade. É uma questão de perpetuar os hábitos sem sequer reparar no que está fazendo ou se está ferindo a outra. É talvez, preferir o cômodo, o senso comum à conhecer a luta histórica alheia.

Quanto ao homem branco vir desejar "feliz dia das mulheres, pois sem vocês não teria graça", até o momento não conheci algum que tivesse a honra de receber minha total confiança, quanto ao homem negro: leia aqui, uma partícula do que penso. É uma confusão só!

Vós homens: não parabenize mulher alguma por criar seus filhos sozinha, não anule a responsabilidade do pai (pai?) ausente. Não parabenize todas as mulheres se em todos os outros dias do ano vocês as apedrejam por não se depilarem, por gritarem feminismo, por desejarem o aborto, por terem escolhas subjetivas, por serem rebeldes, por se relacionarem com o mesmo gênero; dizem que são culpadas por sua violência nojenta; cospem na luta árdua diária ...

Feliz dia da mulher? Meça seus "elogios" (aliás, os quais me recuso a chamar de elogio)!

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*Leia também: Teu feminismo me abraça?
*E se você realmente deseja saber sobre o feminismo negro, sugiro que conheça Angela Davis: grande mulher com grandes obras, ela te explicará certinho.
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Respeito, proteção e garantia à vida das crianças e dos adolescentes

(autoria: Sérgio Silva / via)
"O adolescente João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos, morreu na madrugada da última segunda-feira (27/02), ao sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de ser perseguido por seguranças da rede de fast-food Habib’s na Vila Nova Cachoeirinha, bairro da Zona Norte da capital paulista. De acordo com as investigações, o jovem pedia dinheiro e alimentos para os clientes do estabelecimento."
Este foi o assunto de alguns jornais nacionais desde a semana anterior (27/02). Trata-se da morte de um adolescente onde uma testemunha ocular disse ter visto o segurança agredindo o mesmo (edição em 04/03/2017: João realmente fora agredido e arrastado do local, por 'seguranças'), sendo este o ato covarde que tomou posse da vida de João. João pedia R$1,00 para o alimento.

O Brasil possui um sistema politico e econômico relacionado fortemente ao capitalismo. Num país em subdesenvolvimento, a vulnerabilidade social possui presença notória, pois como é de conhecimento, a  economia não é distribuída igualmente entre a massa (a burguesia corrupta neo-liberalista não permite).

Os meninos de rua podem ser vistos em qualquer espaço geográfico, principalmente no perímetro urbano e os motivos, são os de sempre: a podridão do recorte social e/ou racial que os devoram, a falácia da meritocracia, a desigualdade socioeconômica, o descaso desumano (e existe descaso humano?)...

Diante destas situações corriqueiras, é fácil lembrar-se da Lei Nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e outras providências. Dos direitos fundamentais, são eles: Direito à Vida e à Saúde; Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade; Direito à Convivência Familiar e Comunitária; Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer; Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho; Prevenção (prevenir a violação dos direitos)...

​Mas a sociedade é estruturalmente podre: a mulher sem condição física-financeira engravida e não lhe é permitido a escolha entre aborto saudável ou continuar com o ciclo da gestação. Obrigatoriamente o filho nasce, mais um para ficar à mercê do descaso social. ​A​ ​​criança cresce e percebe que o sistema lhe obriga a buscar por algo (suprimentos vitais, infração à Lei, refúgio no mercado e consumo de entorpecentes...) e quando ela faz isto, a sociedade diz que bandido bom é bandido morto, que a maioridade penal deve ser reduzida... Quando na idade, não tem a oportunidade de acesso à educação, menos ainda ao ingresso no ensino superior, ou seja, permanecerá sendo o descarte social.
E esta sociedade quem dita isso, é a pró-nascimento que amaldiçoa o aborto legal porque a vida é dom divino mas invisibiliza o menino/adolescente na rua. (Assunto abordado numa postagem antecedente)

"Meu filho era humilde igual eu, catador de lixo. Foi espancado por pedir um real para comer um lanche", diz pai do adolescente.

E o Estado está a cruzar os braços, desonrando os princípios fundamentais da Constituição Federativa do Brasil. Reproduzindo a não dignidade da pessoa humana; negando o direito à cidadania e aos valores sociais; submetendo pessoas à tortura (física e psicológica) e tratamento desumano;  não promovendo a solidariedade; não repudiando o racismo; não solucionando pacificamente os conflitos... (se e ainda não conhece alguns dos princípios fundamentais, leia aqui).

Se o ECA está em vigor, por que não contempla toda e qualquer criança e adolescente? 
Por que só lhe compete respeitar, proteger e garantir a vida dos filhos burgueses e dos filhos dos governantes corruptos e ilegítimos (usurpadores que exalam mau cheiro)?
Quando se encarrará o extermínio do povo? Quando terão paz e liberdade?

Finalizo com uma poema de Sérgio Vaz, (o qual admiro em excesso o trabalho do mesmo) para a reflexão:

Quantos Jorginhos temos/teremos mais?

Modo sobrevivência, abismo social e a emancipação utópica

(via)

Sobreviver, é a continuação da existência pós algum acontecimento. 

É do conhecimento de todos que grande parcela da humanidade vive à mercê dos ataques danosos psicológicos e/ou físicos. Mas sempre existem os que de alguma forma são atingidos com mais frequência, por exemplo: o individuo que sofre genocídio étnico subentendido (subentendido = o institucionalizado que finge que não é), o desfavorecido socioeconomicamente (que sofre exploração trabalhista diária), o alvo do preconceito lgbt+, entre outros inúmeros.

Elaborei uma parábola (não sei se posso chamar assim) para facilitar o entendimento. A vida em sociedade te presenteia (cavalo de Tróia) com uma corda, ao nascer. Com o seu crescimento e desenvolvimento de capacidade cerebral, perceberá que nem todas as cordas são iguais, que alguns receberam um cabo de aço com bitola de alta resistência juntamente à  equipamentos de proteção individual, outros receberam barbante fio n. 04, cordas de náilon, canudo de plástico... Concluirá então que a não igualdade te abraça no berçário (se bobear, antes de tua mãe). 

Pós presentear, coloca sob os teus pés uma cratera gigantesca e você passa a usar o material recebido para o auto sustento
O tal abismo social (a cratera), te puxará constantemente a fim de ceifar teu oxigênio, ou te cansar a ponto de você pedir desistência e ser declarado derrotado.
Quando você é o individuo que recebe ataques danosos frequentemente, consequentemente entra em modo sobrevivência, e o teu maior desejo passa a ser que ao término do dia ainda esteja em vida (você passa a viver pela luta contra a não interrupção da vida e não viver a vida - usufruindo dos prazeres).

Por medo da ação-reação social, muitos omitem a verdade sobre si e continua a esconder o que gostaria que todos soubessem. Talvez se revelasse a verdade, o abismo agiria com força maior e poria fim em tua existência com mais rapidez, como tem feito com muitos. 

A vida socialmente injusta, não permite que todos sejam realmente livres, na verdade o que ela  tem oferecido até agora é a pseudo-liberdade. Ela diz que você pode ser o que/como quiser, mas te limita a isto, induzindo-o ao padrão socionormativo. Padrão este que não se importa se você tem condições de se submeter ao mesmo ou não, ela só quer que você seja.

(via)

Há os que tocaram/tocam a superfície, por meio dos dos ombros alheios cansados, mesmo tendo em mãos os cabos de aço de alta resistência (explorar o outro é mais saboroso?), o verdadeiro significado de "subir na vida". 
Aos demais, a real emancipação parece ser utópica, pois está para além do horizonte. Como atingi-la  se ainda não lhes foi possível nem a saída do abismo sub-superficial?


Nóia, gay e periférico

(autoria: lidyane ponciano / via)

Recentemente tive a oportunidade de assistir um vídeo no Facebook onde um menino (aproximadamente 17 anos) agradecia a importância de seu namorado em sua vida e também pelos meses de namoro. Dessas declarações que pelo menos 70% dos casais sentem necessidade insaciável de compartilhar as respectivas relações, publicamente.

Arriscaria dizer que é desnecessário, o amor sentido/vivido não deve ficar exposto à qualquer intempérie evitável. Mas não compete-me ditar o que é melhor para cada casal, existem diversas maneiras de expressão pelo sentimento de um ao outro, e talvez esta possa ser uma delas.

Chamam de nóia, a pessoa dependente de entorpecentes. De periférico, a pessoa que habita nas comunidades em estado de vulnerabilidade social. De gay, a pessoa que se relaciona amorosamente com outra de gênero igual. 
Problematicamente, se você for apenas um destes três, significa que é automaticamente rejeitado pela massa.

Os meninos do vídeo, aparecem com tatuagens espalhadas pelo tronco corporal, usam alguns acessórios (óculos Juliet (ao mais íntimos, Juju), boné aba curva, bermudas praianas...).
Diante disto, surgiram os integrantes do Poder Judiciário virtual que nomearam-os de chavosos, nóia, vida loka...  Você não diz que alguém é vida loka se não você não sabe qual é o conceito deste termo para ela (uma pessoa vida loka, segundo a internet e algumas pessoas, é individuo infrator que corre diariamente em busca de algo para ser teu (seja alimentos, objetos, utilitários, moeda nacional...) se aventuram e não respeitam o limite. Mas, pode ser ainda, uma vida difícil, com muitos obstáculos desvinculados ao crime, a serem solucionados.). E você não diz que alguém é nóia, partindo de suas vestes e/ou características físicas.

Sem novidade alguma, o ódio foi destilado no campo para comentários...


(extraído do facebook)

Sem empatia, o Poder Judiciário virtual e anti-ético digita/elabora textos medonhos. Na maioria das vezes, estes valentões, são integralmente diferentes no âmbito familiar. São filh@s, marido/esposa, amig@s incríveis quando estão em companhia dos teus. Virtualmente agem com diferença. Ética? Só na presença de quem desejam cativar.

Amor seletivo não é amor. Ou você é capaz de amar ao próximo independente das diferenças, ou você não ama a ninguém. Ou ainda, você não ama a ti mesmo (uma vez que seu 'dever' enquanto em vida, é amar ao próximo como a ti).
Amar ao teu próximo, este é o segundo dos maiores mandamentos. Já refletiu se tuas ações deixam teu Deus orgulhoso d@ filh@/amig@ que és? Não é o amor, o núcleo de tudo que possui vida?

E se você não crê em Deus algum, nem no amor, ao menos respeite. Não doe o ódio que você não quer receber. Não deixe de doar ódio, só porque pensas que poderia ser alguém da tua família. Deixe de doar o ódio, pelo outro ser uma pessoa humana, feito você.

Aos pais, ensinai aos vossos filhos a não odiar o outro. O preconceito ceifou/ceifa milhares de vidas (por meio de violência física e psicológica), não seja tu, participante deste extermínio...

#empatiapresente #resistirsempre

Ela é como se fosse da família!


(via: arquivo pessoal - mão que me segura desde 27 de janeiro de 96)

Este é uma exposição do pensamento e sentimento íntimo da uma filha de uma empregada doméstica.

Dona Jane, minha mãe, começou sua relação com o serviço doméstico remunerado aos 14 anos. Família pobre, com 6 filhos e os pais. Imigraram para o perímetro urbano e expostos à um estado de vulnerabilidade, tiveram que se dispor a qualquer trabalho para que fosse possível a sustentação da casa.
Como é sabido, quem começa trabalhar aos 14, consequentemente perde o direito à educação. À época, a mão de obra infantil era institucionalizada (ainda é em alguns lugares, pois a atividade pecuária é responsável por 40% da mão de obra escrava no Brasil, distribuída entre crianças e adultos).

Mais tarde foi sancionado a Lei Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990, que se dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente no Brasil. Neste período, a jovem Jane, completava duas décadas e três anos.

A atividade doméstica remunerada, em 2016, empregava 6,9M de mulheres, em sua maioria analfabetas.
Embora,  uma profissão oficial (digo, reconhecida pelo MT), a imagem da empregada doméstica está amplamente relacionada ainda ao período escravista.
Me aventurei buscando algumas vagas para exemplificar para você e me surpreendi além do esperado. A intenção era de relacionar os requisitos e distribuição de atividades vs. remuneração ofertada, mas o que me fez querer tecer este pensamento aqui, foi o difícil e o restrito acesso às vagas.

Pelo menos 70% das vagas estão ocultas em plataformas pagas: Provavelmente quem procura emprego, precisa do dinheiro. É impossível aplicar o que não tem. 90% só recebem currículos via e-mail: A grande maioria possui somente o ensino fundamental (ou nem isto) e não se consideram aptas para elaborar um currículo, ou não possuem um e-mail por não ter domínio na informática.
Entre outros pontos que quase impossibilita a materialização da participação no processo seletivo. As vezes acaba ficando só no desejo.
As atividades impostas são inúmeras, como já dito, muito parecidas com mão de obra escrava (não digo todos), pois se cobra muito por uma remuneração que mal paga o feijão dos filhos.

As que são mães, passam mais tempos com os filhos de seus senhores que com os filhos de seu próprio sangue. Estas são tratadas como: braço direito, mãe preta, 2º mãe, tia, quase da família...


(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Muitos 'romantizam' e classificam estes dizeres como amorosos, mas não são. Acima uma foto publicamente compartilhada por Luciana Fialho (a qual desconheço). Estes 20 anos que a Tereza passou servindo a família, ela poderia infelizmente ter perdido o acompanhamento do desenvolver de seus filhos. E com certeza, deixou de viver suas expectativas pra viver a vida alheia.
(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Problematicamente a atividade doméstica remunerada é 'liderada' por mulheres pretas (ou descendentes com fortes traços - a preta de pele clara -, mas isto não quer dizer que só elas ocupam esta posição). Genericamente, racistas (ou qualquer preconceituoso que seja) se apoia no Fulano preto que eles conhecem, o que não cicatriza ferida alguma.

A imagem da empregada doméstica, está relacionada ao ser não pensante, que faz somente o que lhe mandam, sem debater, sem denunciar a infração. E quanto à valorização da empregada doméstica, poucos a reconhecem socialmente (a minoria). Algumas ainda se submetem à negação de seus direitos trabalhistas e pois precisam do emprego e temem as consequências da denúncia.

O fato é que a cultura racista/misógina que sustenta a ideologia meritocrata/capitalista neoliberal, deseja todos os dias que estas mulheres se perpetuem, que passem de mãe para filha, neta e sucessivamente, para que eles sempre tenham a quem explorar.

Enganaram-se, as filhas das empregadas, a negritude vulnerável, estão sendo 2x melhores (é o que pede a injustiça). Conquistando altas pontuações em vestibulares cobiçados, a vitória da irmandade é a vitória de todos. "Tentaram nos enterrar mas não sabiam que eramos sementes."

Efeito do condomínio privado sobre a cidade


(via)

O conceito de cidade, não é um só. Existe uma amplitude de fatores que provam isto, existem também diversos estudiosos, jornalistas, escritores e urbanistas que já contribuíram com os seus pensamentos quanto à isto.

Raquel Rolnik, urbanista e  professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), autora de "O que é cidade", livro este que ela discorreu sobre seus múltiplos olhares sobre a cidade, enquanto: produto para atrair indivíduos externos, livro de histórias culturais e de seus habitantes e outros.

O processo de urbanização da cidade, não é simples. O planejamento urbano é essencial para que o resultado seja uma cidade que atenda às necessidades de todos.
A cidade é um livro aberto onde a escrita é a história de seu povo, desde seu nascimento.  É também um cenário de vivencias sociais, culturais e outros, ou seja, possui função. Necessita de uma infra-estrutura que valorize sua respectiva densidade humana.

Jane Jacobs afirma que mesmo que o poder público/privado tenha capital excedente para investir no planejamento urbano, ainda assim isto não se auto sustenta. Nem só de capital vive o planejamento urbano, embora o mesmo dependa bastante da economia. Pois se assim fosse, não teria tantos bairros em condições de vulnerabilidade de lazer, moradia e mobilidade urbana.
O fato é que o investimento socieconômico publico/privado não soluciona problema algum, se o mesmo for aplicado de forma incorreta.

A idealização do condomínio residencial privado, desde o principio, foi pensando em assegurar plenitude  de conforto e segurança. Para Jane Jacobs, ao invés disto, o condomínio privado desperta o interesse do infrator para adentrar o espaço. O mesmo pensa que "se está fechado, certamente existe coisas de valores armazenadas dentro dos muros" e então, o discurso de segurança, perde a sustentação.

Em minha cidade, existe um complexo privado de uso múltiplo, onde os idealizadores prometem satisfazer as necessidades das famílias contemporâneas com elegância e exclusividade: apartamentos de 68,00 m² à 215,00 m². O empreendimento conta com apartamentos residenciais, comerciais e corporativos. Reúne num lugar só, quase tudo que é essencial para a vida humana. 


Isto parece ótimo para quem conseguiu adquirir. Mas não acredito ser bom para uma vida saudável em sociedade, pois uma vez que o morador tem quase tudo ao seu curto alcance, o mesmo não necessitará sair de seu raio de conforto e isto resulta na não-promoção da socialização humana.

Ainda referenciando Jane Jacobs, ela acredita que as vias da cidade, contribuem fortemente com a segurança para todos. Se as mesmas possuírem uma ótima infraestrutura, iluminação, conservação física, consequentemente promoverão um fluxo constante de transeuntes e automóveis. Crianças não terão medo de brincarem no período noturno, pessoas não terão medo de ficar debruçadas na janela de seus dormitórios a observar o movimento. E isto promoverá ainda, a segurança de todos, pois o transeunte terá o pensamento de que enquanto tiver alguém a observá-lo, nada maldoso lhe acontecerá.

Se o planejamento urbano fosse tratado com seriedade, não seria necessário a implantação de condomínios. É fato que os mesmos não garantem a segurança plena, talvez somente confortabilidade. Jacobs considera que os condomínios horizontais e verticais são barreiras visuais e limitam a paisagem urbana.

Cada vez mais, constroem-se condomínios privados na cidade e isto fortalece a segregação socioespacial econômica enquanto oferece uma segurança utópica aos moradores dos mesmos.
Vale analisar também se estes condomínios estão sendo implantados num ponto dentro do contexto, pois este de minha cidade não condiz com o entorno e fora locado onde poderia ser implantado um parque ou outro equipamento que atenda as reais necessidades dos cidadãos do local.

O planejamento urbano é importantíssimo e nenhum pouco simples de ser elaborado, mas é o primeiro passo para que uma cidade tenha um bom desempenho. Lembrando que deve se pensar na cidade como uma metamorfose, para que posteriormente não seja necessário o processo de reurbanização, o que seria mais complexo ainda (e quase nunca acontece, por isto o mau funcionamento nas grandes cidades).

Concluindo, acredito que a vida em sociedade merece uma nova oportunidade para nos cativar. Não apoio o fim dos condomínios privados já existentes, apoio o inicio de novos pensamentos críticos, ao invés de somente implantar empreendimentos que têm por objetivo conter a vida do morador num só espaço. Pois como já foi abordado acima, a segurança oferecida é incerta.

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Referências: Resenha de Morte e vida de grandes cidades, Jane Jacobs 2000 (via Vitruvius) e livro O que é Cidade?, Raquel Rolnik.

Violeta chic - Esmaltes Risqué

As unhas da semana anterior foram estas. Usei o Violeta chic da marca Risqué. Na verdade não há muito o que dizer, a cor me é cativante, o produto é de fácil espalhabilidade e ótima cobertura.







Estas foram alguma imagens. E aí, gostou da cor?
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Reconhecer o privilégio da branquitude é diferente de estar disposto a abrir mão dele


Recentemente um vídeo da estréia do programa da emissora Globo, "Tá no ar" enfebreceu no Facebook. O nome do vídeo é Branco no Brasil. 

É protagonizado por Marcelo Adnet. Superficialmente o trabalho me foi interessante, mas coube uma breve análise. 

Marcelo Adnet, homem branco bem-sucedido, denunciando universalmente, o racismo no Brasil. Uma colega de rede social levantou uma questão: quantos negros existem na equipe de Adnet? Nenhum (e se tem, se quer apareceu na foto tirada que também está na internet. e se não apareceu, porque? então prefiro pensar que não tem).

Os negros, são sinônimo de monstruosidade (que rouba, mata e faz tudo é fora de lei), causam estranhamento em diversos ambientes e segundo os opressores: só servirmos para servir. Negros morrem pelo sistema racista todos os dias. RENEGADOS, uma vez que "não são filhos" de quem disse que colonizou o país. Negros são infratores só por existir (pois estão fazendo o uso da vida, que por sinal eles não têm direito, não é?!)

OS NEGROS, DENUNCIAM O RACISMO TODOS OS DIAS E SÃO CHAMADOS DE VITIMISTAS. Há que diga que exageram nos fatos e enxergam coisas onde não tem.

Quando o branco fala, todos escutam e assinam sob o que eles escrevem. Ainda mais se for branco com fama. Todos se levantam, aplaudem e jogam confetes, e o cara branco famoso passa ser o maior revolucionário da história negra no país. Todos passam a enxergar que realmente existe racismo e que os brancos possuem inúmeros privilégios.

O homem branco NÃO deve se apropriar do local de fala do homem negro, pois também é uma forma de silenciamento e revogação de seus direitos.
De nada vale o branco reconhecer o privilégio branco, se não está disposto a abrir mão dos mesmos. Enquanto isso, o protagonista reforça e endeusa sua própria imagem pública e midiática, e o número de negros na TV continua a ser desproporcional, o número de negros nas universidades continua a ser desproporcional, uma vez que a população do Brasil é predominantemente negra.

516 anos e 39 dias de Brasil e o retrocesso ainda em prevalência! Que problemático, não?!

Pão de mel - Vult comstética

Ultimamente, criei coragem e comecei a usar algumas cores marcantes nas unhas. Decidi que compartilharei com você, as cores e marcas que eu usar e gostar.

Nesta semana, passei o Pão de mel da Vult cosmética. Adorei a cobertura brilhante. Como sou eu quem faço (embora minha irmão seja manicure - mas como diz o ditado: em casa de serralheiro o espeto é de madeira), isto significa que não fica (nem ficará) em perfeito acabamento.
Preço aproximado: R$5,00 a R$7,00.
Enfim, espero que gostem!!! 😊







Fotos de arquivo pessoal, sem filtros e com luz natural.

Aniversário do blog - 3 anos de gratidão!


Para quem me acompanha desde o inicio, tem conhecimento de que esse pequeno espaço já se submeteu a diversas e incríveis mudanças. Nesta postagem expliquei vagamente sobre o nome que leva hoje.

Pude conhecer pessoas incríveis que me deram e continuam dando um apoio gigantesco. São muitas.

Este espaço é um grão de areia ainda, mas já me proporcionou um conhecimento e tanto. Aprendo com cada postagem, com cada assunto, que na maioria das vezes, são assuntos corriqueiros.

Já passei por momento difíceis, como todo humano, e esta foi uma das formas que me ajudou a melhorar.


Com exatidão, ontem (02, fev, 2017) o blog completou 3 anos. Nunca comemorei antes, talvez por falta de tempo (ou pouca importância) mas hoje, isto realmente é parte de minha vida (não sou diferente do que mostro aqui).

Quando a ideia de criá-lo me veio à mente, hesitei e posterguei por um tempo. Pensei que não daria conta, e realmente já deixei a desejar, congelei por um bom tempo, mas posteriormente isto se espalhou da mente para o coração.

É imensurável o tamanho da gratidão que sinto por você está aqui. Descobri recentemente que tem pessoa desde 2014 comigo, isto é incrivel! E a cada novo seguidor, vibro com a mesma intensidade do principio.

Sou grata.
À Jesus pela oportunidade;
À minha mãe e irmã pelo apoio gigantesco;
À você que me oferece tua companhia.

E em minhas orações, rogo ao meu Deus que te ame e te cuide...



Sintomas de felicidade


(via)

A felicidade é inútil, Clóvis de Barros me ensinou/inspirou a pensar assim. Existe um vídeo (que adoro), onde ele explica sobre o que é ser útil e inútil, especificamente tratando-se sobre felicidade. 

Ser feliz, me parece impossível. Estar feliz, me é possível. Se considerar que os humores vitais de um individuo, pulam de picos em picos num só dia ou semana, então é impossível que o mesmo seja plenamente feliz. Sendo assim, o individuo não vive o tempo todo feliz, tornando possível que ele esteja feliz na maior parte dos segundos de sua vida, mas não em absolutamente todos os segundos de sua vida.
Este pensamento é intrinsecamente meu, o que permite que o teu pensamento divirja do meu.

Hoje, percebi que desde o inicio deste ano, tenho estado feliz na maior parte dos segundos de minha vida. Ao certo, não sei quando começou, e o que me surpreendeu, foi que não aconteceu nenhum evento em especifico para que isto me tornaste possível (aliás, pelo contrário).

Tenho andado ao redor de pessoas incríveis, tenho desejado coisas gloriosas àqueles que sinto afeição e que em algum momento me fizeram sentir bem, tenho a quem amar, tenho aprendido a determinar meus desejos ao universo... e tenho ainda um Jesus incrivelmente maravilhoso que creio que seja quem me proporciona tudo isto.


A felicidade é também intrínseca. O que para mim parece, para você pode não parecer. Gosto de uma poesia de Sérgio Vaz, que deixa isso em evidencia:

Felicidade?
Disse o mais tolo:
- Felicidade não existe.
O Intelectual:
- Não no sentido lato.
O Empresário:
- Desde que haja lucro.
O Operário:
- Sem emprego, nem pensar!
O Cientista:
- Ainda será descoberta.
O Místico:
- Esta escrito nas estrelas.
O Político:
- Poder.
A Igreja:
- Sem tristeza? Impossível... (amém).
O Poeta riu de todos,
e foi feliz por alguns segundos.
(Sergio Vaz, do Livro "Colecionador de pedras" Global Editora)

E você, tem estado em companhia da felicidade?

Nem tudo é sobre você...

 (via)

"Nem todas as poesias que escrevo é sobre ti. Quase não noto quando se faz presente próximo à mim. Deixei de te seguir, foi melhor. Nada mais sobre ti é capaz de me alterar." Gostaria de dizer isto bravamente, mas as coisas não tem favorecido o meu gosto. 

Felizmente eu te lembro todos os segundos, você me inspira a respirar. É feliz porque sei que tua alma arde em vida e o teu coração inflama em amor, mesmo que por outrem.
Desacreditei quando me disseram pela primeira vez que "quem ama deixa voar", mas hoje, docemente provo isto. É doce porque sei que tua alma arde em vida e o teu coração inflama em amor, mesmo que por outrem.

Você me foi o melhor que aconteceu (sem acontecer). Mesmo sem permissão, te apresento em minhas preces, apresento ainda todos os teus. Sinto que tenho sido uma boa espectadora, e estou a torcer contigo (mesmo que ocultamente) por tudo o que te contenta.

Contraditoriamente, não estou a buscar antídoto. Numa hora ou noutra tudo passará, talvez até você passe aqui e se isto acontecer, assegurarei de que minh'alma ainda arde em vida e que o meu coração ainda inflama em amor. E se você não vier, o tempo e o vento se farão presentes e levarão teus vestígios de minh'alma e coração.

52,00 reais por quilograma, senhores!


(foto ilustrativa /via)

Numa das principais avenidas de minha cidade, inesperadamente encontrei um restaurante medianamente elegante, daqueles que convidam à adentrar e deliciar-se, e na parede da fachada, havia uma faixa: R$52,00 kg - self service.

A especulação imobiliária cresce na velocidade do vento (em popa), e como já foi abordado num outro texto, a cidade é um dos principais focos do 'investidor' capitalista. O rico não para de construir e comercializar novos edifícios, e estes raramente ficarão desocupados, sempre terão os que podem investir em algo.

Ao ocupante do imóvel, é necessário que exista auto custo e  lucro e sendo assim, o mesmo, destituído de racionalidade (vulgo, ambição) se sente no direito de servir um produto com o preço acima do que normalmente é cobrado.

Segregação social, presente! Criando e fortalecendo muros, separando os que podem e merecem e os que não podem e não merecem estar em determinado lugar.
Consciente de que o alimento é essencialmente vital, o custo não deveria ser igualmente acessível para todos? A comida burguesa é produzida com mais esmero que a do proletário? Possui mais sabor e higiene? 
O fato é que o preço é excludente para justamente, não atrair o público indesejado ao local.

Neste setor, o desperdício ainda que evitado, é certeiro. Prefere-se levar ao descarte que consumir conscientemente, oferecendo por um preço acessível? Problemático, não?  Mas para solucionar obstáculos iguais e semelhantes a este, deveria haver uma comoção em toda a estrutura capitalista, logo, sabe-se que permanecerá caminhado ao retrocesso.