Ainda existe amor para recomeçar...

JURO solenemente, proteger e honrar cada gotícula de sangue que torna possível minha sobrevivência. 

PROMETO, não incomodar meus pensamentos com abordagens capazes de modificar  ou perturbar minha sanidade. Não permitir que sua completa ausência de presença e ignorância calculada, me moleste (como tem feito). Não me sobrecarregar de culpa pensando que podia ter o feito o infazível. Não me reduzir solamente ao teu improvável afeto. Não te cobrar ou incomodar futilmente a fim de sustentar uma ligação inexistente, entre nós. Não deixar tuas belas palavras corromper as verdades que carrego. Te lembrar com o  mérito merecido.

DESEJO de alma, primeiramente, que não falte forças e paciência suficientes para me sustentar  imaterialmente integra e saudável. Que (resumidamente) todas as coisas belas e saborosas vitais, te abracem incansavelmente.

"Desapontada, mas não surpresa...". E, ainda existe amor para recomeçar.


Competitividade afetiva

A competitividade afetiva, termo desagradável de dizer, tem marcado forte presença entre os gêneros e em sua maioria a competição é travada pela busca da proteção de um relacionamento afetivo.

Fui vitima (#alouca) de distanciamento por oferecer risco ou parecer ameaça à uma relação alheia precoce, durante o ensino médio. Fui vitima também por outras poucas vezes.

Referenciando a postagem penúltima, complemento aqui, dizendo que o motivo do tal distanciamento pode ter sido minha inconveniência indesejada, e se foi isto a vitima não era eu. Talvez, tenha estado muito presente e uma das partes sentiu-se invadida. Me afastei pois este era o desejo da outra.

Embora suspeita para dizer, nunca fui ameaça alguma. Era a garota menos provida de beleza e tinha ciência disto. A única coisa que me permitia não ser tão invisível, era meu boletim de notas. Meu desempenho acadêmico era dos melhores e era considerada somente por este mérito (exceto pelas pessoas que foram capazes e humildes e se deram a oportunidade me conhecer integralmente).
Diante de minha classe, gênero e etnia, a sociedade sempre me viu/verá como ameaça e inconveniente, independente do que eu faça.

Você não sabe o que acontece dentro do outro, talvez haja interesse pelo que está em companhia alheia, talvez não. Não se deve ignorar/afastar/evitar esse outro porque "fulan@ acha que o mesmo tem interesse no seu parceiro".
Relacionamentos não deveriam ser eternas competições e barreiras. É heresia, uma vez que o intuito de amor não é isto, não? Qual o conceito de amor para você? E a prática, é outra?

Se as pessoas que te veem como importante são definitivamente ameaças à tua relação, desejo puramente e profundamente que esta nunca se rompa. Se assim não for, quem lhe restará depois?

Extermínio não é a solução! E a evasão, nem tampouco, traz proteção.

Tua provocação é manifesto covarde

Já fiz questão do coração saber que agora não é o momento adequado para te desejar. Te quis antes, e, por vezes te quero para agora e depois.

Mostrei-te todos os sinais possíveis, mas o que podia oferecer não era o suficiente para satisfazer-te. Minha mente quando sã, compreende isto. Meu coração pouco saudável, louco por perder o que nunca teve, não aceita tua partida.

Em processo de reconstrução, sigo em busca pelo sucesso do exercício em curso. O transtorno pós traumático é árduo, mas superável.

Mais do que petição, rogo-te, que deixe-me recuperar pacificamente, só. Não venha mais, com diálogos que me fazem submeter à recaídas. Não diz que sou incrível, eu não acredito. Não faça qualquer coisa que sabe que me ferirá. Para o coração, a covarde fui eu, e talvez tenha sido. Me ajude, só ficando em silêncio.

Se não está pronto, então não me provoque mais, este ato é para covardes. E à mim, você é um dos corações guerreiros  que a Terra tem a honra de doar abrigo.

Inconveniência indesejada



Poderá você, ter se sentido inconveniente em algum momento de tua vida, ou talvez, sempre teve a prudência para evitá-la, isto é bom.
Volta e meia, pego-me sentindo inconveniente, é quando sei que devo me policiar e analisar a situação.

Tornar-se importante para alguém que você sente carinho, é uma das melhores e mais importantes realizações da vida. Mas a inconveniência é um dos inimigos que te impede de alcançar tal mérito e absolutamente ninguém quer estar próximo de pessoas insensatas. É desagradável.

É certo que quando você sente afeição por alguém, o desejo de estar sempre próximo, acompanhado, tomando conhecimento de como anda o curso vital, é ininterruptível. E por estar afoito e sedento, não percebe que talvez este alguém não esteja sentindo-se confortável em partilhar algo contigo. E quando partilha, é por educação (obrigação), isto não é bom.

Penso que já fui inconveniente por diversas vezes, alguns foram gentis e me acionaram, outros sentiram receio em me magoar. Não é porque alguns me são importantes que devo ser à eles também. Hoje, quanto mais imperceptível eu for à quem não me deseja, melhor.

Invista teus sentimentos progressivos em quem está pronto para recebê-los sem restrições.

​Coexistência submersa (sin tu permiso)

Permaneci numa constante observação não planejada e não tão facilmente concluí que somos peças semelhantes, refletimos em ações simultâneas, pensamentos fora de pauta nos escolhem em tempos iguais ou próximos...

Não nos encaixamos e contraditoriamente à lógica, isto não me faz ficar triste. Dizem que os semelhantes se distraem, digo que esta afirmação não se faz veraz em nós.

Certamente, você ainda não sabe que existe o nós, peço então que não te assustes, tentarei algum dia, desenrolar o emaranhado deste nó(s). 

Sou a sombra de tua matéria e tenho te seguido por todos os cantos que lhe cabe e oferece abrigo. É provável que ainda não tenha me notado, visto que mais importante que a sombra, é o causador da mesma. Vejo tudo, você não me vê. Vivo intensa e submersa, quando mergulhar em si, me encontrará.

Minha existência é paralela. Você é ouro puro e eu o reflexo iluminado, você é a suma importância e eu o complemento consequente. Você é objeto e teu amor é sol que ilumina todas as tuas faces. O motivo dela se abrir todos os dias, é você. Como sombra, sou o resultado de uma parceria pura, sincera e recíproca. À noite, sombras desaparecem.

Com sensatez, me sustentarei aí dentro, imperceptível. Não te aflijas, navegarei por longas datas e quando chegar minha hora, conscientemente te abandonarei. Por enquanto, peço que não subverta-me.

Dona de parte da minha imensidão afetiva

Há algum tempo, se fez forte e presente em minha vida alguns obstáculos que ainda não soube superar. Vez ou outra me rendo à desesperança, quando me vem à mente e sem querer permito descer ao coração. 

Sou imensamente graças ao Jesus, por serem problemas materiais. Os defino como impossíveis, palavra esta que o meu Deus desconhece. Embora enfraquecida, minha fé é intensa, visto que de minhas mãos não há o que ser feito.
Ele disse: "Não tenha medo, você, que é muito amado. Que a paz seja com você! Seja forte! Seja forte!..."
Daniel, 10:19
Busco a presença dEle sempre e pós ouvir o coração, feito Daniel, me sinto fortalecida. Isto é bom!
Problemas maiores atravessam a vida de meus iguais, por isto rogo ao Jesus quase todas as noites para que não abandone aqueles que lhe busca, os que não lhe busca, os que se fazem importante à mim e minh'alma.

Despercebidamente, humanos, permitem que os maus pensamentos fiquem em prevalência aos bons. É automático, irresponsável.

É certo que fiquemos atentos aos sinais (se houverem). Hoje chorei por um motivo digno de minha emoção. Serei tia de uma mocinha que ainda não tem ciência do arraso (bom) que causa aqui, com 0.27m e 0.240kg, coração valente pulsando com toda a força que lhe é permitida por Jesus.



Cativador irresponsável

(via)

Em algum momento de tua vida, (provavelmente) conhecera alguém que teve a audácia de cativá-l@. Alguns ficaram, sustentaram a responsabilidade. Outros, saíram para nunca mais voltar. Outros, só tiveram a intenção de provar o seu "poder de conquista", alimentaram o ego e estavam certos de que não ficariam desde o inicio. Outros, fez isto ingenuamente. Outros...

O cativador pode ser aquele que jamais se esforçou para tal . É possível conhecer o outro sem literalmente o conhecer (creio fortemente nisto), e diante disto, o mesmo estará propenso à te cativar sem ter conhecimento ou sem te conhecer, um exemplo, é a relação fã-ídolo. Neste caso, a situação inclina à ser saudável. 

Quando trata-se de você-fulano, (a amplitude é divergente da situação anterior) esta pode não ser das melhores probabilidades que poderia ter acontecido. Pode ser problemático, pois dificilmente saberás qual o momento em que deverás interromper este vínculo vivido por apenas uma das partes. A vontade sempre será de adiar o fim e permanecer no incerto. Querer viver o inconcebível, é perigoso.

Árduo é, desvincular-se do outro que se faz importante em tua vida. Quase sempre, ninguém planeja o rompimento de uma relação (seja qual for: amorosa, amizade...), o que causa impacto direto no comportamento físico e mental. 

A superação da perda do que nunca esteve contigo, é um obstáculo gigantesco.

Se você tem conhecimento do perigo, certamente o evitará. Mas em sua maioria, este sentimento usurpa o sistema de proteção que você garante para consigo, consequentemente te invade. 
Em alguns, resultam em maior impacto que aos outros. É irracional, natural do processo vital. 

Se não eu, quem te fará feliz?

(egoísta! / via)

Tenho conhecido algumas músicas  que consistem em letras com conteúdo abusivos, fantasiadas de amor, paixão e ciúme carinhoso.
A grande maioria trata-se da história de um antigo relacionamento, onde uma das partes (90% dos casos, a mulher) se ausentou/rompeu o mesmo. Ou então, conta a história de alguma mulher que o homem está afim de 'possuí-la' e fará o não possível para 'adquirir' a mesma.

Os gêneros são variáveis (sertanejo universitário, rock/pop nacional...) e possuem afirmações tais como: "nem ele nem eu", "ele quer ser eu mas não é", "proibida pra mim no way", "se não eu, quem vai fazer você feliz?", "já tô namorando antes de você aceitar, já te assumi""vim acabar com essa sua vidinha de balada /vai namorar comigo, sim! /se reclamar, cê vai casar também/ seu coração é meu", "tem uma câmera no canto do seu quarto /um gravador de som dentro do carro /e não me leve a mal se eu destravar seu celular com sua digital"...

O 'síndrome de possessão' vai além de (apenas) egoísmo. Quando se faz presente, uma das partes fica a mercê do transtorno emocional, e consequentemente o relacionamento se fragiliza. Entra em jogo a ausência de respeito e empatia pelo sentimento e vida alheia, dois dos princípios indispensáveis para uma relação saudável. Isso, quando se trata de uma relação palpável, pois por mais problemático (e nojento) que seja, existem pessoas que agem da mesma forma antes mesmo de estar numa relação existente. Isto é preocupante.

Um dos pensamentos mais errôneos quando se rompe uma relação é de que nenhuma outra pessoa no mundo será capaz de 'fazer feliz' @ antig@ parceir@. Para estar numa relação, antes as partes devem estar felizes e plenas consigo (embora pareça clichê).
Recomeços e segundas chances são consequências vitais inevitáveis e necessárias, ainda que dolorosas. E no principio sempre parecerão não possíveis e inadaptáveis, mas a resistência e paciência contínuas, são essenciais para o sucesso progressivo.

Ninguém se apaixona forçosamente! Ninguém é propriedade privada e o sentimento deve ser reciproco. Emancipar quem não se sente bem contigo, não é prejuízo. Pratique compreensão, amor e empatia com quem você diz amar.

Amar dói

Estamos acostumados a ouvir os outros dizerem que o amor dói, que de alguma forma o mesmo deixa resquícios e traumas ou que toda relação leva consigo dor e prazer, tratam isso como normal/consequência inevitável. Os poetas pioneiros dizem isto, palavras estas que não somos capazes de apagá-las, a matéria corporal se foi mas a grafia impressa na celulose não se apaga de nossas mentes. Os cantores do inicio dos tempos declamam isto, melodias que impregnam em nossas mentes mortais.

Hoje, o status quo de minha alma é de intenso aprendizado e conhecimento, o que me permite refletir sobre parte da influencia do amor em nossas vidas. Tenho visto pessoas dizendo que "o amor não dói e que se está doendo não é amor". Isto tem uma amplitude gigantesca e tratando-se de agressões físicas e psicológicas contra uma das partes num relacionamento, estou em pleno acordo à afirmação anterior.

O que venho dizer talvez você já saiba: O ATO DE AMAR DÓI.

Amar dói e não deveria ser assim. Jesus nos ensinou o amor da forma mais sincera e pura, e é assim que deveria ser: puro, leve, sincero e santo (não estou falando da santidade do âmbito religioso). 

A vida entre nossos iguais tem sido um funil com gargalo que se afunila cada vez mais. A vida tem sido intolerante com o coração. Inventaram pré-requisitos até para o amor: classe, etnia e gênero. Quem permitiu isto se não fora Jesus (o criador da existência do amor)?

O amor que dói, é este que não funciona perfeitamente, que não se doa por inteiro, que anda deficiente por medo de ataque exterminador estrangeiro e não foi este que Ele nos ensinou. Não deveria ser assim, mas amar dói. Quando Jesus voltar, encontrará incontáveis feridas para curar mas não haverá tempo para cicatrização, o que resultará em almas doentes demais. E os responsáveis (nós), já mediram o quão triste o deixaremos?

Nós, por nós? Sororidade?

(via: desconhecido)

A foto acima já foi capa do meu perfil social no Facebook. Eu não sei de tudo, ninguém sabe e por ingenuidade e ausência de conhecimento a mantive durante algum tempo e a removi recentemente por motivos que descobrirá ao discorrer deste texto.

Hoje, 08 de Março de 2017 é mais um dia internacional da mulher. Assim como eu, você mulher, provavelmente recebeu diversas mensagens, inclusive aquela clichês prontas de internet. Não respondi alguma sequer, devem ter pensado que não tenho educação, aliás, é o que a sociedade pensa sobre mim o tempo todo.

Diz a história que este dia fora escolhido para celebrar, lembrar e fortalecer a conquista dos direitos pela luta feminista que vem se movimentando desde o final do século XIX. 
Entre 1960-1970 quando aconteceu o feminismo pioneiro, a mulher branca ia às ruas lutar pelos direitos, cobrar igualdade de gênero, participação política social, emancipação da submissão ao patriarca...
A mulher branca sempre mostrou relutância em reconhecer a estrutura histórica da negra. Ia à luta, mas em sua casa mantinha serviçais domésticas (nem precisa dizer que eram negras), com longa jornada de trabalho, exploradas. A branquitude sempre esteve no topo.
(cena de Histórias Cruzadas, 2011 - aliás, está indicadíssimo)

Mulher branca vive dizendo por aí que somos nós, por nós mas sempre tivera um jeito de inferiorizar a outra. A mulher negra, todos os dias é vitima de ataque racista e misógino e ninguém se espanta  ou faz algo para o extermínio deste preconceito.
Ainda ontem, presenciei uma moça negra sendo exposta (por mulher branca) em grupo racista por ter platinado o cabelo, e tenho visto isto acontecer com intensidade (digo, exposição, opressão em seu todo) .
Quando mulher negra debate sobre algo, principalmente na internet, lhe é questionada a referência bibliográfica, embasamento ou lhe é roubado o protagonismo da fala. É 'diagnosticada' com insanidade por se defender, considerada louca... 

Quem teu "feliz dia das mulheres" contempla? A mulher trans e cis de todas as etnias? Ou só a heteronormatividade branca? Não adianta dizer nós, por nós e na primeira oportunidade ferir a outra ou permitir que a firam sem fazer nada a respeito. Não diga que é dia de todas, porque aí dentro você sabe que não é.
Acredito que em algumas situações, a mulher branca não inferioriza a negra, por maldade. É uma questão de perpetuar os hábitos sem sequer reparar no que está fazendo ou se está ferindo a outra. É talvez, preferir o cômodo, o senso comum à conhecer a luta histórica alheia.

Quanto ao homem branco vir desejar "feliz dia das mulheres, pois sem vocês não teria graça", até o momento não conheci algum que tivesse a honra de receber minha total confiança, quanto ao homem negro: leia aqui, uma partícula do que penso. É uma confusão só!

Vós homens: não parabenize mulher alguma por criar seus filhos sozinha, não anule a responsabilidade do pai (pai?) ausente. Não parabenize todas as mulheres se em todos os outros dias do ano vocês as apedrejam por não se depilarem, por gritarem feminismo, por desejarem o aborto, por terem escolhas subjetivas, por serem rebeldes, por se relacionarem com o mesmo gênero; dizem que são culpadas por sua violência nojenta; cospem na luta árdua diária ...

Feliz dia da mulher? Meça seus "elogios" (aliás, os quais me recuso a chamar de elogio)!

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*Leia também: Teu feminismo me abraça?
*E se você realmente deseja saber sobre o feminismo negro, sugiro que conheça Angela Davis: grande mulher com grandes obras, ela te explicará certinho.
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Respeito, proteção e garantia à vida das crianças e dos adolescentes

(autoria: Sérgio Silva / via)
"O adolescente João Victor Souza de Carvalho, de 13 anos, morreu na madrugada da última segunda-feira (27/02), ao sofrer uma parada cardiorrespiratória depois de ser perseguido por seguranças da rede de fast-food Habib’s na Vila Nova Cachoeirinha, bairro da Zona Norte da capital paulista. De acordo com as investigações, o jovem pedia dinheiro e alimentos para os clientes do estabelecimento."
Este foi o assunto de alguns jornais nacionais desde a semana anterior (27/02). Trata-se da morte de um adolescente onde uma testemunha ocular disse ter visto o segurança agredindo o mesmo (edição em 04/03/2017: João realmente fora agredido e arrastado do local, por 'seguranças'), sendo este o ato covarde que tomou posse da vida de João. João pedia R$1,00 para o alimento.

O Brasil possui um sistema politico e econômico relacionado fortemente ao capitalismo. Num país em subdesenvolvimento, a vulnerabilidade social possui presença notória, pois como é de conhecimento, a  economia não é distribuída igualmente entre a massa (a burguesia corrupta neo-liberalista não permite).

Os meninos de rua podem ser vistos em qualquer espaço geográfico, principalmente no perímetro urbano e os motivos, são os de sempre: a podridão do recorte social e/ou racial que os devoram, a falácia da meritocracia, a desigualdade socioeconômica, o descaso desumano (e existe descaso humano?)...

Diante destas situações corriqueiras, é fácil lembrar-se da Lei Nº 8.069, de 13 de Julho de 1990, que dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e outras providências. Dos direitos fundamentais, são eles: Direito à Vida e à Saúde; Direito à Liberdade, ao Respeito e à Dignidade; Direito à Convivência Familiar e Comunitária; Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte e ao Lazer; Direito à Profissionalização e à Proteção no Trabalho; Prevenção (prevenir a violação dos direitos)...

​Mas a sociedade é estruturalmente podre: a mulher sem condição física-financeira engravida e não lhe é permitido a escolha entre aborto saudável ou continuar com o ciclo da gestação. Obrigatoriamente o filho nasce, mais um para ficar à mercê do descaso social. ​A​ ​​criança cresce e percebe que o sistema lhe obriga a buscar por algo (suprimentos vitais, infração à Lei, refúgio no mercado e consumo de entorpecentes...) e quando ela faz isto, a sociedade diz que bandido bom é bandido morto, que a maioridade penal deve ser reduzida... Quando na idade, não tem a oportunidade de acesso à educação, menos ainda ao ingresso no ensino superior, ou seja, permanecerá sendo o descarte social.
E esta sociedade quem dita isso, é a pró-nascimento que amaldiçoa o aborto legal porque a vida é dom divino mas invisibiliza o menino/adolescente na rua. (Assunto abordado numa postagem antecedente)

"Meu filho era humilde igual eu, catador de lixo. Foi espancado por pedir um real para comer um lanche", diz pai do adolescente.

E o Estado está a cruzar os braços, desonrando os princípios fundamentais da Constituição Federativa do Brasil. Reproduzindo a não dignidade da pessoa humana; negando o direito à cidadania e aos valores sociais; submetendo pessoas à tortura (física e psicológica) e tratamento desumano;  não promovendo a solidariedade; não repudiando o racismo; não solucionando pacificamente os conflitos... (se e ainda não conhece alguns dos princípios fundamentais, leia aqui).

Se o ECA está em vigor, por que não contempla toda e qualquer criança e adolescente? 
Por que só lhe compete respeitar, proteger e garantir a vida dos filhos burgueses e dos filhos dos governantes corruptos e ilegítimos (usurpadores que exalam mau cheiro)?
Quando se encarrará o extermínio do povo? Quando terão paz e liberdade?

Finalizo com uma poema de Sérgio Vaz, (o qual admiro em excesso o trabalho do mesmo) para a reflexão:

Quantos Jorginhos temos/teremos mais?

Repostagem::: Amor em(quadrado)

Hoje o conteúdo é pra quem adora coisas fofas e pra quem adora decorar a própria casa, ou como no meu caso, o próprio quarto.

Sabe aqueles quadrinhos que vendem nas lojinhas de um e noventa e nove? Isso mesmo, aqueles branquinhos, ou da cor que você quiser, que na maioria das vezes são usados pra colocar retratos. 




Cê pode usar também aquele quadrinho que ta aí na sua cabeceira, com a foto do seu ex. Rasga logo ela, dá pro cachorro babar e use o mesmo quadrinho pra colocar essa fofura que disponibilizei pra você fazer download.




As frases são retiradas de alguns textos da Gabi Freitas, do blog Nova Perspectiva. Se você ainda não conhece, tá perdendo tempo. Acessa logo lá, mas tem que ser agora, ops! Agora não, só depois que ler esse post até o final e baixar as imagens. Mas não deixe de acessar e ler todos os textos que você perdeu até agora, hahahaha.



Escolhi cada frase com amor - apesar de que tudo que ela escreve é com amor e por amor. Abaixo tem um linkzinho super carente, que tá gritando: clique em mim. Se você não clicar, ela vai ficar depressiva, então tenha um pinguinho de dó e clique nela pra salvar as imagens em tamanho real.



No total são seis imagens. Imprima-as na metade da folha, caso contrário elas perderão a resolução. Use somente três folhas de papel sulfite a4, por esse motivo o número de imagens é par.





















CLIQUE EM MIM

Modo sobrevivência, abismo social e a emancipação utópica

(via)

Sobreviver, é a continuação da existência pós algum acontecimento. 

É do conhecimento de todos que grande parcela da humanidade vive à mercê dos ataques danosos psicológicos e/ou físicos. Mas sempre existem os que de alguma forma são atingidos com mais frequência, por exemplo: o individuo que sofre genocídio étnico subentendido (subentendido = o institucionalizado que finge que não é), o desfavorecido socioeconomicamente (que sofre exploração trabalhista diária), o alvo do preconceito lgbt+, entre outros inúmeros.

Elaborei uma parábola (não sei se posso chamar assim) para facilitar o entendimento. A vida em sociedade te presenteia (cavalo de Tróia) com uma corda, ao nascer. Com o seu crescimento e desenvolvimento de capacidade cerebral, perceberá que nem todas as cordas são iguais, que alguns receberam um cabo de aço com bitola de alta resistência juntamente à  equipamentos de proteção individual, outros receberam barbante fio n. 04, cordas de náilon, canudo de plástico... Concluirá então que a não igualdade te abraça no berçário (se bobear, antes de tua mãe). 

Pós presentear, coloca sob os teus pés uma cratera gigantesca e você passa a usar o material recebido para o auto sustento
O tal abismo social (a cratera), te puxará constantemente a fim de ceifar teu oxigênio, ou te cansar a ponto de você pedir desistência e ser declarado derrotado.
Quando você é o individuo que recebe ataques danosos frequentemente, consequentemente entra em modo sobrevivência, e o teu maior desejo passa a ser que ao término do dia ainda esteja em vida (você passa a viver pela luta contra a não interrupção da vida e não viver a vida - usufruindo dos prazeres).

Por medo da ação-reação social, muitos omitem a verdade sobre si e continua a esconder o que gostaria que todos soubessem. Talvez se revelasse a verdade, o abismo agiria com força maior e poria fim em tua existência com mais rapidez, como tem feito com muitos. 

A vida socialmente injusta, não permite que todos sejam realmente livres, na verdade o que ela  tem oferecido até agora é a pseudo-liberdade. Ela diz que você pode ser o que/como quiser, mas te limita a isto, induzindo-o ao padrão socionormativo. Padrão este que não se importa se você tem condições de se submeter ao mesmo ou não, ela só quer que você seja.

(via)

Há os que tocaram/tocam a superfície, por meio dos dos ombros alheios cansados, mesmo tendo em mãos os cabos de aço de alta resistência (explorar o outro é mais saboroso?), o verdadeiro significado de "subir na vida". 
Aos demais, a real emancipação parece ser utópica, pois está para além do horizonte. Como atingi-la  se ainda não lhes foi possível nem a saída do abismo sub-superficial?


Nóia, gay e periférico

(autoria: lidyane ponciano / via)

Recentemente tive a oportunidade de assistir um vídeo no Facebook onde um menino (aproximadamente 17 anos) agradecia a importância de seu namorado em sua vida e também pelos meses de namoro. Dessas declarações que pelo menos 70% dos casais sentem necessidade insaciável de compartilhar as respectivas relações, publicamente.

Arriscaria dizer que é desnecessário, o amor sentido/vivido não deve ficar exposto à qualquer intempérie evitável. Mas não compete-me ditar o que é melhor para cada casal, existem diversas maneiras de expressão pelo sentimento de um ao outro, e talvez esta possa ser uma delas.

Chamam de nóia, a pessoa dependente de entorpecentes. De periférico, a pessoa que habita nas comunidades em estado de vulnerabilidade social. De gay, a pessoa que se relaciona amorosamente com outra de gênero igual. 
Problematicamente, se você for apenas um destes três, significa que é automaticamente rejeitado pela massa.

Os meninos do vídeo, aparecem com tatuagens espalhadas pelo tronco corporal, usam alguns acessórios (óculos Juliet (ao mais íntimos, Juju), boné aba curva, bermudas praianas...).
Diante disto, surgiram os integrantes do Poder Judiciário virtual que nomearam-os de chavosos, nóia, vida loka...  Você não diz que alguém é vida loka se não você não sabe qual é o conceito deste termo para ela (uma pessoa vida loka, segundo a internet e algumas pessoas, é individuo infrator que corre diariamente em busca de algo para ser teu (seja alimentos, objetos, utilitários, moeda nacional...) se aventuram e não respeitam o limite. Mas, pode ser ainda, uma vida difícil, com muitos obstáculos desvinculados ao crime, a serem solucionados.). E você não diz que alguém é nóia, partindo de suas vestes e/ou características físicas.

Sem novidade alguma, o ódio foi destilado no campo para comentários...


(extraído do facebook)

Sem empatia, o Poder Judiciário virtual e anti-ético digita/elabora textos medonhos. Na maioria das vezes, estes valentões, são integralmente diferentes no âmbito familiar. São filh@s, marido/esposa, amig@s incríveis quando estão em companhia dos teus. Virtualmente agem com diferença. Ética? Só na presença de quem desejam cativar.

Amor seletivo não é amor. Ou você é capaz de amar ao próximo independente das diferenças, ou você não ama a ninguém. Ou ainda, você não ama a ti mesmo (uma vez que seu 'dever' enquanto em vida, é amar ao próximo como a ti).
Amar ao teu próximo, este é o segundo dos maiores mandamentos. Já refletiu se tuas ações deixam teu Deus orgulhoso d@ filh@/amig@ que és? Não é o amor, o núcleo de tudo que possui vida?

E se você não crê em Deus algum, nem no amor, ao menos respeite. Não doe o ódio que você não quer receber. Não deixe de doar ódio, só porque pensas que poderia ser alguém da tua família. Deixe de doar o ódio, pelo outro ser uma pessoa humana, feito você.

Aos pais, ensinai aos vossos filhos a não odiar o outro. O preconceito ceifou/ceifa milhares de vidas (por meio de violência física e psicológica), não seja tu, participante deste extermínio...

#empatiapresente #resistirsempre

Viajar é necessário e todos deveriam se aventurar!!!

(MG, estado que viverei para conhecer! /autoria: Sérgio Mourão, Acervo Setur - MG / via)


Viajar para um espaço delimitado pelo mapa que não seja de teu convívio cotidiano, é incrivelmente prazeroso. Aprender sobre a cultura alheia, conhecer a história do povo local e as marcas antecedentes, é enriquecedor.

Esta é a tendência da transição de 2016 para 2017. 'Todos' desejam, salivam, saltam os olhos e vibram os ouvidos ao tocar o assunto. É a pauta discutida com uma aspiração que não se pode medir, como se o mundo já estivesse tão saudável, a ponto de nos restar somente o usufruto benéfico material como consequência.

Não seria necessário, mas vale dizer que os donos (pelo menos a maioria) dessa aspiração ininterruptível, são os integrantes do 'movimento' good vibes classe A. Traduzindo, é a elite comunista pé no chão (não sabia que eles existem?) que valoriza a vida simples e tranquila, prega o desapego material, exala muita calmaria, prioriza um dormitório com paisagens incríveis nascendo ao peitoril da varanda, acampa no terraço jardim particular para assistir a dona Lua bailando toda elegante de vestido branco rendado...

Viajar não é infração, é incrível. O que percebo, é uma infração cometida contra a singularidade condicional ao individuo desprovido, uma imposição dessa tal necessidade contra a parcela em estado de deficiência socioeconômica, que mal se sustenta com o crédito mensal total da casa. E quem não atende a demanda, fica do lado externo da circunferência pomposa.

Significado de Necessidade s.f.
Característica ou particularidade do que é necessário (essencial).
Aquilo que não se consegue evitar; inevitável: comer é uma necessidade.
O que não se deve prescindir; que não se pode pôr de parte; imprescindível: ele precisava suprir suas necessidades.

Lido acima, pode-se concluir que viajar não é necessidade vital. As despesas são tamanhas que não cabem no bolso de todo e qualquer individuo, basta googlar brevemente para ter conhecimento das mesmas. Todos possuem reais necessidades vitais que são inevitáveis, prioridades.

Uma conscientização sobre o assunto é necessária, pensamentos devem ser re-analisados e não mais serem reproduzidos (impostos) aos que carecem de condições sociais. A viagem é convidativa, mas não contempla todo e qualquer tipo de mochileiro. O Sol nasce para todos: para alguns, ao peitoril da varanda do dormitório; para outros, da janela de aço oxidada devido a patologia atrevida do material.

Ela é como se fosse da família!


(via: arquivo pessoal - mão que me segura desde 27 de janeiro de 96)

Este é uma exposição do pensamento e sentimento íntimo da uma filha de uma empregada doméstica.

Dona Jane, minha mãe, começou sua relação com o serviço doméstico remunerado aos 14 anos. Família pobre, com 6 filhos e os pais. Imigraram para o perímetro urbano e expostos à um estado de vulnerabilidade, tiveram que se dispor a qualquer trabalho para que fosse possível a sustentação da casa.
Como é sabido, quem começa trabalhar aos 14, consequentemente perde o direito à educação. À época, a mão de obra infantil era institucionalizada (ainda é em alguns lugares, pois a atividade pecuária é responsável por 40% da mão de obra escrava no Brasil, distribuída entre crianças e adultos).

Mais tarde foi sancionado a Lei Nº 8.069, DE 13 DE JULHO DE 1990, que se dispõe sobre a proteção integral à criança e ao adolescente no Brasil. Neste período, a jovem Jane, completava duas décadas e três anos.

A atividade doméstica remunerada, em 2016, empregava 6,9M de mulheres, em sua maioria analfabetas.
Embora,  uma profissão oficial (digo, reconhecida pelo MT), a imagem da empregada doméstica está amplamente relacionada ainda ao período escravista.
Me aventurei buscando algumas vagas para exemplificar para você e me surpreendi além do esperado. A intenção era de relacionar os requisitos e distribuição de atividades vs. remuneração ofertada, mas o que me fez querer tecer este pensamento aqui, foi o difícil e o restrito acesso às vagas.

Pelo menos 70% das vagas estão ocultas em plataformas pagas: Provavelmente quem procura emprego, precisa do dinheiro. É impossível aplicar o que não tem. 90% só recebem currículos via e-mail: A grande maioria possui somente o ensino fundamental (ou nem isto) e não se consideram aptas para elaborar um currículo, ou não possuem um e-mail por não ter domínio na informática.
Entre outros pontos que quase impossibilita a materialização da participação no processo seletivo. As vezes acaba ficando só no desejo.
As atividades impostas são inúmeras, como já dito, muito parecidas com mão de obra escrava (não digo todos), pois se cobra muito por uma remuneração que mal paga o feijão dos filhos.

As que são mães, passam mais tempos com os filhos de seus senhores que com os filhos de seu próprio sangue. Estas são tratadas como: braço direito, mãe preta, 2º mãe, tia, quase da família...


(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Muitos 'romantizam' e classificam estes dizeres como amorosos, mas não são. Acima uma foto publicamente compartilhada por Luciana Fialho (a qual desconheço). Estes 20 anos que a Tereza passou servindo a família, ela poderia infelizmente ter perdido o acompanhamento do desenvolver de seus filhos. E com certeza, deixou de viver suas expectativas pra viver a vida alheia.
(via: @lucianafialho / acesso em 16/02/2017 às 12h am)

Problematicamente a atividade doméstica remunerada é 'liderada' por mulheres pretas (ou descendentes com fortes traços - a preta de pele clara -, mas isto não quer dizer que só elas ocupam esta posição). Genericamente, racistas (ou qualquer preconceituoso que seja) se apoia no Fulano preto que eles conhecem, o que não cicatriza ferida alguma.

A imagem da empregada doméstica, está relacionada ao ser não pensante, que faz somente o que lhe mandam, sem debater, sem denunciar a infração. E quanto à valorização da empregada doméstica, poucos a reconhecem socialmente (a minoria). Algumas ainda se submetem à negação de seus direitos trabalhistas e pois precisam do emprego e temem as consequências da denúncia.
E  como se a pouca importância que oferecem à estas mulheres já não fosse desumana, procuram ainda propagar a inutilidade de suas filhas. 

(via: Pragmatismo politico / acesso em 16/02/2017 às 12h35 am)

Esta é parte da mensagem de Celso Jacob (deputado federal pelo PMDB/RJ), a mensagem completa foi a seguinte: 
"Às vezes me sinto a filha da empregada pobre, mas gostosa. Só serve pra comer e depois nem fala”. (Celso Jacob)
Trata-se de que o tal Jacob, estava sentindo-se sem atenção dos demais porcos capitalistas. Outra vez, mulheres sendo hiper sexualizadas/objetificadas, vitimas da cultura socialmente machista/misógina. E se for preta. a vulnerabilidade aumenta.

O fato é que a cultura racista/misógina que sustenta a ideologia meritocrata/capitalista neoliberal, deseja todos os dias que estas mulheres se perpetuem, que passem de mãe para filha, neta e sucessivamente, para que eles sempre tenham a quem explorar.

Enganaram-se, as filhas das empregadas, a negritude vulnerável, estão sendo 2x melhores (é o que pede a injustiça). Conquistando altas pontuações em vestibulares cobiçados nacionalmente. A vitória da irmandade é a vitória de todos. "Tentaram nos enterrar mas não sabiam que eramos sementes."

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Referências: Indicadas

Efeito do condomínio privado sobre a cidade


(via)

O conceito de cidade, não é um só. Existe uma amplitude de fatores que provam isto, existem também diversos estudiosos, jornalistas, escritores e urbanistas que já contribuíram com os seus pensamentos quanto à isto.

Raquel Rolnik, urbanista e  professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP), autora de "O que é cidade", livro este que ela discorreu sobre seus múltiplos olhares sobre a cidade, enquanto: produto para atrair indivíduos externos, livro de histórias culturais e de seus habitantes e outros.

O processo de urbanização da cidade, não é simples. O planejamento urbano é essencial para que o resultado seja uma cidade que atenda às necessidades de todos.
A cidade é um livro aberto onde a escrita é a história de seu povo, desde seu nascimento.  É também um cenário de vivencias sociais, culturais e outros, ou seja, possui função. Necessita de uma infra-estrutura que valorize sua respectiva densidade humana.

Jane Jacobs afirma que mesmo que o poder público/privado tenha capital excedente para investir no planejamento urbano, ainda assim isto não se auto sustenta. Nem só de capital vive o planejamento urbano, embora o mesmo dependa bastante da economia. Pois se assim fosse, não teria tantos bairros em condições de vulnerabilidade de lazer, moradia e mobilidade urbana.
O fato é que o investimento socieconômico publico/privado não soluciona problema algum, se o mesmo for aplicado de forma incorreta.

A idealização do condomínio residencial privado, desde o principio, foi pensando em assegurar plenitude  de conforto e segurança. Para Jane Jacobs, ao invés disto, o condomínio privado desperta o interesse do infrator para adentrar o espaço. O mesmo pensa que "se está fechado, certamente existe coisas de valores armazenadas dentro dos muros" e então, o discurso de segurança, perde a sustentação.

Em minha cidade, existe um complexo privado de uso múltiplo, onde os idealizadores prometem satisfazer as necessidades das famílias contemporâneas com elegância e exclusividade: apartamentos de 68,00 m² à 215,00 m². O empreendimento conta com apartamentos residenciais, comerciais e corporativos. Reúne num lugar só, quase tudo que é essencial para a vida humana. 


Isto parece ótimo para quem conseguiu adquirir. Mas não acredito ser bom para uma vida saudável em sociedade, pois uma vez que o morador tem quase tudo ao seu curto alcance, o mesmo não necessitará sair de seu raio de conforto e isto resulta na não-promoção da socialização humana.

Ainda referenciando Jane Jacobs, ela acredita que as vias da cidade, contribuem fortemente com a segurança para todos. Se as mesmas possuírem uma ótima infraestrutura, iluminação, conservação física, consequentemente promoverão um fluxo constante de transeuntes e automóveis. Crianças não terão medo de brincarem no período noturno, pessoas não terão medo de ficar debruçadas na janela de seus dormitórios a observar o movimento. E isto promoverá ainda, a segurança de todos, pois o transeunte terá o pensamento de que enquanto tiver alguém a observá-lo, nada maldoso lhe acontecerá.

Se o planejamento urbano fosse tratado com seriedade, não seria necessário a implantação de condomínios. É fato que os mesmos não garantem a segurança plena, talvez somente confortabilidade. Jacobs considera que os condomínios horizontais e verticais são barreiras visuais e limitam a paisagem urbana.

Cada vez mais, constroem-se condomínios privados na cidade e isto fortalece a segregação socioespacial econômica enquanto oferece uma segurança utópica aos moradores dos mesmos.
Vale analisar também se estes condomínios estão sendo implantados num ponto dentro do contexto, pois este de minha cidade não condiz com o entorno e fora locado onde poderia ser implantado um parque ou outro equipamento que atenda as reais necessidades dos cidadãos do local.

O planejamento urbano é importantíssimo e nenhum pouco simples de ser elaborado, mas é o primeiro passo para que uma cidade tenha um bom desempenho. Lembrando que deve se pensar na cidade como uma metamorfose, para que posteriormente não seja necessário o processo de reurbanização, o que seria mais complexo ainda (e quase nunca acontece, por isto o mau funcionamento nas grandes cidades).

Concluindo, acredito que a vida em sociedade merece uma nova oportunidade para nos cativar. Não apoio o fim dos condomínios privados já existentes, apoio o inicio de novos pensamentos críticos, ao invés de somente implantar empreendimentos que têm por objetivo conter a vida do morador num só espaço. Pois como já foi abordado acima, a segurança oferecida é incerta.

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Referências: Resenha de Morte e vida de grandes cidades, Jane Jacobs 2000 (via Vitruvius) e livro O que é Cidade?, Raquel Rolnik.

Violeta chic - Esmaltes Risqué

As unhas da semana anterior foram estas. Usei o Violeta chic da marca Risqué. Na verdade não há muito o que dizer, a cor me é cativante, o produto é de fácil espalhabilidade e ótima cobertura.







Estas foram alguma imagens. E aí, gostou da cor?
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Reconhecer o privilégio da branquitude é diferente de estar disposto a abrir mão dele


Recentemente um vídeo da estréia do programa da emissora Globo, "Tá no ar" enfebreceu no Facebook. O nome do vídeo é Branco no Brasil. 

É protagonizado por Marcelo Adnet. Superficialmente o trabalho me foi interessante, mas coube uma breve análise. 

Marcelo Adnet, homem branco bem-sucedido, denunciando universalmente, o racismo no Brasil. Uma colega de rede social levantou uma questão: quantos negros existem na equipe de Adnet? Nenhum (e se tem, se quer apareceu na foto tirada que também está na internet. e se não apareceu, porque? então prefiro pensar que não tem).

Os negros, são sinônimo de monstruosidade (que rouba, mata e faz tudo é fora de lei), causam estranhamento em diversos ambientes e segundo os opressores: só servirmos para servir. Negros morrem pelo sistema racista todos os dias. RENEGADOS, uma vez que "não são filhos" de quem disse que colonizou o país. Negros são infratores só por existir (pois estão fazendo o uso da vida, que por sinal eles não têm direito, não é?!)

OS NEGROS, DENUNCIAM O RACISMO TODOS OS DIAS E SÃO CHAMADOS DE VITIMISTAS. Há que diga que exageram nos fatos e enxergam coisas onde não tem.

Quando o branco fala, todos escutam e assinam sob o que eles escrevem. Ainda mais se for branco com fama. Todos se levantam, aplaudem e jogam confetes, e o cara branco famoso passa ser o maior revolucionário da história negra no país. Todos passam a enxergar que realmente existe racismo e que os brancos possuem inúmeros privilégios.

O homem branco NÃO deve se apropriar do local de fala do homem negro, pois também é uma forma de silenciamento e revogação de seus direitos.
De nada vale o branco reconhecer o privilégio branco, se não está disposto a abrir mão dos mesmos. Enquanto isso, o protagonista reforça e endeusa sua própria imagem pública e midiática, e o número de negros na TV continua a ser desproporcional, o número de negros nas universidades continua a ser desproporcional, uma vez que a população do Brasil é predominantemente negra.

516 anos e 39 dias de Brasil e o retrocesso ainda em prevalência! Que problemático, não?!

Pão de mel - Vult comstética

Ultimamente, criei coragem e comecei a usar algumas cores marcantes nas unhas. Decidi que compartilharei com você, as cores e marcas que eu usar e gostar.

Nesta semana, passei o Pão de mel da Vult cosmética. Adorei a cobertura brilhante. Como sou eu quem faço (embora minha irmão seja manicure - mas como diz o ditado: em casa de serralheiro o espeto é de madeira), isto significa que não fica (nem ficará) em perfeito acabamento.
Preço aproximado: R$5,00 a R$7,00.
Enfim, espero que gostem!!! 😊







Fotos de arquivo pessoal, sem filtros e com luz natural.

Aniversário do blog - 3 anos de gratidão!


Para quem me acompanha desde o inicio, tem conhecimento de que esse pequeno espaço já se submeteu a diversas e incríveis mudanças. Nesta postagem expliquei vagamente sobre o nome que leva hoje.

Pude conhecer pessoas incríveis que me deram e continuam dando um apoio gigantesco. São muitas.

Este espaço é um grão de areia ainda, mas já me proporcionou um conhecimento e tanto. Aprendo com cada postagem, com cada assunto, que na maioria das vezes, são assuntos corriqueiros.

Já passei por momento difíceis, como todo humano, e esta foi uma das formas que me ajudou a melhorar.


Com exatidão, ontem (02, fev, 2017) o blog completou 3 anos. Nunca comemorei antes, talvez por falta de tempo (ou pouca importância) mas hoje, isto realmente é parte de minha vida (não sou diferente do que mostro aqui).

Quando a ideia de criá-lo me veio à mente, hesitei e posterguei por um tempo. Pensei que não daria conta, e realmente já deixei a desejar, congelei por um bom tempo, mas posteriormente isto se espalhou da mente para o coração.

É imensurável o tamanho da gratidão que sinto por você está aqui. Descobri recentemente que tem pessoa desde 2014 comigo, isto é incrivel! E a cada novo seguidor, vibro com a mesma intensidade do principio.

Sou grata.
À Jesus pela oportunidade;
À minha mãe e irmã pelo apoio gigantesco;
À você que me oferece tua companhia.

E em minhas orações, rogo ao meu Deus que te ame e te cuide...



O que uso na pele

Raramente preparo e maquio minha pele e admiro um tanto as mulheres que saem toda produzidas seja qual for a hora do dia.
Não saio sem absolutamente sem nada nada: corrijo as sobrancelhas e passo "pó de arroz", mas só elaboro (quem vê pensa haha) um pouco mais quando saio de noite.

Como a maquiagem não é uma das prioridades neste momento de minha vida, opto sempre pelo produto com melhor custo e resultado. Separei o essencial para indicar à você!



  • Primer HD Abelha Rainha - aproximadamente R$23,00
Ótimo rendimento, por espalhar facilmente na pele, facilita bastante na hora da aplicação da base.



  • BB Cream Avon - Hoje, aproximadamente R$42,00 mas quando comprei me custou menos de R$30,00.
Ótimo rendimento, fácil cobertura da pele. Porém deve-se espalhar rapidamente pois seca imediatamente e se continuar espalhando ela esfarela.



  • Pó compacto Vult - aproximadamente R$30,00
Fácil de espalhar e também tem um bom rendimento.



  • Lápis para sobrancelha Avon - aproximadamente R$20,00
Para quem entende de maquiagem (que não é meu caso), creio que ele não seja tão legal, mas me satisfaz enquanto amadora. Ele não permite um contorno definido.



  • Batom líquido Abelha Rainha - aproximadamente R$12,00
Fácil aplicação, secagem rápida e longa duração. Porém a cor desbota facilmente, necessitando de retoque com bastante frequência.


E aí, me indique algo que você usa!!!!

Me acompanhe nas redes sociais e não esqueça de deixar teu comentário e seguir o blog!!!