Peito de concreto

20 de fev de 2018 Nenhum comentário

2. E o amor, não basta?

Viver de amor e esperar que o resto aconteça é filosofia de quem pode comprar os desejos e as necessidades - quando tivemos fome, o amor de nossos pais não nos saciou. Ser mais emocional do que racional, é privilégio.

Meu peito é de concreto, rígido e sensível a movimentações repetitivas. Pesa uma tonelada! Mas existem infiltrações amorosas que umedece do topo ao fundo. Apesar, ainda é fértil.


Colecionador de golpes

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1. Os golpes não nos fazem menos forte

Se a vida me direcionasse ouvidos, eu não lhe contaria minhas frustrações, não lhe pediria a submissão ou imploraria por meus anseios. Me apresentaria, pediria que esquecesse o que disseram sobre mim; poria sob o pendente da mesa, todas as minhas virtudes e minha isenção de culpa não reconhecida.

A vida é áspera e não é digna de minha admiração, mas, em mim também não há jurisdição para definir onde não há justiça. É confusa. Sei onde há injustiça: quando a cobrança pelo resultado é igual para nós, mas entre as oportunidades há uma diferença de quase 518 anos de atraso - é muita covardia; ou,  quando o reconhecimento só é o mesmo entre nós, quando há conveniência sobre o que sou - embora eu não seja nada, quando não lhes convêm, ou seja, todo o restante de meu tempo.

Há mais silêncio aqui do que havia ontem, não porque abri mão de minha defesa, mas as perversidades não merecem nem os esforços de meus suspiros sussurrantes - que eu quase não os sustento.

De golpe em golpe, acumulo a esperança persistente em ver os sonhos me abraçando com o mesmo entusiasmo que lhes seguro as mãos.
Não por convicção teórica, pela experiencia e História: eu sou demais, para mendigar migalhas! Sou demais para vida! Demais!
Aos semelhantes - há tanta diversidade -, em tempo, vos digo que são incríveis demais para vida - para essa vida! Não há dicionário que comporte vossa definição!

Longevo agora

18 de fev de 2018 Nenhum comentário
É chegada a hora da colheita dos frutos maduros e frescos e de se fartar de toda a tua magnificência - sem ambicionar o acúmulo ou posse, pois haverá o que ser colhido até o fim do ciclo. Não há obra do destino, tampouco mérito do acaso. (vocês) São a mais bela consequência do tempo, da reciprocidade e das virtudes divinas da natureza.

Como deve ser

11 de fev de 2018 Nenhum comentário
Não sou de lamber os lábios
e de mim não se extraí néctar
Minha dança é desencanto,
destoa e desecontra o compasso
Minhas pétalas se murcham ao menor toque de ponta de dedo

Tu, como deverias
desde outros carnavais
Tão livre quanto o choro derramado,
mais alto que o canto em conjunto
e desalinhado como a queda dos confetes.

ANIQUI-LAMENTO

7 de fev de 2018 Nenhum comentário
Exaltavas indigna minha frieza
desprezando todos os momentos que ofertei meu corpo quente

Coagida, degelei

Sua retenção bebeu cada gota de água doce da minha liberdade
e tudo o que com dificuldade solidifiquei

Tu me fez vale seco!
Tu me fez vale seco!
 
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CUBO URBANO 2014