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Refúgio

domingo, 20 de agosto de 2017

(ilustrativa ao texto - via)
- - - -
do outro lado
alimenta minh'alma das coisas que só acredito
enquanto você respirar.
desse lado
só respiro 
enquanto você respirar.
sou vida
prosa e poesia
palavra inteira ou meia
enquanto você respirar.
sou o tanto na medida certa
sou o que foi e o que virá
enquanto você respirar.
o meu refúgio é teu respiro
o tempo sopra
e por enquanto, 
me oriento
coexisto.
só enquanto você respirar.
genuinamente
daqui
é bom vê-lo feliz
do outro lado.

Eu te esperei...

sábado, 19 de agosto de 2017

(Stephanie Ribeiro - via)
- - - -
Nos primeiros dias depois que você se foi.
Sentei no balanço vermelho que você me deu.
E como eu não podia fazer mais nada.
Aprendi a te esperar até o dia que você quisesse
Voltar a me balançar.

E te esperei.

Na primeira festa da escola para você
Fiz corações de cartolina com seu nome dentro.
Ensaiei cantar aquela música do Fábio Jr.
E te esperei.
Pensei que no meio daquelas várias pessoas
Você ia surgir para me ver
Que nem acontecia nos filmes da Sessão da Tarde.
Então até o último minuto eu cantei olhando a porta
E te esperei.

No meus aniversários.
Eu te esperei.
Nas formaturas.
Eu te esperei.
No almoço de domingo.
Eu te esperei.

Quando me fizeram chorar a primeira vez no recreio.
Eu te esperei.
Quando não sabiam pentear meu cabelo que era como o seu.
Eu te esperei.
Quando o primeiro garoto me fez me sentir um nada.
Eu te esperei.

Incansavelmente te esperei. 

Guardei sua foto no fundo do meu armário.
Guardei o urso azul que você me deu.
Guardei a memória do balanço vermelho.
E te esperei.
Esperei o equilibrio.
Esperei o balançar no sentido certo.
Esperei o empurrão para chegar mais alto.

Eu esperei seu tempo.
Esperei sua mudança.
Esperei até o último momento.
Sentei no balanço e esperei o seu impulso.
Esperei.

Quando você voltou,
Disse que tinha mudado.
Que sabia o que tinha feito de errado
E prometeu nunca mais me abandonar.
Eu vi meus pés nas nuvens.
Eu senti o vento no meu corpo.
Eu esperei você.
Esperei você me dar todas as provas que por você
Eu nunca seria amada.
Esperei tanto.
Que agora sozinha eu sei me balançar.
 - - - -
Poema de Stephanie Ribeiro, "Lido na última edição do TEDX, no sábado (12/8), em São Paulo, emocionou o público ao relembrar a espera pelo pai, que abandonou a ela e a irmã Giulia quando eram crianças."
"No Brasil 5,5 milhões de crianças não tem o nome do pai no registro, e eu fui uma delas assim como minha irmã Giulia, que para mim importa muito e que pode contar comigo se precisar de um empurrão.  Durante 7 anos nosso registro só constava o nome da minha mãe, minha irmã nem sequer tinha tido contato com ele por esse tempo e após sua “retomada” as nossas vidas uma sucessão de finais de semana sentadas na sala esperando por ele que nunca chegava vivenciamos. É fortalecedor expor isso publicamente, num país que homens como meu pai são abraçados e amparados, enquanto mulheres como minha mãe são isoladas." (Stephanie Ribeiro)

"E se todos fossemos negros?"

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

(via)
"Negros podem alisar os cabelos, pintar de loiro, usar lentes de contato... porque é “interessante” parecer branco. E o processo inverso? Como funcionaria? Não há nada de degradante nisso.  Uma ferida aberta na história da humanidade que parece não cicatrizar. Um assunto tão ultrapassado e que ainda persiste, comprovando o quanto ainda somos primitivos. Sei que no paraíso não há racismo nem racistas. Isso é uma coisa mundana e suja.  Em recente viagem a um éden natural banhado pelo mar do Caribe, fiquei hospedado em um resort que recebe visitantes de todos os cantos do planeta em busca de diversão, descanso e principalmente comodidade e mordomia. Neste universo turístico, ainda há o chamado Royal Service, onde uma casta abonada de brancos é servida incansavelmente por uma equipe qualificada de negros. Negros e negras lindos, com olhos brilhantes e saudáveis, muitos deles oriundos do Haiti ou de países africanos.  A situação se torna desconfortável quando percebemos que alguns destes “brancos endinheirados” tratam os funcionários do local como se fossem robôs, ou “máquinas de servir”, chegando ao ponto de não cumprimentar os mesmos na chegada em um determinado espaço onde serão atendidos.  Em que ponto exatamente em nossa história antiga se estabeleceu que havia uma raça superior à outra? Que espinho é esse cravado em nossa sociedade que até hoje não foi arrancado? Que sentimento preconceituoso é esse, daqueles que se intitulam superiores? Quem são os portadores de tal arrogância, entre nós da raça humana?  Impressiona o fato de ainda nos confrontarmos com este câncer que mistura discriminação, indiferença e sofrimento. Acredito que a principal razão para tanta intolerância seja o medo. As pessoas em geral têm medo de seus próprios sentimentos e de tudo aquilo que é desconhecido. No momento em que colocamos alguém em uma posição “inferior” a nossa, nos sentimos valorizados e privilegiados, e isso é mais do que lamentável, é vergonhoso.  E se todos nós fossemos negros? Pensando nisso, criamos uma série de retratos de personalidades imaginando as mesmas pertencendo à raça negra. Chefes de estado, celebridades e ícones da nossa cultura fazem parte do experimento What If? – The portrait collectionA ideia partiu de Henrique Steyer ao retornar de recente visita à República Dominicana. Os retratos foram criadas em parceria com o designer Felipe Rijo, especialista em manipulação de imagem." (Henrique Steyer, disponivel aqui, acesso em 17/08/17)

Fazia uma pesquisa sobre arquitetura e design, quando encontrei no boomspdesign, o perfil de Henrique Steyer: homem branco, formado em arquitetura e urbanismo, pós-graduado em imagem publicitária e pós-graduado em design estratégico.
Algo que me instigou a querer conhecê-lo, sem dúvida, foi o trecho seguinte, presente em sua apresentação:
"Com um espírito criativo absolutamente globalizado e raízes muito bem fincadas no Brasil, Steyer aposta também em outra faceta: o desenho industrial. Suas coleções autorais saíram das pranchetas com forte acento arrojado, passeando por temas que mesclam patriotismo, erotismo, crítica social, crítica racial, política, poder, sincretismo religioso e muito mais."
Numa breve googelada logo o encontrei, consequentemente, seu projeto 'What if?' (E se?). A partir disso, infelizmente, tive mais certeza de que brancos, realmente não se importam em saber o que é racismo.

Olhos claros e cabelos lisos com fios loiros não é cultural, muito menos genética intrínseca de uma única etnia. Nunca foi "interessante" parecer branco. Todo o mundo que os privilégios estão concentrados e trancados com as 7 chaves dos padrões da supremacia branca heteronormativa. Para parecer conveniente e razoavelmente aceito em diversos meios, alguns negros se submetem a diversos procedimentos.

Racismo não é assunto ultrapassado, está acontecendo agora, na frente de todos e não precisa expandir muito o horizonte para vê-lo. Essa tal ferida está longe de cicatrizar, uma vez que os microrganismos que a inflamam, continuam se multiplicando.

Como esse tal espinho poderá ser arrancado? Tenha certeza que não será com essa ideia 'E se?', de conscientização.

Quando dizem que os negros são lindos e saudáveis - somente -, só reforça a ideia de que só se interessam pela beleza seletiva e funcional que produz dinheiro para os senhores.

Brincar de  colorir não conscientiza ninguém. A negritude está se movimentando e morrendo em massa, não basta para conscientizar? Quantas outras vidas precisam ser tratadas indignamente? A luta é vã? Porque, enquanto hipotetizam os fatos, o genocídio só aumenta.

Não é sobre enegrecer os brancos - negro não é fantasia -, é sobre cobrar que os respeite com dignidade e humanismo. Que papelão (para alguém que se considera intelectual), que pecado (para alguém que acredita no paraíso), que blasfêmia, quanta ausência de respeito, quanta indiferença com a cultura negra! Black face até no Adolf, hein?
Ativismo mais legitimo que este? Impossível! "Denuncio o racismo mas continuo explorando os negros lindos e saudáveis!"

Essa surrealidade é real. What if, a branquitude começasse se importar com a negritude? What if, eles parassem de fingir não compreender que as raízes do racismo é institucional, é político-social? Nada é tão superficial quanto fingem pensar. Reproduzir falácia pobre de História e continuar no trono, reforça o conceito de que realmente não se importam.

Ao invés de What if, porque vocês não se disponibilizam para trocar - literalmente -, um dia de vida com Rafael braga, Cláudia Silva Ferreira ou Luana Barbosa? Aí ninguém quer! Racismo é lucro, não é? O sistema ganha, vocês ganham vendendo isso que chamam de arte/conscientização; e quem perde são só os negros... Covardia institucionalizada!
Observação: 1- Acesse o arquivo de Steyer para ver mais desgraças. 2- Se você, sr. Henrique Steyer, por acaso ler isso, por gentileza se posicione ainda que isto seja indefendível.

Período fértil

terça-feira, 15 de agosto de 2017

(via: reprodução pinterest)
- - - - -

areia do deserto são teus lábios
quentes
macios
movediços
e como quem não deseja salvação,
onde mais desejaria me afundar?

o quase silêncio 
é vencido por cada badalada do pêndulo que exerce liberdade em teu peito, 
um louco equilibrado 
que transborda sabedoria, até quando nada diz.
onde mais desejaria me repousar?

nossas almas se externizam,
o silêncio fala por nós:
onde mais se pode ouvir com clareza a frequência que revela o timbre do amor?

a rotina não mais incomoda,
o que antes parecia provocar efeito anestésico,
estremece em turbulência.

do marco zero a aurora
somos mais alma que gente
é quando tudo acontece:
o período fértil do amor.

A definição de masculinidade foi atualizada com sucesso!

domingo, 13 de agosto de 2017

(via)
THE MASK YOU LIVE IN (a mascara em que vive)
Disponibilidade: Netflix

2015 • 14 anos • 1h 32min 

Este documentário sobre a "crise dos meninos" nos EUA, explica como criar uma geração de homens mais saudáveis e apresenta entrevistas com especialistas e acadêmicos.

Direção: Jennifer Sieber Newson
Classificação:


- - - - - 
O documentário que venho vos indicar, é de extrema importância social, pauta que deveria ser considerada política ao nível do conhecimento de todas as mães, pais, educadores e todos os outros. Reflexão para além de necessária.

Trata-se da cultura da masculinidade e o molde não saudável de criação de homens nos EUA - mas, válido para todo o território terrestre.

O modo como se cria homens é problemático. Quando ainda meninos e adolescentes, são ensinados que não se pode chorar, que por serem fortes não podem deixar o sentimento aflorar (sentimento é coisa de fraco)... genericamente, estas afirmações são reproduzidas pela figura paterna, os quais eles acabam acreditando - por serem seus heróis - e se espelham.

A ausência da figura paterna, ao contrario do que se pensa, não é problema somente da família mas também é problema social (quando se trata de abandono paterno, não digo sobre a diversidade de famílias que não contemplam homens em sua formação).

No desenrolar do documentário, é possível enxergar 'de forma ilustrada' como isso ocorre.
Quando o menino cresce sem o pai, de certa forma, ele não encontra em quem se inspirar dentro de casa. Consequentemente, ele busca a tal representatividade, nos homens da TV: heróis imbatíveis, dominantes de todas as situações, com sucesso financeiro, durões/vilões, seletivos entre si ("quem é menos homem não anda comigo!"); nos homens dos videogames: perversos e violentos, intolerantes a provocações, não resolvem os problemas por meio de comunicação verbal; nos  homens da Lei: admirados por exercerem soberania aos 'moleques', donos da lei... e outros.

Parte desses meninos buscam  masculinidade nos jogos, principalmente no futebol. Não querem ser diferentes: "todos jogam, preciso ser como eles!". E é então, quando a figura do técnico passa a ter suma importância em suas vidas.
Alguns que não tem pai presente, como já foi dito, busca a figura do mesmo,  em outros. Parte deles, encontram essa tal figura em seus técnicos. A partir disso, esse cara é o maior responsável - ainda que subconscientemente - por parte da formação de caráter desse jogador.
Seu sucesso passa a depender das diretrizes do técnico, e se este, prioriza vitoria sobre ética (ensina-os a vencerem a qualquer custo, seja eticamente correto ou não), pode-se imaginar o futuro desses jogadores. Ainda que sem pretensão, o futebol também cria homens (e não depende só do técnico, mas também, da associação esportiva na qual fazem parte).
O futebol possui um papel decisivo para muitos, podendo ser educativo/construtivo ou destrutivo. É necessário se manter atento, e isto também compete a sociedade.

Outros - adolescentes - ainda, buscam referencia nos materiais pornográficos. Por lá, aprendem como as mulheres gostam de serem tratadas, constroem sua noção de sexualidade. Segundo pesquisas (neste documentário), a busca por videos de estupro também é grande.
E a cultura do estupro continua se reproduzindo, o feminicídio continua ceifando vidas. Os homens se sentem superiores e quando algo lhes são negados, foram ensinados que não devem abrir mão do controle, que devem estar exercendo soberania sempre.

foto da cena do filme

Meninos magoados se tornam homens magoados. É necessário desconstruir para reconstruir, reumanizar o desumanizado. Ensiná-los que o coração é mais importante que a cabeça.

Não é sobre transformá-los em meninas, mas, sobre ajudá-los a serem meninos empáticos; enxergar humanidade nas meninas.
Se chamares um menino de menina, certamente ele não gostará. Então, o que está sendo ensinado a eles sobre as meninas? A cultura de criação de homens, esta ensinando a rejeitar tudo que é feminino, exceto quando se trata de sexo.

É preciso ensinar que não se deve apoiar o amigo quando ele faz algo errado, só porque é homem. A camaradagem neste nível não é saudável.
É preciso - o quanto antes - permitir que os meninos sintam, partilhem afetos e sensações.
É preciso ouvi-los, entende-los, ajudá-los. A cada 9 segundos (segundo pesquisas neste documentário), morre 1 menino por suicídio. Suicídio, é a 3ª maior causa de mortes em meninos. Meninos também sofrem violências sexuais e psicológicas. Crianças negligenciadas (pelos pais ou um dos pais), estão 9x mais propensas a se envolver em crimes, a recorrerem a comportamentos desesperados, usarem drogas para fugir dos próprios pensamentos.

É um problema de todos. A masculinidade deve ser reumanizada.

Aos meninos abandonados pelos pais, desejo que sejam sensíveis a ponto de serem gratos por  serem quem são. Peço que não sintam vergonha em solicitar apoio, a culpa não é sua por tudo que sofreu. Não seja forte o tempo todo, perdoe quem foi que disse que para ser homem, tem que ser assim.

Observação: 1 - Ao dizer que o menino sem figura paterna presente, busca representatividade fora, a intenção não é generalizar. Incontáveis mães criam meninos sozinhas, proporcionam proximidade saudável, permitem que sejam sensíveis... e fazem isso com excelência. 2 - Nem sempre, pai presente, participa da vida do filho. 

Se assistir ao filme, conte-me como foi a experiencia! 

O padrão de vida moderna

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O novo modelo de formação de vida, está cada vez mais moderno. Ferindo e tornando indigna, a relação social na escala homem-homem.

Tudo é individualizado, a coletividade deixou de ser promovida - e consigo, o interesse pela democracia - todos anseiam por uma vida autossuficiente, ninguém quer 'precisar' do outro. Competitividade em tudo.

As habitações, todas reservadas, com o menor contato possível com o externo. Os utilitários, pessoais, nada de coletivos ou partilhar carona. A vida na cidade, só acontece o necessário: comércio e serviços. As coisas se desenvolvem nos bastidores, nada se vê, nada se partilha.

O problema do outro, é só do outro, sustentação do pensamento meritocrático, aflorado: "cada um tem o que merece!". Empatia abaixo de zero.

O conceito moderno de se viver, assassina o sentido da vida.

O direito à vida está sendo negligenciado, enquanto robôs estão sendo produzidos para servir. Trabalha, trabalhar, trabalhar; acumular matéria... Menos participação na sociedade civil, e enquanto isso: "o Estado que decida!".

É preciso reconfigurar os sistema de formação de vida social, enxergar a importância da relação humana. 
Que sejamos sensíveis o suficiente, para aplicar vida no que é vivo, e tornemos essencial a nossa coexistência. Não sejamos sujeito-objeto. Que sejamos corajosos! Emancipemos-nos!


Como organizar sua leitura?

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

No seu pescoço, Guerra dos lugares e Cidade para pessoas
Neste momento, estou com 5 livros, e o meu desejo é de ler todos de uma vez. Mas, tenho algumas restrições, preciso conciliar o curso com o trabalho e outras atividades.
Para me auxiliar, decidi me programar, pesquisei alguns aplicativos e encontrei um que parece ser eficaz. O nome é 'Minha Leitura' (disponível no Play Store):

insira os dados requisitados, adicione a capa a partir de fotos de tua galeria;

quando salvá-lo, ficará como no print do lado esquerdo. Ainda podes ativar alarme para lembrá-lo da leitura diária :)


Os livros, comprei na Saraiva com desconto usando cupons promocionais gratuitos do site Cupom válido, que oferece desconto em diversos produtos de inúmeros segmentos para economizares em tuas compras online. Ótima dica, não?

Quando terminar, voltarei para resenhá-los! 😊 
E tu, como se organiza?


Preconceito e conservadorismo em nome de Jesus

domingo, 6 de agosto de 2017

👀

Lembro claramente do dia que sofri preconceito dentro da igreja. Um senhor, aparentemente bem fervoroso, disse ao meu pai que o modo que eu usava meu cabelo, não agradava Cristo. Disse ainda, que já vira Satanás se manifestar em uma mulher que estava como eu.

Estava com o cabelo natural, preso para cima, como na foto.

Quando tive ciência do que me aconteceu fiquei confusa, e irritada com meu pai por não ter dito nada ao meu respeito. Hoje, entendo a suposta relação do meu cabelo com Satanás: o considerado feio, certamente não foi Cristo quem fez.

Preconceito e conservadorismo pregado em nome de Jesus, para facilitar a aceitação sem questionamento. Qual a maior blasfêmia, se não esta? 
Quais medidas ele pensou que eu tomaria, afim de agradá-lo? Será que ele já disse isto à uma mulher branca? 

Se confio minha vida ao Cristo, porque eu temeria a homem pecador com falácia estranha?
Sou tão grata, por ter a oportunidade de ter me tornado quem sou; por analisar cada palavra que recebo, filtrar, e absorver só que não me adoece.

Sou evangélica e sinto muito por cada um que mancha esse movimento. Sinto muito, pois podem querer manipular alguém, que, diferente de mim, absorve perigosamente tudo que lhe é servido.

Que Jesus é este que higieniza seu povo, partindo de princípios classista e étnico (e outros)? Felizmente, este, desconheço. O meu é outro.

Quando digo que é difícil ser mulher preta, não estou apenas reproduzindo por costume. Nos obrigam a ser forte, cada segundo, independente do âmbito em que estamos inseridas.

Observação: Não estou generalizando as igrejas e os evangélicos. Sou evangélica, e acredito nos princípios, à minha maneira (segundo o meu Cristo). A intenção deste texto, é dizer que infelizmente não existe exceção, não estamos imunes dependente de onde estamos. Devemos continuar resistindo, até nos lugares onde deveriam nos oferecer abrigo.

Eu, vitimismo: Capítulo IV - Não somos todos iguais

segunda-feira, 31 de julho de 2017

(ph: Tainan Silva)

Mais um capítulo lírico-comum.

Essa falácia incessante que diz que "somos todos iguais"; me irrita, me faz refletir e me toca toda vez que leio ou escuto.

Juro, juro que tento entender o que vos convence a acreditar neste argumento. Essa sociedade, máquina de moer carne humana e digerir espírito, não promove a tal igualdade que tanto fala. Fala por hábito ou senso comum. Não se pode, 517 anos depois, ainda ter a audácia de se recusar a entender a causa e respeitar a luta alheia.

Não somos todos iguais, se tu trata os grupos da minoria como sinônimo de obsolescência humana. Teu higienismo é sujo.

Não somos todos iguais, se tu acredita em meritocracia e defende 'as suas conquistas', com o argumento de que todos possuem oportunidades iguais. Não, não faça os vulneráveis acreditarem que não merecem benção de suas divindades e que por este motivo estão onde estão.

Não somos todos iguais, se tu acredita que não é útil educar pessoas pobres, afim de mante-las te servindo e varrendo o chão que pisas. Ou se queres, que elas continuem sendo invisíveis, sem conhecimento a nível básico que seja, para que não tomem ciência de seus direitos e saiam do anonimato, denunciando toda sua opressão.

Não somos todos iguais, se tu comemora a destituição de governos democráticos e progressistas, mesmo sabendo em que dimensão chegará a deficiência, para os que dependem dos programas sociais. Ou se priva alguém, de seus direitos.

NÃO, NÃO SOMOS TODOS IGUAIS, se tu não abre mão dos teus privilégios para o outro usufruir de parte dele. 


Quero viver para tangir a emancipação desse povo. Hoje, essa parcela é como a tartaruga, daquela fábula 'A lebre e a tartaruga'. Caminhando devagar, resistindo e confiante de que um dia cruzará a linha de chegada. A diferença, é que essa tartaruga nunca partiu do mesmo ponto inicial que a lebre, sabotaram-os.  As lágrimas se secarão e não será por desidratação.
. . .

Mulher-objeto e o mercado masculino

domingo, 30 de julho de 2017

(paula gonçalves - via)

Entre as diversas violências contra a mulher, as que causam transtornos psicológicos também têm jogado com todas as cartas. O mercado dos padrões, age como uma espécie de processo civilizatório, de modo a deturpar a imagem feminina, fazendo com que  mulheres fiquem insatisfeitas com seu próprio corpo.

Civilização esta que oferece o benefício da evolução, e como sempre, o mercado e suas munições são os que lucram com essa infelicidade alheia.

O que me trouxe essa reflexão, foi um notícia sobre a grande demanda de moças que estão se submetendo a procedimentos cirúrgicos em suas vaginas, de modo a priorizar mais a estética que o bom 'funcionamento' do órgão. Brasil é lider nesse tipo de procedimento, e, mais problemático, parte das que se submetem são ainda virgens: a prevenção da possível rejeição do que nunca foi apresentado.
"- Nasci de novo" - relata uma das moças. 
O cenário é para além de preocupante, uma vez que ela o compara ao ato do nascimento, como se tivesse recebido uma nova oportunidade para viver.
Outro fato que me ocorreu: assistia ao programa "O mundo de Jacquin", quando numa reunião com os amigos, o protagonista comparou a mulher brasileira com um corte de carne animal e continuou a discursar como se não houvesse nada errado, além de outras definições e suposições misóginas.
As várias facetas do padrão são invasivas e prisioneiras, e todas as mulheres estão a mercê. 

Todo dia um novo conceito do que é ideal, para atacá-las. Quem não se submete, não merece nem se quer um olhar masculino. Como se fossem superiores.

Viver para quem? Para o mercado carniceiro de satisfação masculina? Ser mulher-objeto? Ou massinha de modelar?

Ressignificaram. Inventaram belezas surreais e aboliram a diversidade e assimetria da vida. Oferecem liberdade para consigo mesma, mas na real, são cativeiros que as acorrentam. Estão querendo produzir bonecas em massa, ridicularizando e marginalizando todas as exceções. 

Aparentemente, o esforço para que eles sejam capazes de sentir desejo e afeto por uma mulher, é quase inatingível.
A estratégia que usam, é plantar guerra 'de você contra você mesma', de modo que caia nas garras da não autoaceitação e extrema insegurança, consequentemente fazem apologia - digo, imposição - para se submeterem aos tais métodos - métodos que se estendem ao infinito, sendo cirúrgico ou não. A perturbação impositiva que tortura e emaranha o interior, que aumenta ou diminui a intensidade dependendo da classe e etnia.

“No livro Sejamos todos feministas, Chimamanda afirma que “o modo como criamos nossos filhos homens é nocivo: nossa definição de masculinidade é muito estreita”. Por isso mesmo, segundo ela, “abafamos a humanidade que existe nos meninos, enclausurando-os numa jaula pequena e resistente”.”
“É inaceitável que qualquer tipo de opressão contra o sexo feminino ainda seja um hábito de uma parcela da população masculina.” (Educando as crianças para o feminismo? - via)

Mulher, tu não existe para orbitar em torno de eixo machista/misógino. Você é linda em sua naturalidade singular. Se deseja mudar, que seja por tua própria saúde fisica e mental.

Feminismo e sua importância essencial. Violência não são só os casos que recebem registro policial.

Se ainda não conhece nosso espaço oferecido para apoio, acesse o link abaixo. Meus ouvidos são para ti.
Eu, vitimismo

Um luxo: Consumir carne animal

sexta-feira, 28 de julho de 2017

(ilustrativa ao texto - via)


Contrapondo os que assim pensam, não desgosto da carne animal. Conscientemente, me submeti ao ovolactovegetarianismo (consumo apenas de derivados e não carne, e, antes dos questionamentos: minha progressão não será radical), pós uma analise das consequências sucessivamente devastadoras, no mercado pecuário; e pelo reconhecimento e respeito à vida.
Cobrança na alimentação alheia jamais o fiz, que seja justo, o conceito de liberdade!

Utopicamente, seria maravilhoso se todos pudessem escolher o cardápio do dia. A maioria da sociedade, escolheria carne animal como acompanhamento. A fila do açougue nunca está vazia, todos os fast foods (exceto veganos e afins) leva este ingrediente. Tem para todos os variados gostos. A demanda é gigantesca.

Quem está presente na fila do açougue e do fast food todos os dias (ou quase), necessita de uma renda mensal plausível para tal. Os indivíduos de uma família de baixa renda, por exemplo, prioriza as necessidades básicas da vida.

"Consumir animais é um luxo: uma forma muito clara de concentração da riqueza. A carne acumula recursos que poderiam ser compartilhados: são necessárias quatro calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de frango; seis para produzir uma de porco; dez calorias vegetais para produzir uma caloria de vaca ou de cordeiro. A mesma coisa acontece com a água: são necessários 1.500 litros para produzir um quilo de milho, 15.000 para um quilo de carne de vaca. Isto é, quando alguém come carne se apropria de recursos que, compartilhados, seriam suficientes para cinco, oito, dez pessoas. Comer carne é estabelecer uma desigualdade brutal: sou eu quem pode engolir os recursos de que vocês precisam. A carne é um estandarte e é uma mensagem: que este planeta só pode ser usado assim se bilhões de pessoas se resignarem a usá-lo muito menos. Se todos quiserem usá-lo igualmente não pode funcionar: a exclusão é condição necessária — e nunca suficiente." - A era da carne, via El País

Acima, uma análise que conceitua claramente sobre o consumo inconsciente dessa proteína animal. Acredita-se que assim continuará, até que seja forçada a decisão de reduzir ou extinguir o consumo, devido aos problemas de saúde provenientes (substancias cancerígenas, gorduras, drogas injetadas para os resultados...) - não esquecendo dos perigosos embutidos. Obviamente, a "casa grande", proprietária e sócia do mercado pecuário encontrará outra forma de explorar os subordinados.

O consumo de carne não é proibido, mas devido a excessiva busca pelo capital, as consequências maléficas vêm aumentando sem freio; tanto na saúde quanto na sociedade. No comércio pecuário, a liberdade é utópica: animais não possuem direito à vida, alguns humanos possuem direito a escolha pelo consumo da proteína, outros não possuem o direito ao acesso à uma alimentação balanceada.

Completei dois anos sem carne animal, em 27 de julho de 2017. Não excepcional, não impositiva, tampouco com síndrome de superioridade; mas numa constante busca pelo conhecimento e consequências das circunstâncias sistemáticas sobre a vida, respeitando - como sempre - a escolha e filosofia alheia.

Micro reflexão elaborada há um tempo:
Sob o tapete da pecuária





Como limpar a parte branca do tênis, sem muito esforço?

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Hoje, um tutorial acessível e maroto para aquele teu tênis parceiro voltar a ser branco. Encontrei a receita na internet e adaptei. 

antes

Precisarás de:

  1.  02 colheres de sopa de bicarbonato de sódio 
  2. 0,1 litros de de vinagre branco
  3. 04 litros de água (aproximadamente)




Adicione o bicarbonato ao vinagre e espere concluir a efervescência. Feito, coloque a mistura na água e mergulhe o calçado.



Deixe agir por 24 horas, retire da água e esfregue com uma escova.
depois


 A parte preta deste que usei, é confeccionada em verniz. Se o seu for composto de tecido (algodão e afins), apenas esfregue a mistura, sem a água, na parte que desejas limpar e enxague.

E aí? Ficou limpinho, não?

"Cê é linda, cê é boa, cê é importante!"

terça-feira, 25 de julho de 2017

(ph: Tainan Silva)
Não me disseram que sou linda, boa e importante. Demorei, mas, descobri quase sozinha. Algumas mulheres pretas intelectuais me influenciaram. Minha beleza não é só estética. Minha bondade fomenta. Minha importância é peculiar.

Não sou propriedade escravocrata, ou objeto satisfatório, ou fortaleza inabalável. Não sou o que querem que eu seja. Eu sou o que quero ou não, ser. Sinto fraqueza quando preciso sentir. Tenho desejos. Sou meu templo, só meu.

Não preciso de oportunidades por pena, ou perdões forçados. Minha ação é voluntária. Um ou dois perdões não valem para 517 anos.

Não preciso de seu elogio reproduzido impulsivamente. Se sinto orgulho por quem sou não foi tu quem ajudou edificar.

Se preciso de cotas sociais para acessar o conhecimento, não sou privilegiada. A culpa é sua pelo apodrecimento desse sistema sujo.


Demorei, mas descobri quase sozinha, que tenho o direito de amar e ser livre.

Tu nunca deu um passo por mim, por que ainda queres que varra seu chão?
Não sou sua opção, sou minha prioridade!

Hoje, 25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha. Seguimos juntas, apoiando e mostrando o quão incríveis somos, pela vida e contra toda violência!





"Todas as cartas de amor são ridículas"

segunda-feira, 24 de julho de 2017

(ilustração de Anja Wicki - via)

uma carta ridícula, à se acumular ridiculamente aos pés da memória; à se arquivar perdidamente, nos ventos que divagam entre as doze colunas do templo que edificam o reino divino...

no navegar dos ares noturno, suspirando no mais compreensivo ritmo, me conduzi à pensar acerca do terremoto que ainda me balança. pusilânime, a julgar pela inofensibilidade que me tens. hora outra, desejei este terremoto e um tanto mais, jurando solenemente que permaneceria feito rochedo.

pobre indivíduo, grão de areia duma praia qualquer e distante daqui, não honraria o juramento sob a primeira tempestade tua que sobreviesse. faria o sentimento se envergonhar por ter escolhido a mim.

hei de me aquietar, manter o terremoto reprimido. hei de fortalecer a estrutura, preparar uma outra chegada:

- pises como em cascas de ovos, adentres cautelosamente: coração quebradiço!

✅Ler: Todas as cartas de amor são ridículas, de Álvaro de Campos.

gratidão

sábado, 22 de julho de 2017

(ilustração de Bodil Jane - via)

não permitirei que partas
se permitires que eu não permita
talvez no futuro encante-me
outra vez,
se permitires.
pela parceria
sincera
momentos
gentileza
após tantos abandonos
idas e não vindas
tentavivas...
sincera gratidão!

o que fizeste até aqui?

quinta-feira, 20 de julho de 2017

(ilustração de Julia Bereciartu - via)

deslizou os dedos sobre a pele dos seios e sentiu a textura das estrias interrompendo a unificação do todo. o colágeno existente deveria estar honrando sua existência, considerando a idade da matéria. o que mais teus seios têm, além das estrias e os dedos quentes ali presentes? uma vida monótona até a velhice? mas são só seios, fazendo valer cada víscera. 
e quanto à si? o que fizeste até aqui? omitiste sentimentos, externalizaste coisas incríveis com indivíduos mais incríveis que as coisas, partilhaste momentos prazerosos, iniciaste processos que lhe colocara em dúvida sobre a continuidade... enésimas reticências, pausa para pensamentos...
mas, priorizaste cada segundo respirado?
passarão-se os tempos e te resumirá a reticências? reticências indicam interrupção. escolhera que, reticências não mais seriam dignas para lhe representar. 
"o que se destrói quando se distraí? o que se constrói quando a vida vai?"
tic tac, tic tac, tic tac... hora dessas, acordarás no paraíso..

extrusão

quarta-feira, 19 de julho de 2017

(ilustração de Kathrin Honesta - via)

se precisar implorar pra ficar
é hora de permitir o adeus
desabrigar 
individualizar
dualidade, é a dois
perdoe quem foi que disse que é comum doar sozinha
fardo pesado é não saudável
acalme
apague (não precisa ser de vez)
insubstituível? nem pensar
tu é jardim de primavera o ano todo
a erva daninha que procure outro lugar.

Arquitetura inclusiva?

quinta-feira, 13 de julho de 2017

(fotografia ilustrativa ao texto / archdaily, acesso em 13/07/2017 às 20:20)

Antes de escrever este texto, pesquisei alguns escritos sobre arquitetura inclusiva. Curiosidade esta, provocada a partir de uma publicação nas redes, deste projeto da foto acima.

Trata-se de um edifício de uso misto (comercial ou residencial) inclusivo com apartamentos flexíveis destinados à estudantes, jovens casais, solteiros ou pessoas idosas...
Em algumas analises breves e superficiais, nota-se que o projeto não é inclusivo em sua plenitude. Considerando que o mesmo possui somente escada (pessoas idosas?), calçada lateral inclinada no sentido transversal (acessibilidade?)... Mas deve-se considerar outros valores que foram priorizados, tais como: consumo racional dos recursos naturais, fortificação das relações sociais comunitárias, inclusão social da classe trabalhadora...

"[...] arquitetura inclusiva é a arquitetura que respeita a diversidade humana e gera acessibilidade para todos." (definição genérica da internet)

A inclusão, na arquitetura sociológica não deve ser generalizada, trata-se de diversas oportunidades que podem ser (estão sendo) proporcionadas: promover a independência aos portadores de necessidades especias; promover acesso ao espaço social; mobilidade urbana; direito à moradia (flexibilidade, economicamente includente, humanização...); direito à cidade (ser parte dela); direito e acesso aos equipamentos públicos sem restrições...
O contexto e infraestrutura urbana onde a arquitetura será aplicada, é de essencial importância para o funcionamento da proposta, de modo a zelar pela qualidade de vida e bem-estar da pessoa humana.

A relação homem-espaço não tem priorizado o humanismo. Ao contrario do que muitos a consideram, a arquitetura não é só mais produto para embelezar a vitrine do capitalismo.

Arquitetura é sensibilidade, humanismo, abrigo, história, proteção, afeto, bem-estar, flexibilidade, poesia, arte-técnica[..] Arquitetura não é casa-dormitório, produção em massa (cópia e cola), tampouco exclusividade da classe dominante. Arquitetura é funcional, direito à moradia digna é respeito à vida.

✅Leia também: A cidade como produto na vitrine do capitalismo

O silêncio entorpecente...

quarta-feira, 12 de julho de 2017


O vero intuito de sororidade (irmandade) está a cada momento mais disperso: feminismo seletivo e excludente, nós por nós e girls power para todas, exceto para a de classe e etnia vulnerável. Esta só serve para servir, ideologias colonizadoras perpetrando vidas.

Não quero fazer parte da fatia que não honra o significado de sororidade. Ainda acredito no 'nós por nós' - ainda que utópico -, seletivo e à minha maneira.

A demanda do opressor é o teu silencio.

Se você deseja partilhar algum fato, me envie um recadinho. Disponibilizo os ouvidos da alma (vale áudio de duzentas horas), doo apoio emocional e sirvo um cafezinho virtual. Prometo paciência, compreensão e respeito...

📩urbanocubo@gmail.com

Conteúdos consumistas fazem mais sucesso?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

(imagem ilustrativa ao texto / via)
Há não muito tempo assisti a um vídeo sobre sucesso, onde uma moça dizia que as pessoas a perguntavam porque ela não fazia sucesso com o conteúdo produzido e postado no Youtube.

Os blogs, revistas, canais, páginas, perfis (e outros) que 'mais fazem sucesso', claramente são os que produzem conteúdos que de certo modo fazem apologia ao consumismo, exibindo composições de fotos e dicas que fazem saltar os olhos, divulgações patrocinadas pela marca X, e o crescimento é certeiro. Todos gostam de estado social notável e reconhecido.

Sucesso possui um conceito intrínseco e relativo. De modo exemplar, o Cubo urbano, ainda um bebê, alcança um publico N com média de 75-90 visualizações diárias quando divulgado. Impossível de se comparar com outros blogs que acompanho e tenho conhecimento de que possuem um número absurdo de visualizações diárias. Independente do número, para mim é sucesso. 

Acredito que o conteúdo chega a quem se interessa pelo mesmo. Não é valido ter inúmeros acessos irrelevantes. O certo é, pouca gente (considerando toda a massa que possui acesso a esfera digital) se interessa pelo assunto que o Cubo e outros meios relacionados compartilham. Majoritariamente, as pessoas estão perdidas e sem tempo (ou paciência) para pautas reflexivas.

Sucesso, para o outro, é algo distinto do que me é. Conquista, para mim, é atingir o alvo certo/desejado pelo caminho que tenho disponível, de modo satisfatório a mim e ao outro..

O que é sucesso para você?



menino 'basquiart', 2017.

sábado, 1 de julho de 2017







natural, sem filtro


foto inspiração


FICHA TÉCNICA:
Nome: Menino 'Basquiart' - menino: pela morte ainda jovem e basquiart: basquiArte
Elementos da composição - Traços em lápis de cor, cor preta, Faber Castell; Cabelo em fios de lã, cor 0940, Círculo da linha Mollet; Vestimenta em colagem de papel, texturas extraídas de revista e papel color set. 
Dimensões: Altura 0,193 m x Largura 0,15 m. 
Duração da criação: Inicio em 21:37 de 30/06/2017 e conclusão em 01:12 de 01/07/2017.
Desenvolvido por: Elizena Belizário.

CONCEITO:
Delicadeza e simplicidade impressas na flor de papel, de modo a provocar um olhar de reflexão sobre sua história, contrapondo a visão de agressividade devido aos seus traços 'com pouca técnica' (antes de ser classificado como integrante dos movimentos estéticos: neo-expressionismo e primitivismo). Expressividade nas diversas estampas escolhidas, referenciando o vigor e emoção contidas em suas obras. 

NOTA:
A solitude tem sido companheira e pontual, temos encontros inesperados a qualquer hora e escolhi tratá-los como experiencias positivas, prazerosas, artísticas e reflexivas. Sob controle do meu espirito.

Permitida a reprodução total ou parcial do conteúdo desde que a autoria não seja omitida.


Para download: Papel de parede calendário - 1600px x 1200px (clique na imagem para download em tamanho original)


Eu, vitimismo: Capítulo III - Enésimas ressuscitações

quarta-feira, 28 de junho de 2017

(ph: Tainan Silva)


De vez em quando sonho que sou caucasoide, kit padrãozinho de beleza aceito pela sociedade.

Acordo assustada e mais uma vez atrasada para o trabalho. Lembro que preciso estar preparada para o que vier durante o dia. Devo ser forte. Dizem que mulheres pretas são fortes.

Calculo meus passos, por um deles que sair torto, serei punida. Sou tão bem recebida nas casas de vendas que ganho um individuo segurança para me acompanhar pelos corredores.

Direciono meu olhar somente ao necessário. Não são todos que gostam de recebê-lo.

Pelas ruas, os objetos que recebem meus toques táteis, são apenas as barras de apoio e o cartão do transporte coletivo.

Faço quase tudo como é pedido. Não é mais que meu dever, não incomodar. A cautela é tamanha, jamais recíproca. Eles não se importam.

Deito assustada e mais uma vez, insone. Todo dia morro e depois volto a sobreviver. Enésimas ressuscitações. Vidas que me permitirão continuar vencendo os males e o cansaço.

#dosesvitimistas
Leia os outros capítulos clicando aqui.

Virtualidade: máquina de alimentar egoísmo?

terça-feira, 27 de junho de 2017

(imagem ilustrativa ao texto)

Especificamente sobre as famigeradas redes sociáveis: Instagram e Facebook onde o poder de propagação virtual é gigantesco. Dependente do conteúdo que você partilha, essa tal propagação pode ser progressiva ou não.

Recentemente acompanhei uma troca de ideias online, onde influenciadores digitais falaram a respeito de suas produções de conteúdo: inspirações e circunstancias para tal. E de forma problemática, um dos fatos me tocou, onde uma moça relatou que uma vez fora a academia e capturou diversas fotografias com peças de vestuário diferentes e ao longo da semana, partilhou como se tivesse ido todos os dias. Outros relataram que se tivessem a oportunidade, locariam um dia no hotel X para usarem a piscina e outras áreas comuns como cenário de seu cotidiano. Falsa realidade.

Estes acontecimentos não são isolados e o desejo de conquistar "boa imagem" nas mídias, é constante. A ambição por autopromoção e reconhecimento é cada vez mais alimentada. São os padrões conduzindo suas marionetes.

Em contraposição, a maioria daqueles que virtualmente partilham suas realidades, são descartados pela massa, por não exibirem a beleza requisitada.
Nem todos têm a sensibilidade para encontrar o belo no que é considerado feio. O senso comum cega, sucumbe o olhar profundo.

Conteúdos legais e/ou contribuintes para a expansão do conhecimento estão sendo censurados e privados de se espalharem pela ausência de interesse (ou por alcançarem os indivíduos errados). 
Acompanho pessoas incríveis, produtoras de conteúdos prazerosos que gostaria que o mundo todo pudesse ter acesso. Mas nem tudo pode ser universal, tem coisa que é  para mim ou para o outro. Particularidades.

Ninguém "estabeleceu regra" de como usar as redes, cada indivíduo a usa segundo suas vontades. O essencial é primeiro pensar no próximo, depois em você: gostaria de ver/receber o que você mesm@ partilha?

Aos receptores, filtrai as intenções, se mal entendidas/recebidas são perturbadoras; te fazem querer ser ou ter aquilo que o outro mostra ser ou ter. Máscaras sufocam.

Nem toda virtualidade é real.

Machismo nas "melhores" convivências

sábado, 3 de junho de 2017

(rainha, no teu reino, reina tu. / via)

Como se pode perceber, o adjetivo "melhores" está entre aspas. Neste contexto, significa que o objeto está sendo herege, professa o que não pratica. 

Em lugares como templos de adoração e instituições de ensino (e outros...) a falta de respeito e reconhecimento com mulheres tem feito forte presença. Não generalizarei e falo-vos pelos acontecimentos que venho percebendo nos ambientes que frequento sempre.

Eu, e penso que você também, não vamos à igreja (seja qual templo for) para ouvir discurso machista de homem também pecador, de matéria feito a nossa, impondo regras segundo sua visão de santidade... O intuito é outro. 
Não vamos à curso algum (onde a diversidade deveria ser respeitada) para ouvir discurso (de ódio) machista de homem que pensa estar degrau acima das mulheres (por ter inúmeros mestrados) e por ser o patriarca e provedor da casa (dele).
Anos e anos de luta por equidade e ainda não obtivemos total vitória, e justamente por isto devemos seguir junt@s, repreendendo, ouvindo e debatendo, não só este mas toda e qualquer ideologia de ódio.

Os julgados "melhores" centros de convivências, estão alimentando almas e conhecimentos (...) juntamente com aquilo que não é bom, a essência está escorrendo por entre os dedos.

Atente-se para que não te sirvam joio como trigo. Não permita que o teu desenvolvimento material e/ou imaterial seja 'conduzido' por pés de caminhos tortuosos.


Caridade é salvação!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

(foto ilustrativa - via)

Pós trocas de algumas palavras com pessoas que acreditam que "objetos de brechó, vêm com espíritos maus", fui até um amigo para compartilharmos pensamentos, e, chegamos a um desfecho.

O Deus que tenho a honra de abrigar, com toda sua benevolência, jamais permitiria que fruto algum, da caridade, chegasse aos teus com 'corpos estrangeiros indesejáveis'. Acredito que o teu, também não.

Se alguma vez você já doou algo que não te cabia mais, foi graças a caridade e ao teu Deus. Sendo assim, da mesma forma que doa, porque não receberia? Seria você, superior aos que consomem deste departamento? Hipocrisia, não?
O universo está em constante vibração. Tudo vai e vem, hoje com você, amanhã com o outro, é natural.

Dos giros de capitais, este é um dos mais bonitos: consumo consciente, progressivo e majoritariamente includente. A caridade está presente em quem desapega e em quem adquire. Não é uma das dádivas mais bonitas? Então não há o que temer, as hostes maléficas não te atingirão!

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, sou como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Mesmo que eu tivesse o dom da profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência; mesmo que tivesse toda a fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, não sou nada.
A caridade é paciente, a caridade é bondosa. Não tem inveja. A caridade não é orgulhosa. Não é arrogante.
Nem escandalosa. Não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Por ora subsistem a fé, a esperança e a caridade - as três. Porém, a maior delas é a caridade."
(Coríntios I 13:1,2,4,5-7 e 13)